Aemon Canção d’Aço

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"Aemon Canção d’Aço"
Pseudônimo(s) Aemon Nascido em Batalha
Príncipe Selvagem
Principezinho
Cultura Povo Livre
Nascimento 300 d.C. 
Próximo do Castelo Negro
Pai Mance Rayder
Mãe Dalla
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Aemon Canção d’Aço é o nome a ser dado ao filho de filho de Mance Rayder e sua esposa Dalla quando ele tiver dois anos de idade.[1][2][3]

Aparência e características

O bebê tem cabelos castanhos macios.[4] Ele é mais novo que o filho de Goiva chamado Monstro, mas é mais robusto. Eles têm idades e tamanhos tão próximos que ninguém consegue distinguir facilmente um do outro, a menos que os conheça bem.[5] Ele chora alto quando quer mamar,[6] e suga com mais força e avidez do que Monstro.[7]

Eventos recentes

Info Aviso: Esta seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

A Tormenta de Espadas

Sob ordens de Janos Slynt, Jon Snow vai ao encontro de Mance Rayder, o Rei-Para-Lá-da-Muralha, sobre o pretexto de uma conversa de paz, mas sua missão verdadeira era matá-lo traiçoeiramente. Lá, Jon nota que Dalla, a esposa de Mance,está em trabalho de parto. Inesperadamente, Stannis Baratheon faz um ataque surpresa arquitetado junto aos homens de Atalaialeste do Mar.[8] Em meio a batalha sangrenta, Dalla pari seu filho enquanto sua irmã Val ajuda no parto e Jon Snow protege a tenta onde elas estão. Stannis Baratheon bota os selvagens para fugir, captura Mance e acaba com a Batalha do Castelo Negro. Dalla morre durante o parto. Os homens do Rei Stannis Baratheon e os homens da Patrulha da Noite chamam o bebê de "Príncipe Selvagem" e "Principezinho" por causa de sua ascendência ou "Nascido-em-Batalha" pelas circunstâncias de seu nascimento. O bebê é dado a Goiva para amamentação, junto de próprio filho recém nascido.[7]

O Festim dos Corvos

Senhor Comandante Snow teme que Melisandre possa estar interessada em fazer um sacrifício com o Meistre Aemon e o "Príncipe Selvagem", já que ambos tem "Sangue de Rei". Para evitar esse fim trágico, Senhor Comandante Snow planeja enviar Meistre Aemon, Dareon e Samwell Tarly para Cidadela em Vilavelha com intenção de transformar Sam em um Meistre, mas para salvar o bebê de Dalla, ele também quer enviar Goiva junto com o grupo, ordenando que ela deixe próprio filho na Muralha e leve o filho de Dalla e Mance.[6] Inicialmente Goiva protesta, pois teme que seu bebê seja sacrificado também, mas Senhor Comandante Snow é firme em sua decisão e afirma que o bebê não vai ser sacrificado, pois ele não tem "Sangue de Rei", e que ele crescerá sob sua proteção, ensinando-o a lutar e a ler. Acuada e sem opções, Goiva cede tristemente e deixa seu bebê na Muralha e leva o bebê de Dalla e Mance em sua viagem.[9] Assim, o bebê é secretamente trocado pelo bebê de Goiva e é enviado com Goiva, Samwell Tarly e os demais para Vilavelha, enquanto o bebê de Goiva permanece em Castelo Negro. Durante boa parte da viajem, fica arrasada pelo pesar de se separar de seu filho,[10][11] mas eventualmente passa a amá-lo tanto quanto o seu próprio filho.[4]

O "Príncipe Selvagem" torna-se o queridinho de todas as mulheres da tripulação do Vento de Canela, e Goiva confia a elas os cuidados que lhe devem. No entanto, Meistre Aemon falece a bordo do Vento de Canela. Na noite anterior à sua morte, ele pede a Goiva se pode segurar o bebê, e embora ela tema que o velho deixe a criança cair, ela concorda. Meistre Aemon embala o bebê e cantarola uma canção para ele, e o bebê de Dalla toca o rosto de Meistre Aemon e puxa seu lábio, fazendo-o rir. Durante o funeral de Meistre Aemon, Goiva sugere a Sam que, quando o bebê completar dois anos de idade, ele deve se chamar "Aemon Nascido em Batalha" ou "Aemon Canção d’Aço", em homenagem ao falecido Meistre Aemon. Após o funeral, Kojja Mo cuida do bebê, para que Goiva e Sam tenham a oportunidade de ficarem a sós. Kojja Mo adora embalar o bebê no colo e cantar para ele na Língua de Verão.[1]

Quando o Vento de Canela chega a Vilavelha, Sam deixa Goiva e o menino a bordo enquanto vai apresentar a notícia de sua chegada à Cidadela. Antes de partir, ele diz a Goiva que providenciará cavalos e uma carroça para levá-la, junto com o bebê, até sua mãe, a Senhora Melessa Florent, em Monte Chifre. Goiva deve dizer aos Tarly que o menino é seu filho bastardo com Sam.[4]

A Dança dos Dragões

Senhor Comandante Snow recorda como convenceu Goiva a levar secretamente o bebê de Dalla e deixar seu próprio filho para trás. Ele tem um pesadelo em que arrancou os bebês dos braços de Goiva, cortou suas cabeças, trocou as cabeças dos bebês e disse a Goiva para costurá-las de volta.[9]

Citações


Sam: É estranho. Craster não tinha nenhuma amizade por Mance, nem Mance por Craster, mas agora a filha de Craster está alimentando o filho de Mance.

Goiva: Eu tenho leite. O meu só tira um pouco. Não é tão insaciável como este.[7]

—— Sam e Goiva





Sam: O que houve? Como estão os bebês?

Goiva: Estão bem, Sam. Bem.

Sam: Com os dois, é um espanto que consiga dormir. Qual deles ouvi chorando ontem à noite? Achei que nunca mais pararia.

Goiva: Foi o filho de Dalla. Chora quando quer mamar. O meu... o meu quase nunca chora. Às vezes gorgoleja, mas... Tenho que ir. Já passa da hora de alimentá-los. Se não for, vou ficar cheia de leite.[6]

—— Sam e Goiva





Jon: (…) Faça o melhor tempo que puder, mas não corra riscos desnecessários. Tem um velho e um bebê de peito com você. Trate de mantêlos quentes e bem alimentados.

Goiva: Faça o mesmo, senhor. Faça o mesmo com o outro. Encontre outra ama de leite, como disse que faria. Você me prometeu. O bebê... o bebê de Dalla... o principezinho, quer dizer... arranje uma boa mulher para que ele cresça grande e forte.

Jon: Tem a minha palavra quanto a isto.

Goiva: Não lhe dê um nome. Não faça isto até que ele tenha mais de dois anos. Dá azar dar-lhes nome quando ainda mamam no peito. Vocês, os corvos, podem não saber disto, mas é verdade.

Jon: Às suas ordens, senhora.

Goiva: Não me chame assim. Sou uma mãe, não uma senhora. Sou mulher de Craster e filha de Craster, e uma mãe.[6]





Ela não queria subir ao convés, não importava o que ele dissesse, e parecia preferir aninhar-se no escuro com o filho. O bebê parecia não gostar mais do navio do que a mãe. Quando não estava berrando, vomitava o leite. Tinha o intestino solto, e sempre em movimento, sujando as peles em que Goiva o envolvia para mantê-lo quente e enchendo o ar com um fedor marrom. Por mais velas de sebo que Sam acendesse, o cheiro de merda persistia.[10]
—— Sam





Dareon: Ela e aquela cria birrenta que tem. Não sei qual dos dois faz mais barulho. O único momento em que ele para de berrar é quando ela lhe enfia um mamilo na boca, e nesse momento é ela quem começa a soluçar.

Sam: Talvez o bebê a machuque. Se os dentes estiverem nascendo...[10]

—— Sam e Dareon





Sam: Não há algo que possa lhe dar? Uma erva ou poção qualquer, para que não tenha tanto medo?

Aemon: O que ouve não é medo. Aquilo é o som do desgosto, e para isto não há poções. Deixe que as lágrimas percorram seu caminho, Sam. Não será capaz de suster a corrente.

Sam: Ela vai rumo a um lugar seguro. Um lugar quente. Por que haveria de sentir desgosto?

Aemon: Sam, tem dois olhos bons e mesmo assim não vê. Ela é uma mãe chorando pelo filho.

Sam: Ele está enjoado, nada mais. Estamos todos enjoados. Assim que chegarmos a Bravos...

Aemon: ... o bebê continuará a ser filho de Dalla, e não o fruto do seu corpo.

Sam: Isso não pode... ela não... claro que é filho dela. Goiva nunca teria abandonado a Muralha sem o filho. Ela o ama.

Aemon: Ela deu de mamar a ambos, e amou-os ambos, mas não da mesma forma. Não há mãe que ame os filhos por igual, nem mesmo a Mãe no Céu. Goiva não abandonou a criança de bom grado, tenho certeza. Que ameaça Senhor Comandante fez, que promessas, só posso tentar adivinhar... mas estou certo de que houve ameaças e promessas.

Sam: Não. Não, isto é errado. Jon nunca...

Aemon: Jon nunca o faria. Lorde Snow o fez. Às vezes não há escolha feliz, Sam, só há uma menos dolorosa do que as outras..[11]

—— Meistre Aemon revela para Sam a verdade





(…) A mulher vermelha. Ela queria sangue de rei para seus fogos. Val sabia que sim. Lorde Snow também. Foi por isso que me obrigaram a levar o bebê de Dalla e deixar o meu no lugar dele. Meistre Aemon adormeceu e não acordou, mas, se tivesse ficado, ela o teria queimado.[11]
—— Goiva





Goiva: Na noite antes de morrer, ele perguntou se podia pegar o bebê. Tive medo de que ele o deixasse cair, mas não deixou. Embalou-o e murmurou uma canção para ele, e o filho de Dalla estendeu a mãozinha e tocou-lhe o rosto. Puxou-lhe o lábio de uma tal maneira que pensei que podia machucá-lo, mas só fez o velho dar risada. Podíamos chamar o pequeno de Meistre, se quiser. Quando tiver idade, não agora. Podíamos.

Samwell: Meistre não é um nome. Mas poderia chamá-lo Aemon.

Goiva: Dalla o deu à luz durante a batalha, enquanto as espadas cantavam à sua volta. Deve ser este o seu nome. Aemon Nascido em Batalha. Aemon Canção d’Aço.

Samwell: Sim. Dê-lhe esse nome.

Goiva: Quando ele fizer dois anos, antes não.[1]

—— Goiva nomeando o bebê





(…) As únicas coisas de que Kojja gostava mais do que do seu arco era de embalar o filho de Dalla sobre os joelhos e cantar-lhe na língua do verão. O príncipe selvagem transformara-se no queridinho de todas as mulheres da tripulação, e Goiva parecia confiá-lo a elas como nunca o confiara a nenhum homem.[1]
—— Sam





O bebê de Dalla começou a chorar. Goiva abriu a túnica e deu o seio ao garoto. Sorriu enquanto amamentava e afagou-lhe os macios cabelos castanhos. Ela acabou por amar este tanto quanto o que deixou para trás, Sam compreendeu. Esperava que os deuses fossem gentis para com ambas as crianças.[4]
—— Sam





Jon: Os bebês estão bem?

Goiva: Sim, senhor. Eu tinha medo de não ter leite suficiente para os dois, mas, quanto mais eles mamam, mais leite tenho. Estão fortes.[9]





Jon: Não é sobre ele que preciso falar com você. É sobre o filho dele. O menino de Dalla.

Goiva: O bebê? Ele nunca quebrou nenhum juramento, senhor. Ele dorme, chora e mama, e nunca fez mal a alguém. Não deixe que o queimem. Salve-o, por favor.

Jon: Só você pode fazer isso, Goiva

Goiva: Não. Por favor, não.

Jon: Se você se negar, o menino será queimado. Não amanhã, nem no dia seguinte... mas logo, assim que Melisandre precisar acordar um dragão, convocar o vento, ou fazer algum outro feitiço que precise de sangue real. Quando Mance for cinzas e ossos, ela reivindicará o filho dele para o fogo, e Stannis não negará. Se você não tirar o menino daqui, ela vai queimá-lo.

Goiva: Eu tiro. Eu levo ele. Vou tirar os dois daqui, o menino de Dalla e o meu.

Jon: Leve os dois meninos e os homens da rainha irão atrás de você para trazê-los de volta. O garoto ainda será queimado... e você com ele. Você levará um menino, e será o de Dalla.

Goiva: Uma mãe não pode deixar seu filho, ou será amaldiçoada para sempre. Não um filho. Nós salvamos ele, Sam e eu. Por favor. Por favor, senhor. Nós salvamos ele do frio.

Jon: Dizem que congelar até a morte é quase sereno. O fogo, no entanto...[9]





Jon: (…) Dalla morreu para dar à luz o filho, mas você o alimenta e o acalenta. Você salvou seu próprio menino do gelo. Agora salve o dela do fogo.

Goiva: Aí eles vão queimar meu bebê. A mulher vermelha. Se ela não tiver o filho de Dalla, ela vai queimar o meu.

Jon: Seu filho não tem sangue real. Melisandre não ganhará nada dando-o para o fogo. Stannis quer que o povo livre lute por ele e não queimará um inocente sem uma boa causa. Seu menino estará seguro. Encontrarei uma ama de leite para ele, e ele será criado aqui no Castelo Negro, sob minha proteção. Ele aprenderá a caçar e a cavalgar, a lutar com a espada, com o machado e com o arco. Providenciarei para que aprenda a ler e escrever. E quando ele tiver idade suficiente, saberá a verdade sobre quem é. E será livre para procurar por você, se for o que ele desejar.

Goiva: Você vai transformar ele em um corvo. Não quero. Não quero.

Jon: Você vai. Uma coisa eu lhe prometo: no dia em que queimarem o filho de Dalla, o seu morre também.[9]





Mesmo assim, dormiu de forma intermitente, virando-se de um lado para o outro por horas antes de mergulhar em um pesadelo. Goiva estava nele, chorando, implorando que deixasse seus bebês em paz, mas ele tirava as crianças dos braços dela e arrancava suas cabeças, para depois trocá-las e falar para ela costurá-las no lugar.[9]


Família

 
Homem da
Patrulha da Noite
 
Mulher do
Povo Livre
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mance
Rayder
 
Dalla
 
Val
 
Jarl
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aemon
Canção d'Aço
 


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Notas

Referências