Doutrina do Excepcionalismo
A Doutrina do Excepcionalismo é o preceito que o rei Jaehaerys I Targaryen elaborou com o auxílio da Fé dos Sete para que fosse tolerada a prática continuada de casamentos incestuosos pela Casa Targaryen. Foi desenvolvido pelo rei Jaehaerys, com a ajuda do Septão Oswyck e principalmente do Septão Barth. Também se usa o termo Excepcionalismo, e seus apoiadores são chamados de Excepcionalistas.[1]
Doutrina
O princípio da Doutrina do Excepcionalismo é simples: A Fé dos Sete nasceu nas colinas dos antigos Ândalos e atravessou o mar estreito com aquele povo. As leis dos Sete, como citadas em textos sagrados e ensinadas por septãs e septões em obediência ao Pai dos Fiéis, decretavam que irmão não podia se deitar com irmã, nem pai com filha, nem mãe com filho, e que os frutos dessas uniões eram abominações, desprezíveis aos olhos dos deuses. Tudo isso os excepcionalistas afirmavam, mas com a seguinte ressalva: os Targaryen eram diferentes. As raízes deles não estavam em Ândalos, mas na antiga Valíria, onde leis e tradições diferentes prevaleciam. Bastava olhar para eles para saber que não eram como os outros homens; seus olhos, seus cabelos e sua própria postura, tudo declarava as diferenças. E eles voavam em dragões. Apenas eles dentre todos os homens do mundo tinham recebido o poder de domar aquelas feras temíveis quando a Destruição chegou a Valíria.
Os Sete Porta-Vozes pregaram a doutrina em toda Westeros.[1]
Citações
| “ | Um deus nos fez todos, ândalos e valirianos e primeiros homens, mas ele não nos fez todos iguais. Ele também fez os leões e os auroques, ambos animais nobres, mas certos dons ele deu para um e não para o outro, e o leão não pode viver como um auroque, e nem um auroque como um leão. Para você, deitar-se com sua irmã seria um pecado terrível, sor… mas você não tem sangue de dragão, assim como eu não tenho. O que eles fazem é o que sempre fizeram, e não cabe a nós julgá-los.[1] | ” |
| “ | Cavaleiro Andante: Sim, e se eu quiser trepar com minha irmã também, tenho sua permissão?
Baldrick: Vá até Pedra do Dragão e reivindique um dragão. Se conseguir fazer isso, sor, eu o caso com sua irmã.[1] |
” |
| “ | Os Targaryen tinham olhos violeta e cabelos cor de ouro e prata, dominavam os céus com dragões, as doutrinas da Fé e as proibições contra o incesto não se aplicavam a eles... e eles não adoeciam. Isso se sabe desde o dia em que Aenar, o Exilado, tomou Pedra do Dragão para si. Os Targaryen não morriam de varíola nem diarreia sanguinolenta, não eram afligidos por vermelheira, castanheira ou a doença dos tremores, não sucumbiam de ossoverme, pulmão entupido, tripamarga ou qualquer uma das incontáveis pestilências e pragas que os deuses, por seus próprios motivos, decidiram lançar sobre homens e mulheres mortais. Acreditava-se que havia fogo no sangue do dragão, uma chama purificadora que incinerava todas essas pestes. Era inconcebível que uma princesa de sangue puro morresse trêmula, como se fosse uma criança comum. Contudo, ela morrera. E, mesmo sofrendo por ela e pela linda alma que havia sido, Jaehaerys e Alysanne também devem ter se confrontado com essa terrível compreensão. Talvez os Targaryen não fossem tão próximos dos deuses quanto pensavam antes. Talvez, no fim, também eles fossem apenas humanos.[2] | ” |
Sobre a página
Esta página utiliza conteúdo baseado em Doctrine of Exceptionalism, um artigo de A Wiki Of Ice And Fire.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 Fogo & Sangue, Um Tempo de Testes: Um Reino Refeito.
- ↑ Fogo & Sangue, O Longo Reinado Jaehaerys e Alysanne: Política, Progênie e Provação.