Cavaleiro
Um cavaleiro é um membro de uma tradição guerreira que é fortemente entralaçada na cultura feudal dos Sete Reinos e na Fé dos Sete. Cavaleiros ocupam uma posição social entre os lordes e os camponeses. Ao contrário da nobreza, esta posição não é hereditária e é possível que bastardos se tornem cavaleiros. Cavaleiros são chamados junto do título "Sor".[1]
Índice
História
- Veja também: Imagens de cavaleiros
O cavaleirismo possui suas raízes na cultura Ândala e foi trazido para Westeros durante a Invasão Ândala.[1] O sucesso militar dos cavaleiros montados dos Ândalos e suas armaduras de aço se provaram vitais para a conquista de Westeros. A influência dos Ândalos na cultura Westerosi fez dos cavaleiros a espinha dorsal da guerra nos Sete Reinos. Porém, o cavaleirismo não possui tanta significância cultural em áreas de Westeros que são menos assimiladas à cultura Ândala, como o Norte e as Ilhas de Ferro.[2][3]
Práticas
Cavaleiros devem ser bravos, corajosos, honrosos, leais às suas palavras e ao seu senhor feudal, e defender sua Fé. Na prática, a maioria dos cavaleiros falham em sustentar ideias tão nobres e altas. Muitos nem tentam, e procuram o cavaleirismo principalmente pelo prestígio e oportunidades.[4]
De um certo ponto, isso é compreensível e talvez inevitável; para os bastardos e camponeses, cavaleirismo é um dos poucos caminhos para melhorar suas posições sociais e perspectivas financeiras que não envolvem rígidas promessas como o celibato, a abstenção do casamento, possuir filhos ou terras. Por outro lado, o cavaleirismo por si só traz poucas vantagens e riscos e despesas significativas. Mas ele abre portas para oportunidades significativas também.[5][6]
Na verdade, a habilidade em armas é o aspecto mais importante de um cavaleiro. Se espera dos cavaleiros que eles lutem sempre que há a necessidade deles. Eles tradicionalmente lutam como cavalaria pesada, usando armadura de placa e lutando em seus cavalos com lança, espada e escudo. Alguns cavaleiros escolhem lutar com outras armas como machados, e marretas também. Eles possuem no mínimo um cavalo, e normalmente possuem dois: um feroz cavalo de guerra e um outro mais dócil, para se locomover diariamente.[7]
Os cavaleiros apresentam um brasão em seus escudos e capas para se identificarem. Eles geralmente usam os brasões de suas famílias. Aqueles que não possuem brasões familiares, ou não desejam usá-los, podem criar os seus próprios. Estes brasões pessoais frequentemente demonstram a maneira com a qual o homem atingiu o cavaleirismo, ou possuem outro significado pessoal. Muitos cavaleiros usam grandes espigões em seus elmos que embelezam o tema de seus brasões. Cavaleiros abastados tendem a se distinguir dos outros usando armas e armaduras ornamentadas. Armaduras lacadas ou de joias e capas de materiais exóticos são algumas maneiras de um cavaleiro ostentar sua condição.[4][8]
Status sociais
Qualquer homem pode ser nomeado cavaleiro, independentemente de seu nascimento. A pressão social impede que a cavalaria seja explorada por cavaleiros inescrupulosos que poderiam conceder a honraria em troca de dinheiro.[9] A cavalaria é vista principalmente como uma posição marcial, portanto, mesmo os filhos de senhores poderosos não são necessariamente nomeados cavaleiros se forem incapazes de cumprir os requisitos. Agir de outra forma seria perder honra em vez de ganhá-la, e exporia o senhor e sua família ao ridículo.[9] Independentemente disso, por vezes, o filho de um lorde é nomeado cavaleiro sem cumprir os requisitos. Por exemplo, Lorde Caswell de Ponteamarga fez de seu filho e herdeiro, um fraco, um cavaleiro.[10] Além disso, a reputação de um jovem cavaleiro deriva em parte da honra do homem que lhe conferiu o título de cavaleiro.[11] Receber o título de cavaleiro de um rei, príncipe, cavaleiro da Guarda Real ou cavaleiro lendário confere grande prestígio.[9]
Embora os lordes possuam certos direitos legais (como o direito de julgar e executar pessoas) que os cavaleiros não têm e sejam superiores a estes em torneios e banquetes, alguns cavaleiros proprietários de terras podem ser lordes em tudo, exceto no nome. É principalmente o título que os distingue, já que o título de lorde é geralmente considerado mais prestigioso do que o título de "Sor". No entanto, o título de cavaleiro também possui seu próprio prestígio, pois não pode ser herdado. E embora os cavaleiros sejam frequentemente classificados abaixo dos lordes, alguns cavaleiros com terras podem, de fato, ser mais poderosos do que lordes de menor importância. É certamente possível que um cavaleiro que seja dono de terras possua mais terras e riquezas do que um pequeno lorde. Especialmente os cavaleiros com terras que vêm de casas antigas e que possuem extensas terras e um grande e forte castelo podem ser mais poderosos do que muitos lordes menores.[12][13]
Tornando-se um cavaleiro
O processo comum para se tornar um cavaleiro possui três estágios.
- Pajem — Um menino que se torna um pajem é designado a um cavaleiro, que se torna o mestre deste menino. Os filhos de muitos cavaleiros e lordes são mandados para serem criados com parentes e aliados, enquanto outros pajens servem seus próprios pais. O pajem executa simples tarefas para o cavaleiro, que em troca treina o menino em habilidades vitais, como o duelo e o manejo de espada. Treinos típicos envolvem lutas com armas sem ponta e duelando em ringues.[14]
- Escudeiro — Quando um menino chega à adolescência, ele pode ser elevado a condição de escudeiro. Escudeiros aprendem a propriamente cuidar e usar armas, armaduras e cavalos, assim como também aprendem sobre o Cavalheirismo. Em épocas de guerra, escudeiros se juntam aos seus mestres em batalha, os assistindo com seus equipamentos e lutando ao seus lados. Alguns deles escolhem nunca se tornar um cavaleiro completo, passando o resto de suas vidas como escudeiros. Isso pode ser porque o indivíduo não possui a inclinação para ter o estilo de vida marcial de um guerreiro, ou não possui recursos financeiros para se equipar."[6][5]
- Cavaleirismo — Qualquer cavaleiro pode proclamar outro homem cavaleiro por qualquer razão que ele escolha. Isto geralmente acontece quando um escudeiro chega à vida adulta e seu mestre o julga merecedor para aceitar as responsabilidades de um guerreiro. Um homem que não foi criado nesta tradição também pode ser feito um guerreiro como recompensa por seus serviços. Isto é frequentemente acontece com soldados ou outros camponeses que mostraram bravura ou executaram uma grande façanha. Cavaleirismo é considerado valioso para os camponeses, já que eleva a posição social de um comum. Ele é visto principalmente como uma posição marcial, que quer dizer que até filhos de poderosos lordes não se tornam cavaleiros, se não forem capazes de cumprir os requisitos. Do contrário eles perderiam mais honra do que ganhariam, e fariam um lorde e sua família passarem como ridículos. No geral, qualquer homem, independente do status sociais, pode ser feito cavaleiro.[9]
A Cerimônia
A cerimônia que cria um cavaleiro pode ser simples ou complexa; entretanto, ela sempre envolve o homem se ajoelhando perante um cavaleiro e sendo tocado nos ombros com uma espada. As cerimônias geralmente possuem tons harmônicos religiosos envolvendo a Fé dos Sete. Ao se tornar cavaleiro, os homens são ordenados em nome dos Sete a serem justos e honoráveis. Cerimônias mais elaboradas envolvem o futuro cavaleiro fazendo uma vigília noturna em um septo, perante a figura do Guerreiro, podendo colocar sua espada em frente à figura, e sua armadura empilhada em sua base.[15] Em seguida, caminhar de pés descalços do septo até o lugar da cerimônia para provar seu coração humilde. [16] Ele veste uma larga camisa de lã crua para receber o cavaleirismo, que é marcado pelo afivelamento do cinto da espada. [17] Homens recém cavaleiros são, às vezes, ungidos com sete óleos por um septão. [4] É considerada uma grande honra para o beneficiário quando indivíduos de grande fama executam a cerimônia.
Parte da cerimônia começa com o nome da pessoa e da Casa, se ela tiver uma, e então:
| “ | um toque no ombro direito com a lâmina. "Em nome do Guerreiro eu te ordeno a ser bravo." A espada move do ombro direito para o esquerdo. "Em nome do Pai eu te ordeno a ser justo." Ombro direito. "Em nome da Mãe eu te ordeno a defender os jovens e inocentes." O esquerdo. "Em nome da Donzela eu te ordeno a proteger todas as mulheres.... [4] |
” |
Tipos de cavaleiros
- Cavaleiro andante: Um cavaleiro andante é um cavaleiro sem mestre. A maioria dos cavaleiros andantes viajam em busca de trabalho e frequentemente comparecem à torneios para ganhar dinheiro e demonstrar suas proezas, em esperança de serem contratados. Cavaleiros andantes menos escrupulosos põem seus treinamentos marciais em uso ao recorrer para a banditismo. Por este motivo, cavaleiros andantes são frequentemente desconfiados e considerados desonrosos. O termo "cavaleiro andante" em si é considerado depreciativo.[4][8][18]
- Cavaleiro com terras: Um cavaleiro com terras é um cavaleiro que toma residência em uma fortaleza com terras à sua volta. Eles possuem seus próprios peões e soldados, e podem até possuir espadas juramentadas. Cavaleiros com terras juram lutar pelo lorde que obtém o domínio sobre suas terras. Enquanto os cavaleiros mais abastados gerem mais terra que os lordes mais pobres, um cavaleiro com terras não tem a autoridade para distribuir justiça em sua terra; eles precisam apelar aos seus suseranos.[19][20]
- Cavaleiros domésticos: São cavaleiros sem terra que foram levados ao serviço de um senhor.[4]
- Cavalaria nortenha: Por poucos Nortenhos adorarem os Sete, eles raramente escolhem se tornar cavaleiros. Contudo, a tradição guerreira do Norte é muito semelhante à do cavaleirismo. A cavalaria pesada no Norte serve uma função quase idêntica à dos cavaleiros do Sul, e são considerados cavaleiros em todos os aspectos, exceto a nomenclatura.
- Cavaleiro inquisidor: São agentes do Trono de Ferro que têm a tarefa de investigar e punir ameaças.[21]
- Cavaleiro verdadeiro: Um cavaleiro que incorpora tudo que um cavaleiro deve ser, isto é, um cavaleiro perfeito que exemplifica todas as qualidades que um cavaleiro deve ter e segue completamente os juramentos do cavaleirismo.[22]
- Espada juramentada: Alguns cavaleiros sem terra tornam-se espadas juramentadas a outros homens, tomando-os como seus mestres. Eles agem como retentores para seus mestres, tomando comida, abrigo e dinheiro em troca de seus serviços em batalhas, caso sejam necessários. Durante uma campanha, lordes geralmente contratam um alto número de espadas juramentadas temporariamente. Após o fim da campanha e o lorde não possuir nenhuma necessidade de tantos cavaleiros, eles são liberados para virarem cavaleiros andantes novamente.
Sobre a página
Esta página utiliza conteúdo baseado em Knight, um artigo de A Wiki Of Ice And Fire.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 So Spake Martin: Yet More Questions (22 de julho de 2001)
- ↑ O Mundo de Gelo e Fogo, Os Sete Reinos: A Campina, Garth da Mão Verde.
- ↑ O Mundo de Gelo e Fogo, História Antiga: A Chegada dos Ândalos.
- ↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 4,5 O Cavaleiro dos Sete Reinos, O Cavaleiro Andante.
- ↑ 5,0 5,1 O Cavaleiro dos Sete Reinos, A Espada Juramentada.
- ↑ 6,0 6,1 O Festim dos Corvos, Capítulo 27, Jaime.
- ↑ So Spake Martin: Tourney Rules (April 29, 1999)
- ↑ 8,0 8,1 O Cavaleiro dos Sete Reinos, O Cavaleiro Misterioso.
- ↑ 9,0 9,1 9,2 9,3 So Spake Martin: Some Info about Knighthood (30 de janeiro de 1999)
- ↑ A Dança dos Dragões, Capítulo 8, Tyrion.
- ↑ A Dança dos Dragões, Capítulo 67, O Derrubador de Reis.
- ↑ So Spake Martin: Knights and Lords (2 de março de 2002)
- ↑ So Spake Martin: Land Ownership and Marriage in Westeros (19 de dezembro de 1999)
- ↑ O Festim dos Corvos, Capítulo 14, Brienne.
- ↑ So Spake Martin: Comic-Con (San Diego, CA; July 20-23) (July 23, 2006)
- ↑ O Festim dos Corvos, Capítulo 8, Jaime.
- ↑ A Fúria dos Reis, Capítulo 65, Sansa.
- ↑ O Festim dos Corvos, Capítulo 4, Brienne.
- ↑ Land Ownership and Marriage in Westeros? (19 de Dezembro de 1999) , So Spake Martin
- ↑ Fogo & Sangue, Sob os regentes: Guerra e paz e exposição de gado.
- ↑ Fogo & Sangue, A morte dos dragões: Rhaenyra triunfante.
- ↑ A Guerra dos Tronos, Capítulo 29, Sansa.