Revolta de Porto Real

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Revolta de Porto Real
King s Landing Riot por Mauro Dal Bo.png
A revolta em Porto Real, por Mauro Dal Bo © FFG
Conflito Guerra dos Cinco Reis
Data 299 d.C.
Local Porto Real, Terras da Coroa
Beligerantes
Plebeus de Porto Real Casa Baratheon de Porto Real Fé dos Sete
Comandantes
Nenhum Rei Joffrey Baratheon
Tyrion Lannister, Mão do Rei
Forças
Desconhecidas 5 homens da Guarda Real
Patrulha da Cidade
Soldados Lannister
20 mercenários
Baixas
Desconhecidas 9 mantos dourados
Sor Preston Greenfield
Sor Aron Santagar
Alto Septão
Tyrek Lannister (desaparecido)

A Revolta de Porto Real,[1] também conhecida como o grande revolta,[2] revolta do pão[3][4] e revolta da comida,[5] foi uma grande revolta popular na cidade de Porto Real durante a Guerra dos Cinco Reis. Os motins deixam muitas pessoas mortas e queimam partes da cidade.[6]

Prelúdio

A causa da revolta foi a escassez de suprimentos e a sensação de insatisfação da população em geral durante as preparações da Mão do Rei, Lorde Tyrion Lannister, para se proteger de um eventual ataque de Stannis Baratheon, um pretendente ao Trono de Ferro. A cidade fora privada pela guerra de seus dois principais fornecedores - Jardim de Cima havia se declarado pelo Rei Renly Baratheon, o que fez com que Lorde Mace Tyrell fechasse a Estrada da Rosa, e as Terras Fluviais estavam mergulhadas num banho de sangue - de modo que os suprimentos chegavam principalmente da produção das Casas Rosby e Stokeworth, que ainda não tinham sido atingidas pela guerra.[7] Já revoltada com a maneira do Rei Joffrey aplicar a justiça, a cidade era uma chaleira perto da fervura quando diversos nobres foram ao porto para se despedir da Princesa Myrcella Baratheon, que ia para Dorne.[6]

Revolta

O Cão defende o Rei Joffrey I Baratheon
por Franz Vohwinkel © FFG

Já enfurecida com o tipo de justiça do Rei Joffrey I Baratheon, a cidade de Porto Real está em clima de vingança quando os lordes e damas cavalgam da Fortaleza Vermelha até o porto para se despedir da Princesa Myrcella Baratheon, que parte para Dorne.[6] A Patrulha da Cidade vigia as ruas estreitas e Bronn distribui uma dúzia de seus mercenários na multidão para evitar problemas.[6]

No caminho de volta para o castelo, enquanto a comitiva real sobe a rua do Gancho, ao pé da Colina Alta de Aegon, uma mulher sai da multidão com um bebê morto e bloqueia o caminho. Sansa Stark encoraja o Rei Joffrey a conquistar o povo dando algum dinheiro à mulher, então ele atira um cervo de prata. A mãe, porém, ignora a moeda e homens na multidão brigam por ela. Quando a Rainha Regente Cersei Lannister aconselha Joffrey a deixar a mulher, a mãe começa a xingar a rainha. Alguém atira esterco no rei, atingindo-o em cheio no rosto. Enfurecido, Joffrey envia Sandor Clegane atrás do culpado invisível, que pode ter estado em um telhado. Quando Joffrey ordena que o Cão abra caminho pela multidão, eles gritam maldições furiosamente contra o grupo, inflamando ainda mais a situação. Alguns gritam os nomes de Robb Stark, Stannis Baratheon e Renly Baratheon, rivais de Joffrey na Guerra dos Cinco Reis. Muitos na multidão pedem pão.[6]

Cersei autoriza o grupo a retornar rapidamente à Fortaleza Vermelha, então Sor Jacelyn Bywater, comandante da Patrulha da Cidade de Porto Real, lidera um grupo de mantos dourados. Sor Mandon Moore corta a mão de alguém que toca na perna de Joffrey. Sor Aron Santagar é derrubado da sela, Sor Balon Swann luta para abrir caminho e Sandor, desmontado, desaparece na multidão. Joffrey atropela alguém e galopa em direção ao castelo com Mandon ao seu lado, o cavaleiro tendo abandonado Sansa para proteger o rei. Lollys Stokeworth, derrubada da sela, fica para trás. Sor Preston Greenfield cavalga para ajudar o Alto Septão depois que sua liteira é virada.[6]

Assim que chegam à segurança da Fortaleza Vermelha, Tyrion chuta o Rei Joffrey. Cersei ordena que Sor Boros Blount e Sor Meryn Trant procurem por Sansa, mas a garota logo é devolvida ao castelo por um Sandor ferido, que decepou o braço de um homem que tentou puxá-la da sela. Sandor relata que Aron foi morto na multidão.[6]

A Baixada das Pulgas é incendiada, então Tyrion envia Bronn para proteger os vagões de água. Tyrion teme que o fogo atinja a Guilda dos Alquimistas e seu estoque de fogovivo. Sandor parte para encontrar seu cavalo, Estranho. Mandon, Meryn e Boros são enviados com arautos para anunciar um toque de recolher; qualquer pessoa encontrada nas ruas após o anoitecer deve ser morta.[6] Na Torre da Mão, Tyrion ordena que Shagga proteja Shae em sua mansão perto do Portão de Ferro.[6]

Ao cair da noite, Bronn relata a Tyrion que os incêndios foram extintos e a maioria das multidões dispersadas, embora Porto Real ainda esteja em agitação. Jacelyn relata que o Alto Septão foi encontrado despedaçado, sua coroa de cristal roubada. Aron teve a cabeça esmagada e Preston foi esfaqueado e morto a golpes de facão. Lollys é encontrada nua no Beco da Corrida dos Porcos depois de ter sido estuprada várias vezes atrás de uma oficina de curtume. Tyrek Lannister desapareceu.[6] Um ourives é morto por ter uma despensa cheia enquanto a cidade passa fome, e sua mansão é incendiada.[8] Jacelyn relata que nove mantos dourados foram mortos e vinte ficaram feridos; não é feita nenhuma contabilização dos manifestantes mortos.[6]

Consequências

Sandor Clegane salva Sansa Stark dos protestantes - por Mathia Arkoniel ©

O pequeno conselho estende o toque de recolher, trazendo mais paz a Porto Real.[8] A comida continua escassa, no entanto, e o preço dos frutos do mar frescos dispara.[9] Sor Jacelyn Bywater está inseguro quanto à disciplina e lealdade dos mantos dourados sob seu comando e revela a Tyrion Lannister que o povo culpa principalmente Tyrion, a Mão do Rei, pelos problemas da cidade, em vez do jovem Rei Joffrey I Baratheon.[6] Tyrion nomeia um novo Alto Septão, e Sor Balon Swann ocupa o lugar de Sor Preston Greenfield na Guarda Real.[9]

Sansa Stark tem pesadelos com as revoltas.[10] A Rainha Regente Cersei Lannister planeja que o Príncipe Tommen Baratheon seja transferido discretamente para Rosby para sua própria segurança.[8] Tyrek Lannister continua desaparecido, apesar dos esforços de Jacelyn, Lorde Varys e Sor Addam Marbrand para encontrá-lo.[11] Sor Jaime Lannister observa que Varys não estava presente para se despedir da Princesa Myrcella Baratheon em Dorne, evitando assim o motim, e questiona se Varys teria enviado agentes para sequestrar Tyrek, pois o jovem havia sido escudeiro do Rei Robert I Baratheon.[1]

Enquanto Lorde Petyr Baelish se reúne com os Tyrell em Jardim de Cima, os homens de Petyr espalham boatos sobre a turba ter matado Preston e estuprado Lollys Stokeworth, uma forma de discretamente encorajar Sor Loras Tyrell a se juntar à Guarda Real e, assim, defender sua irmã, Margaery Tyrell, que está prometida a Joffrey.[12] Lollys acaba tendo um filho chamado Tyrion Tanner.[5]

Após se tornar Mão do Rei, Lorde Tywin Lannister substitui a coroa de cristal roubada e quebrada do Alto Septão por uma ainda mais grandiosa, de cristal e ouro fiado.[13]

Durante o julgamento de Tyrion pela morte de Joffrey, Balon confirma que Tyrion chutou Joffrey no dia do motim.[14]

Na noite anterior à sua caminhada de expiação pelas ruas da capital, uma Cersei amedrontada relembra os motins do pão.[4]

Envolvidos importantes

Sobreviventes

Mortos

Desaparecido

O desaparecimento de Tyrek é um fato inusitado. Tyrion Lannister ordenou que se iniciasse uma busca, que foi intensificada com a chegada de Tywin Lannister à cidade. Porém, nunca receberam notícias de Tyrek, vivo ou morto. A possibilidade de ele ter sido assassinado durante a revolta é refutada pelo fato de que todas as vítimas fatais tiveram seus corpos deixados na rua após serem mortos, e o cadáver do garoto nunca foi visto.

A teoria mais aceita pelos fãs (e sugerida, de certa forma, por Sor Jaime Lannister) é que Varys esteve por trás do sumiço do garoto. O eunuco não acompanhou a procissão real para se despedir de Myrcella. Para ele, também teria sido fácil se aproveitar da instabilidade da população para agitar uma revolta que lhe permitiria tomar como cativo o jovem Lannister. Afinal, Tyrek era um refém muito valioso já que, assim como seu primo Lancel, ele era escudeiro do Rei Robert Baratheon e tinha informações que, nas mãos certas, poderiam se mostrar muito perigosas.

Referências