Marwyn

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Corrente Meistre.png
Corrente Meistre.png
Marwyn
Marwyn.jpg
Marwyn, por Tiziano Baracchi © Fantasy Flight Games
Pseudônimo(s) Marwyn, o Mago
Mago
Cão de Guarda
Título(s) Arquimeistre dos mistérios superiores
Lealdade Cidadela
Cultura Westeros
Nascimento Westeros[1]
Mencionado
Mencionado
Aparece
Livros Históricos
Mencionado

Marwyn, também conhecido como Marwyn, o Mago ou Cão de Guarda, é um arquimeistre da Cidadela.

Aparência

Veja também: Imagens de Marwyn
Marwyn, por Тхе Мичо ©

Marwyn parece mais com um criminoso das docas do que com um Meistre, possuindo uma cabeça grande demais para o corpo. Ele possui um grosso pescoço e um queixo quadrado. Ele é baixo e atarracado, com mãos enormes, um peito volumoso, ombros pesados e uma barriga de cerveja redonda, dura como pedra. Tem pelos brancos saindo de suas narinas e orelhas. Tem a testa sobressaída,[N 1] seu nariz já fora quebrado mais de uma vez e seus dentes são manchados de vermelho mosqueado por causa da folhamarga.[2]

Embora use uma corrente de Meistre feita de muitos metais, Marwyn veste um justilho de couro com atilhos em vez de vestes tradicionais de Meistre.[2] Seu anel, báculo e máscara são feitos de Aço Valiriano.[3]

Outros Meistres consideram Marwyn desonroso por ser visto com frequência na parte mais isolada de Vilavelha, em arenas de ratazanas e bordéis negros, na companhia de saltimbancos, cantores, mercenários, prostitutas, Feiticeiro andante e até pedintes.[4] Ele fala as línguas de Ibben e das Ilhas de Verão.[4] Marwyn tem visões pouco ortodoxas sobre magia,[2] e costuma chamar os outros Arquimeistres de "ovelhas cinzentas".[5][2]

Os aposentos de Marwyn ficam na Corvoaria, na Ilha dos Corvos. Encontram-se no topo de uma escadaria na torre norte do castelo, abaixo do ninho dos corvos negros.[2]

História

Ele viajou para terras além do Mar Estreito. Passou oito anos no leste, mapeando terras distantes, procurando livros perdidos e estudando com Magos e Umbromante.[4] Ele encontrou Mirri Maz Duur em suas jornadas até Asshai e a ensinou-a os segredos do corpo humano e a Língua Comum.[6] Os relatos de Marwyn sobre suas viagens confirmaram os relatos de que não há animais vivos em Asshai.[7]

Marwyn foi apelidado de "Marwyn, o Mago" pelo Arquimeistre Vaellyn após o seu regresso à Cidadela e nome logo se espalhou por toda Vilavelha, para grande desgosto do Arquimeistre Vaellyn.[8] Ele é o autor do livro, "O Livro dos Livros Perdidos".[9]

Antes de Qyburn ser expulso da Cidadela por necromancia, Marwyn era o único Arquimeistre que gostava de suas ideias sobre as almas dos mortos deixarem algum resíduo neste mundo.[10][5]

Há rumores de que Maryn matou um homem com os punhos, além de fazer sacrifícios a deuses estranhos nos pequenos templos dos marinheiros junto aos cais da cidade.[4]

Eventos recentes

Info Aviso: Esta seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

A Guerra dos Tronos

Mirri Maz Duur menciona a Khaleesi, Daenerys Targaryen, que ela foi educada sobre anatomia humana e na Língua Comum de Westeros por um Meistre chamado Marwyn.[6]

A Tormenta de Espadas

Em uma conversa com Sor Jaime Lannister a caminho de Porto Real, Qyburn explica como ele veio a acreditar na possibilidade da existência de fantasmas e menciona que, de todos os arquimeistres, apenas Marwyn faz alguma reflexão sobre o assunto.[10]

O Festim dos Corvos

Marwyn, por MaximilienRobb

Em Vilavelha, Leo Tyrell diz ao grupo de noviços e acólitos reunidos no Pena e Caneca que Marwyn acredita que as histórias sobre dragões sejam verdadeiras e que conseguiu acender uma Vela de vidro.[8] Quando Armen e Roone dizem que certos Arquimeistres consideram Marwyn louco, Leo Preguiçoso dá de ombros e diz que é um fato simples que os "animais enjaulados odeiam o cão de guarda", referindo-se aos Arquimeistres e a Marwyn.[8]

Em Porto Real, Qyburn explica à Rainha Regente Cersei Lannister por que foi expulso da Cidadela, chamando os arquimeistres de covardes e dizendo que Marwyn os chama de "as ovelhas cinzentas",[5] uma expressão que Rainha Cersei passa a gostar.[11]

Na Torre dos Livros, em Dez Torres, Asha Greyjoy encontra seu tio, Lorde Rodrik Harlaw, lendo "O Livro dos Livros Perdidos" de Marwyn. Lorde [[Rodrik Harlaw diz que Marwyn afirma ter encontrado três páginas de Sinais e Presságios, um livro de visões escrito por Daenys, a Sonhadora.[9]

Marwyn vê através de sua Vela de vidro que Samwell Tarly está vindo na Cidadela e envia Alleras para encontrá-lo na Residência do Senescal. Alleras conversa com Sam e o leva aos aposentos de Marwyn em Corvoaria. Marwyn ouve a história de Samwell (que o falecido Meistre Aemon acreditava que a Rainha Daenerys Targaryen era o Príncipe que foi prometido) e afirma que conhece a profecia, mas não confia nela. Depois que Alleras diz que Meistre Aemon queria ir até Rainha Daenerys para aconselhá-la e protegê-la, Marwyn diz que talvez seja uma coisa boa que Meistre Aemon tenha morrido antes de chegar a Vilavelha, ou os arquimeistres poderiam tê-lo matado como parte de seus esforços para livrar o mundo da magia.[2]

Marwyn decide viajar para Meereen no lugar de Meistre Aemon. Ele ordena que Samwell mantenha silêncio sobre Rainha Daenerys e os dragões, termine seus estudos e retorne à Muralha o mais rápido possível. Ele ordena a "Pate" (que provavelmente é, na verdade, o Alquimista) que encontre uma cela para Sam dormir no Corvoaria, onde ele ajudará "Pate" a cuidar dos corvos do Arquimeistre Walgrave, e ordena a Alleras que cuide de Sam. Marwyn então parte para embarcar no navio Vento de Canela, a fim de viajar rapidamente e alcançar a Rainha Daenerys antes dos homens da Cidadela.[2]

Citações

Citações de Marwyn


Marwyn: Gorghan de Velha Ghis escreveu um dia que uma profecia é como uma mulher traiçoeira. Mete o seu membro na boca, você geme de prazer e pensa, "que maravilha, que agradável, que bom isto é"... E então seus dentes se fecham e seus gemidos se transformam em gritos. É essa a natureza da profecia, Gorghan disse. A profecia sempre arranca seu pau a dentada. Mesmo assim...

Alleras: Aemon teria ido ter com ela se tivesse forças para isso. Queria que lhe mandássemos um meistre, para aconselhá-la, protegê-la e trazê-la para casa em segurança.

Marwyn:Ah queria? Talvez seja bom que tenha morrido antes de chegar a Vilavelha. Caso contrário, as ovelhas cinzentas talvez tivessem de matá-lo, e isso teria feito os queridos dos pobres velhos torcer as mãos encarquilhadas.

Samwell: Matá-lo? Por quê?

Marwyn: Se eu lhe disser, podem ter de matar você também. Quem você acha que matou todos os dragões da última vez? Galantes matadores de dragões armados de espadas? O mundo que a Cidadela está construindo não tem lugar para feitiçaria, profecias ou velas de vidro, e muito menos para dragões. Pergunte a si mesmo por que foi deixado que Aemon Targaryen desperdiçasse a vida na Muralha, quando, por direito próprio, devia ter sido promovido a arquimeistre. O motivo foi seu sangue. Não podiam confiar nele. Assim como não podem confiar em mim.[2]

—— Marwyn, Alleras e Samwell Tarly





Samwell: M-m-mas, os outros arquimeistres... o Senescal... o que lhes direi?

Marwyn: Diga-lhes como são sábios e bons. Diga-lhes que Aemon ordenou que você se colocasse nas mãos deles. Diga-lhes que sempre sonhou em um dia ser autorizado a usar a corrente e servir o bem supremo, que o serviço é a maior das honras, e a obediência é sua maior virtude. Mas não diga nada sobre profecias ou dragões, a menos que goste de veneno no mingau de aveia.[2]

—— Marwyn e Samwell Tarly


Citações sobre Marwyn


Mirri: Chamava-se Marwyn. Do mar. Do outro lado do mar. As Sete Terras, disse ele. Terras do Poente. Onde os homens são de ferro e os dragões governam. Ensinou-me esta língua

Jorah: Um meistre em Asshai. Diga-me, Esposa de Deus, que usava este Marwyn em volta do pescoço?

Mirri: Uma corrente tão apertada que quase o sufocava, Senhor de Ferro, com elos de muitos metais.[6]





Uma vez, na Cidadela, entrei numa sala vazia e vi uma cadeira vazia. E, no entanto, sabia que uma mulher tinha estado ali apenas um momento antes. A almofada estava comprimida onde ela sesentara, o tecido ainda estava quente e o cheiro dela permanecia no ar. Se deixamos nossos cheiros atrás de nós quando saímos de uma sala, decerto parte de nossa alma deve permanecer quando deixamos esta vida, não? Mas os arquimeistres não gostavam de minha forma de pensar. Bem, Marwyn gostava, masera o único.[10]
—— Qyburn





Armen: Marwyn é insano. Arquimeistre Perestan seria o primeiro a lhe dizer isto.

Roone: Arquimeistre Ryam diz o mesmo

Leo: O mar é molhado, o sol é quente e os animais enjaulados odeiam o cão de guarda.[4]





O Mago não era como os outros meistres. Diziam que se fazia acompanhar de prostitutas e de feiticeiros andantes, que falava com ibbeneses peludos e ilhéus do Verão negros como breu na própria língua desses povos, e fazia sacrifícios a deuses estranhos nos pequenos templos dos marinheiros que se erguiam junto aos cais. Os homens falavam que o tinham visto na parte erma da cidade, em arenas de ratazanas e bordéis negros, na companhia de saltimbancos, cantores, mercenários e até pedintes. Alguns chegavam mesmo a sussurrar que certa vez ele matara um homem com os punhos.[4]
—— Pate





Cersei: Por que foi que a Cidadela tirou sua corrente?

Qyburn: Os arquimeistres são todos covardes em seu íntimo. Marwyn os chama as ovelhas cinzentas. Eu era um curandeiro tão dotado quanto Ebrose, mas aspirava superá-lo. Ao longo de centenas de anos os homens da Cidadela abriram os corpos dos mortos para estudar a natureza da vida. Eu desejava compreender a natureza da morte, por isso abri os corpos dos vivos. Por este crime, as ovelhas cinzentas envergonharam-me e me forçaram ao exílio... mas compreendo melhor a natureza da vida e da morte do que qualquer homem em Vilavelha.[5]

—— Rainha Cersei Lannister e Qyburn





Marwyn usava uma corrente de muitos metais em torno do seu pescoço de touro. Fora isso, parecia-se mais com um criminoso das docas do que um meistre. Tinha uma cabeça grande demais para o corpo, e o modo como a projetava para a frente, junto com o queixo quadrado, fazia que parecesse prestes a arrancar a cabeça de alguém. Embora fosse baixo e atarracado, tinha peito e ombros pesados, e uma barriga de cerveja redonda, dura como pedra, que empurrava os atilhos do justilho de couro que usava em vez da veste tradicional. Hirsutos pelos brancos brotavam-lhe das orelhas e das narinas. A testa sobressaía-se, o nariz tinha sido quebrado mais de uma vez e folhamarga manchara-lhe os dentes de um vermelho mosqueado. Tinha as maiores mãos que Sam já vira.[2]


Sobre a página

Esta página utiliza conteúdo baseado em Marwyn, um artigo de A Wiki Of Ice And Fire.

Notas

  1. No inglês original é dito "His brow beetled", que é uma expressão do inglês que quer dizer sobrancelhas grossas, espessas e salientes, mas também pode ser usado para pessoas com uma expressão carrancuda, mal-humorada ou franzida. A LEYA optou por traduzir a expressão como "A testa sobressaía-se", provavelmente optando pela expressão carrancuda ao invés das sobrancelhas grossas.

Referências