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A Dança dos Dragões - Capítulo 45

A Garota Cega
Capítulo de A Dança dos Dragões
A Dança dos Dragões.jpg
PDVArya Stark
LocalBravos, Essos
Página505-514 PT-BR Leya (Outras versões)
Cena. (Série HBO)
Cronologia dos capítulos (Todos)
O Festim dos Corvos
Gata dos Canais
Jon IX ← A Garota Cega → Um Fantasma em Winterfell

A Garotinha Feia

Arya Stark, agora cega, aprende a usar seus outros sentidos, entra na pele de um gato, e tem sonhos dentro de sua loba Nymeria.

Resumo

Arya está sonhando um sonho loba. Nymeria está matando algumas ovelhas, os cães, e o pastor de uma fazenda, não temendo nada nem ninguém e deleitando-se em suas carnes. Quando Arya acorda, ela ainda está cega e se prepara para mais um dia. Ela até agora aprendeu a reconhecer seus arredores e reconhecer as coisas pelo toque, para que possa trocar de roupas sozinha, e colocar suas meias nos pés certos. Sua fome a leva para a cozinha. Ela não só sabe o caminho até lá, como também pode decifrar o alimento que está sendo cozido pelo cheiro. Quando ela se senta para comer, saboreia o gosto e a sensação da comida, pensando em como aprendeu a usar seus outros sentidos desde que perdeu a visão.

Ela então encontra o Homem Amável, que pede a ela as três coisas novas que aprendeu nas ruas de Braavos. Ela diz a ele alguns rumores sobre a chegada do esperado Senhor do Mar e seu predecessor, mas o homem a repreende por não saber detalhes. Ela então se dirige a seus deveres, usando uma vara para compensar os olhos ausentes. Enquanto caminha através do templo, ela recorda os primeiros dias e semanas sendo cega. Foi muito difícil, principalmente jogar o jogo da mentira com a Criança Abandonada, mas agora ela pode literalmente ouvir quando alguém mente pelo tom de sua voz. Ela ganhou arranhões e contusões, mas ao mesmo tempo já é quase fluente em alto valiriano. Seu dever principal agora é encontrar os mortos no templo e para trazê-los para baixo nas cavernas, onde ela tira suas roupas para procurar por coisas de valor. Este trabalho, por vezes, leva a maior parte do dia. Ela não tem medo algum dos mortos. Enquanto trabalha em um aposento, solitária, de repente ela é atacada por alguém com uma vara que a provoca por não conseguir ver nem ouvir. Ela tenta se defender, sendo atingida várias vezes antes de conseguir se defender, pela primeira vez. O atacante desaparece tão repentinamente como chegou, deixando-a sozinha com suas tarefas novamente.

Depois de um dia de trabalho no templo, a garota cega se prepara novamente para mendigar nas ruas. Para isso, a criança abandonada aplica maquiagem em seu rosto, fazendo-a ficar feia. Ela se lembra das lições sobre a filosofia da Casa de Preto e Branco, e ainda não entende por que eles matam as pessoas, mas não os julga. Ela sai pelas ruas de Braavos, cheias de névoas, o que faz com que ela pense que a cidade é meio cega também. Ela pode ouvir as pessoas orando para R'hllor e pensa que "a noite não é escura e cheia de terrores para ela". Ela, então, decide em que taverna irá usar para mendigar hoje, pensando que não se deve ir para a mesma duas vezes seguidas já que os estalajadeiros ficam mais inclinados a deixar os pobres pedir por dinheiro quando você não abusa demais da própria presença.

Na taverna ela ouve a conversa de alguns marinheiros lysenos, falando de navios escravagistas que chegaram do Norte. Ela não só ouve os marinheiros, mas também consegue vê-los através dos olhos de um gato. Dois navios vieram de um lugar chamado Durolar,[1] onde selvagens se amontoavam em desespero, e o navio os atraiu a bordo com falsas promessas. Um dos navios foi destruído por tempestades e chegou à Braavos, onde é proibida a escravidão.

Ela conta essas duas coisas para o homem amável em seu retorno, e quando ele pede a ela por uma terceira coisa que ela aprendeu, ela dá um tapa na vara de sua mão dizendo-lhe que ele era a pessoa misteriosa que a atacou. Surpreso, o homem amável pergunta como ela sabe disso, e ela responde que ela já disse três coisas e não precisa dizer mais.

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Referências

  1. É revelado que a Mãe Toupeira encorajou os selvagens a procurar refúgio em Durolar no Capítulo 39 (Jon VIII); O mesmo também foi mencionado ou pelo menos sugerido no Prólogo do livro.