Filhos do Guerreiro

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Nobre e Poderosa Ordem dos Filhos do Guerreiro
Filhos do Guerreiro.png

Uma espada da cor do arco-íris é o emblema dos Filhos do Guerreiro
Tipo Ordem cavalheiresca militar
Assento Congregações em Vilavelha, Lanisporto, Vila Gaivota, Septo de Pedra e Porto Real (Fé Militante original)
Grande Septo de Baelor (Fé Militante reformada)
Região Sete Reinos
Fidelidade Fé dos Sete
Líder Atual Alto Pardal
Grande Capitão
Fundação 1 d.C.
Dissolvido ~58 d.C. (Fé Militante original)
Reorganizado 300 d.C. (Fé Militante reformada)

A Nobre e Poderosa Ordem dos Filhos do Guerreiro é uma ordem de cavaleiros Westerosi juramentados à Fé dos Sete. Eles fazem parte da Fé Militante, e também são conhecidos como Espadas. Seus homólogos são as "Estrelas", também chamados de Pobres Companheiros. Os Filhos do Guerreiro obedecem e respondem ao Alto Septão, pois acreditam que o Alto Septão fala pelos Sete.[1]

Costumes

Aparência

Veja também: Imagens dos Filhos do Guerreiro
Filhos do Guerreiro, por Joshua Cairos © FFG

Antigamente, os Filhos do Guerreiro usavam mantos arco-íris e armadura embutida de prata por cima de cilícios, e traziam cristais em forma de estrela nos botões do punho das espadas.[2]

Os recentes Filhos do Guerreiro usam cinturões e mantos listrados nas sete cores da fé.[2][3] Eles têm cristais adornando os punhos de suas espadas longas e as cristas de seus elmos, e carregam escudos em forma de pipa exibindo o antigo emblema das Espadas: uma espada de arco-íris brilhando sobre um campo de escuridão.[4][5] As armaduras são de placas de prata polidas até parecerem espelhos. Por baixo, os Filhos do Guerreiro vestem uma camisola de cilícios, tal como os Filhos do Guerreiro antigamente.[5]

Votos e Deveres

Os Filhos do Guerreiro são todos cavaleiros ungidos. A maioria dos novos membros da ordem são cavaleiros domésticos ou cavaleiros errantes antes de entrarem para a ordem militar, enquanto alguns são de nascimento superior.[4] Ao ingressarem nos Filhos do Guerreiro, fazem votos, cedendo suas terras e ouro. Dizia-se que os Filhos do Guerreiro eram homens santos, ascetas, fanáticos, feiticeiros, matadores de dragões e caçadores de demônios, implacáveis em seu ódio por todos os inimigos da fé.[2]

Organização

Antes de sua dissolução durante o reinado do Rei Jaehaerys I Targaryen, os Filhos do Guerreiro estavam permanentemente estacionados nas congregações em várias cidades e vilas importantes. Os Filhos do Guerreiro tinham um comandante geral conhecido como Grande Capitão. Na eclosão da revolta da Fé Militante em 41 d.C., as principais congregações estavam em:[6]

Porto Branco, apesar de ser um dos cinco únicos assentamentos em Westeros grandes o suficiente para ser considerado uma "cidade", não hospedou congregação para os Filhos do Guerreiro, embora a Casa Manderly siga os Sete.

História

Filhos do Guerreiro. © FFG

A Fé Militante rebelou-se contra o rei Aenys I Targaryen quando o rei casou sua filha mais velha com seu filho mais velho e herdeiro em 41 d.C..[7]

Após Aenys e sua família fugirem de Porto Real para Pedra do Dragão, a congregação de Porto Real dos Filhos do Guerreiro se apoderou dos portões da cidade, dando-lhes o controle sobre quem poderia entrar ou sair da capital, e expulsou os trabalhadores da inacabada Fortaleza Vermelha. Eles também fortificaram a Colina de Rhaenys, garantindo que o Septo da Memória pudesse resistir aos Targaryens.[6][7]

Após a morte do Rei Aenys I em Pedra do Dragão em 42 d.C., seu meio-irmão, Maegor I Targaryen, reivindicou a coroa. Maegor viajou para Porto Real, onde a Rainha Viúva Visenya Targaryen desafiou aqueles que questionavam o direito de seu filho governar. O capitão dos Filhos do Guerreiro, Sor Damon Morrigen, enfrentou este desafio, e as partes concordaram com um julgamento de sete. Maegor foi o único sobrevivente dos quatorze combatentes.[8]

Com Maegor declarado vencedor, os Filhos do Guerreiro que testemunharam a luta caíram de joelhos em submissão e regressaram ao Septo da Memória, onde começaram a rezar e a debater se aceitariam Maegor como rei, já que os deuses tinham-lhe garantido a vitória. Vinte e nove dias após o julgamento de sete, o Septo da Memória e todos os Filhos do Guerreiro nele foram queimados por Maegor com seu dragão, Balerion.[6]

Treze mil Pobres Companheiros e centenas de cavaleiros dos Filhos do Guerreiro uniram forças com os senhores rebeldes das terras fluviais e terras ocidentais para lutar contra as forças de Maegor no Septo de Pedra. Durante esta batalha feroz no Grande Delta do Água Negra, a Fé perdeu quando Maegor e seu dragão, Balerion, deixaram a morte por onde passaram.[8]

Em 43 d.C., a ordem elegeu Sor Joffrey Doggett como seu novo Grande Capitão, que cavalgou para Vilavelha em busca da bênção do Alto Septão. Enquanto isso, Maegor levantou um conjunto de leis que proibiu as ordens da Fé Militante,[6] e proibiu os homens santos de portar armas.[3][9] Naquele mesmo ano,[N 1] os Filhos do Guerreiro de Vilavelha cercaram o Septo Estrelado para o proteger da chegada iminente do Rei Maegor, da Rainha Viúva Visenya, dos seus dragões e do exército real. Porém, quando chegaram de madrugada, encontraram os portões da cidade abertos e o Alto Septão repentinamente morto. Todos os Filhos do Guerreiro foram desarmados e presos por ordem de Lorde Martyn Hightower, que abriu os portões antes que Balerion e Vhagar pudessem queimar a cidade.[1][6]

Os cativos Filhos do Guerreiro tiveram uma escolha oferecida por Maegor: renunciar à ordem e poder ingressar na Patrulha da Noite ou morrer como mártires da fé. Três quartos dos cativos escolheram a Muralha, enquanto o restante morreu. Sete deles, cavaleiros famosos e filhos de senhores, receberam a honra de ter Maegor os decapitando com a espada Blackfyre. Os demais foram decapitados pelos próprios ex-irmãos juramentados. Apenas um dos condenados recebeu o perdão: Sor Morgan Hightower, irmão de Lorde Martyn e comandante da congregação local da ordem. O perdão gerou boatos que persistem até hoje, sugerindo que ele havia assassinado o Alto Septão a pedido de seu irmão,[1] já que tinha sido visto entrando e saindo das câmaras do Alto Septão na noite de sua morte.[6] O novo Alto Septão dispersou as Estrelas e Espadas, enquanto Maegor concedeu aos membros sobreviventes da Fé Militante até o final do ano que entregassem suas armas e desistissem de sua rebelião.[6] Posteriormente, aqueles que permaneceram em campanha encontrariam recompensas por suas cabeças: um dragão de ouro pela cabeça de qualquer Filho do Guerreiro e um veado de prata pelo couro cabeludo de cada membro dos Pobres Companheiros.[10]

Em 46 d.C., Maegor trouxe dois mil crânios de sua campanha contra a Fé de volta para Porto Real, alegando que eram as cabeças dos Filhos do Guerreiro e dos Pobres Companheiros. No entanto, muitos suspeitaram que fossem crânios de plebeus inocentes.[8]

O fim dos Filhos do Guerreiro começou com a morte de Maegor I e a ascensão de Jaehaerys I Targaryen em 48 d.C.. Embora muito reduzidos em número, os Filhos do Guerreiro e os Pobres Companheiros continuaram presentes. Eles permaneceram inquietos e ansiosos para restaurar suas ordens. O Rei Jaehaerys enviou Septão Barth para Vilavelha para falar com o Alto Septão. Eventualmente, foi acordado que o Trono de Ferro sempre protegeria e defenderia a Fé, se as últimas Estrelas e Espadas baixassem suas armas. E que a Fé aceitaria a justiça do Trono de Ferro. Como resultado, a Fé Militante foi dissolvida.[9]

Eventos Recentes

A Festim dos Corvos

Depois da Guerra dos Cinco Reis em 300 d.C., o rei governante Tommen I Baratheon, sob o édito de sua mãe a Rainha Regente Cersei Lannister, derruba a lei de Maegor, o Cruel que proibia homens santos de serem armados, e as ordens do Fé Militante renascem.[2] Mais de uma centena de cavaleiros já juraram espadas e vidas aos Filhos do Guerreiro e obedecem ao novo Alto Septão, conhecido por muitos como o Alto Pardal.[4] Lancel Lannister, Lorde de Darry, renuncia aos seus títulos, terras e noiva para servir aos Filhos do Guerreiro e à Fé dos Sete.[11] Cersei observa as vestes listradas de arco-íris dos Filhos do Guerreiro, [12] listras de arco-íris em seus cintos de espadas, [13] e cristais em seus elmos.[4]

A Dança dos Dragões

Filhos do Guerreiro e Pobres Companheiros acompanham Cersei durante a sua caminhada da expiação. Os cavaleiros de Sor Theodan Wells usam uma placa de prata sobre camisas de cilício, e seus escudos em formato de pipa retratam a espada de cristal.[5]

Membros Conhecidos

Membros Históricos


Citações


Homens santos, ascetas, fanáticos, feiticeiros, matadores de dragões, caçadores de demônios… havia muitas histórias acerca deles. Mas todos concordam que eram implacáveis no seu ódio por todos os inimigos da Santa Fé..[2]



Bêbados dos deuses, a maioria deles. Quem teria pensando o que reino tinha tantos deles?[4]
—— Pensamentos de Cersei Lannister


Notas

  1. As primeiras edição de O Mundo de Gelo e Fogo afirmavam erroneamente que este evento e a morte do Alto Septão ocorreram em 44 d.C. Já o conto Os Filhos do Dragão fornece a data correta de 43 d.C.. O Alto Septão eleito substituto morre um ano depois.


Referências


Sobre a página

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