Último herói

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O Último Herói.
Arte por Roman Papsuev © .

O Último Herói foi um personagem lendário dos primeiros homens que viveu no período da Longa Noite em Westeros. É desconhecido se sua lenda tem algo a ver com a história do Azor Ahai, que também é uma figura lendária, de origem em Essos, que, assim como o Último herói, lutou contra a escuridão.

A lenda

Veja também: Imagens de Último herói

As lendas do Norte dizem que o último herói e seus companheiros partiram numa missão em busca dos Filhos da Floresta durante a Longa Noite, milhares de anos atrás. Apenas um membro da companhia sobreviveu a repetidos ataques de gigantes, criaturas e dos Outros. O último herói chegou até os Filhos da Floresta e conseguiu seu apoio. A Patrulha da Noite foi então formada e eles venceram a Batalha pela Aurora. A vitória encerrou a escuridão de um inverno que durou uma geração e forçou os Outros a recuar para além das Terras de Sempre Inverno.[1] O destino final do Último Herói é desconhecido.

Eventos recentess

Info Aviso: Esta seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

A Guerra dos Tronos

A história do último herói é contada pela Velha Ama para Bran Stark:

Ah minha doce criança do verão … que sabe de medo? Medo pertence ao inverno, meu pequeno senhor, quando as neves se acumulam até três metros de profundidade e o vento gelado uiva do norte. O medo pertence à longa noite, quando o sol esconde o rosto durante anos e as crianças nascem, vivem e morrem sempre na escuridão, enquanto os lobos gigantes se tornam magros e famintos, e os caminhantes brancos se movem pelos bosques.

Os Outros … Há milhares e milhares de anos, caiu um inverno que era mais frio, duro e infinito que qualquer outro na memória do homem. Chegou uma noite que durou uma geração, e tanto tremeram e morreram os reis em seus castelos como os criadores de porcos em suas cabanas. As mulheres preferiram asfixiar os filhos a vê-los passar fome, e choraram, e sentiram as lágrimas congelarem em seu rosto. Nessa escuridão, os Outros vieram pela primeira vez. (…) Eram coisas frias, mortas, que odiavam o ferro, o fogo, o toque do sol e todas as criaturas com sangue quente nas veias. Arrasaram fortificações, cidades e reinos, derrubaram heróis e exércitos às centenas, montando seus pálidos cavalos mortos e liderando hostes de assassinados. Nem todas as espadas dos homens juntas logravam deter seu avanço, e até donzelas e bebês de peito neles não encontravam piedade. Perseguiam as donzelas através de florestas congeladas e alimentavam seus servos mortos com a carne de crianças.

Esses foram os tempos antes da chegada dos ândalos, e muito antes de as mulheres terem fugido das cidades do Roine através do mar estreito, e os cem reinos desses tempos eram os reinos dos Primeiros Homens, que tinham tomado essas terras dos filhos da floresta. Mas aqui e ali, nos bosques mais densos, os filhos ainda viviam em suas cidades de madeira e colinas ocas, e os rostos das árvores mantinham-se vigilantes. E assim, enquanto o frio e a morte enchiam a terra, o último herói decidiu procurar os filhos da floresta, na esperança de que sua antiga magia pudesse reconquistar aquilo que os exércitos dos homens tinham perdido. Partiu para as terras mortas com uma espada, um cavalo, um cão e uma dúzia de companheiros. Procurou durante anos, até perder a esperança de chegar algum dia a encontrar os filhos da floresta em suas cidades secretas. Um por um os amigos morreram, e também o cavalo, e por fim até o cão, e sua espada congelou tanto que a lâmina se quebrou quando tentou usá-la. E os Outros cheiraram nele o sangue quente e seguiram-lhe o rastro em silêncio, perseguindo-o com matilhas de aranhas brancas, grandes como cães de caça.

A Velha Ama é então interrompida pelo meistre Luwin.[2]

O Festim dos Corvos

Em Castelo Negro, Samwell Tarly diz para Jon Snow diz que ele encontrou relatos a respeito da Longa Noite que fala do último herói matando os Outros com uma espada de vidro de dragão. Supostamente, essa é a fraqueza dos Outros. Jon se pergunta se "vidro de dragão" pode se referir a aço valiriano.[3]

Ver também

Referências