Roinares
Os Roinares são um dos três principais grupos étnicos dos quais descendem os humanos de Westeros, sendo os outros os Ândalos e os Primeiros Homens. Eles eram uma cultura de povos ribeirinhos que habitavam as margens do imenso rio Roine, em Essos. Após serem forçados a fugir em dez mil navios durante as Guerras Roinares contra Valíria, os roinares sobreviventes eventualmente se estabeleceram em Dorne, no sul de Westeros.[1]
Enquanto a maioria dos roinares se integrou à sociedade dornesa, especialmente aos chamados "dorneses de sal", os órfãos do Sangueverde mantiveram sua herança e língua roinares.[2] O Senhor dos Sete Reinos, que se senta no Trono de Ferro, reivindica o título de "Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens".[3]
Índice
História
Antiguidade
Os roinares viviam em cidades-estado ao longo da vasta rede do rio Roine, incluindo Ar Noy, Chroyane, Ghoyan Drohe, Ny Sar, Sar Mell e Sarhoy.[4] A civilização roinar era tão rica em histórias e antiga quanto o Antigo Império de Ghis.[1]
Os roinares ensinaram os Ândalos a trabalhar com ferro, embora a Estrela de Sete Pontas da Fé dos Sete ensina que os ândalos receberam este conhecimento diretamente do Ferreiro.[5] Os roinares usavam a chamada "magia de água" para se defender de seus inimigos.[1] É dito que Garris o Cinzento, o Príncipe de Ny Sar, afastou os Homens Peludos do Noine.[6]
Contudo, quando o Império Valiriano começou a se expandir do sul, centenas de anos antes do Desembarque de Aegon, a civilização foi ameaçada como nunca antes. Durante cerca de dois séculos e meio, as Guerras Roinares foram travadas entre os valirianos e os roinares. Na última das guerras, Garin o Grande, o Príncipe de Chroyane, teria liderado 250 mil roinares para a batalha contra os valirianos, mas o que seguiu foi na verdade um massacre. Nymeria, a Princesa de Ny Sar, liderou os sobreviventes roinares, a maioria mulheres e crianças, para fugir de Essos em seus dez mil navios.[1] Durante e após a evacuação dos roinares, os valirianos destruíram as grandes cidades do reino roinar; suas ruínas imponentes ainda são facilmente observadas ao longo do rio Roine.[7][8]
Fuga para Dorne
- Artigo principal: Invasão Roinar
Nymeria liderou seus seguidores em jornadas perigosas até as Ilhas Basilisco, Sothoryos, Naath, as Ilhas de Verão, os Degraus e, finalmente, Dorne, no sul de Westeros.[1][9] Nymeria casou-se com um lorde dornes, Mors Martell, do Navio de Areia, e o ajudou a consolidar Dorne sob seu domínio durante a chamada Guerra de Nymeria.[10] Sob o domínio da Casa Nymeros Martell de Lançassolar, os roinares viveram e se misturaram com os dorneses nativos desde então.[11]
Tendo abandonado o Roine, a maioria dos roinares adotou a Fé dos Sete em Westeros. No livro A Conquista de Dorne, o Rei Daeron I Targaryen diferenciou três tipos de dorneses: os chamados dorneses de Pedra, de Areia e de Sal.[12] Acredita-se que os dorneses de sal possuam o sangue mais roinar, sendo de cabelos escuros, pele morena e vivendo perto da costa. A maioria dos dorneses já não falam mais a língua dos antigos roinares,[2] embora falem a Língua Comum com um sotaque característico.[13] Ao contrário do resto dos Sete Reinos, a primogenitura igualitária é praticada em Dorne, assim como era ao longo do Roine. Ou seja, ao contrário do restante de Westeros, onde é predominante a primogenitura masculina, em Dorne o filho ou filha legítimo mais velho (independente do gênero) herda os títulos, terras e rendimentos da família.[2]
Alguns descendentes dos roinares, contudo, não se assimilaram e continuam a praticar as tradições de seus ancestrais. Chamados de "órfãos do Sangueverde", esses indivíduos vivem em jangadas ao longo do rio Sangueverde e se consideram órfãos de sua Mãe Roine.[11] Eles são de sangue roinar puro e ainda falam a língua roinar em segredo.[2]
Aparência
Os roinares possuem, em sua maioria, corpo delgado com pele cor de oliva, cabelos pretos e olhos escuros.[14]
Cultura
Os roinares praticavam diversos costumes que diferiam da cultura ândala dominante no sul de Westeros. Um desses costumes é a questão de herança, onde a primogenitura é igualitária, no qual a herança das terras, rendimentos e poderes de um senhor ou nobre passa para o filho ou a filha mais velho, independentemente do sexo. Homossexualidade também é tolerada, ao menos entre certos elementos da nobreza (a visão do povo comum não é conhecida). Devido à sua origem em cidades-estado, os roinares intitulavam seus governantes de príncipes e princesas. Sua influência fez com que esses costumes se tornassem padrão também em Dorne.
Os roinares cultuavam diversos deuses da natureza ligados a rios. Sua principal divindade era Mãe Roine, ou Mãe Rio, a personificação do próprio rio Roine. Outros deuses incluem o Velho do Rio, um deus tartaruga, e seu adversário, o Rei Caranguejo.[11][1]
A arte e a música floresceram nas antigas cidades dos roinares. Em geral, eram um povo pacífico, mas ferozmente independentes e podiam se tornar formidáveis quando provocados à ira.[1]
Ver também
- Segunda Guerra das Especiarias
- Invasão Roinar
- Guerra de Nymeria
- Dorneses
- Ândalos (Povo)
- Primeiros Homens
Referência
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 O Mundo de Gelo e Fogo, História Antiga: Dez Mil Navios.
- ↑ 2,0 2,1 2,2 2,3 O Mundo de Gelo e Fogo, Os Sete Reinos: Dorne, Estranhos Costumes do Sul.
- ↑ A Guerra dos Tronos, Capítulo 1, Bran.
- ↑ Atlas das Terras de Gelo e Fogo, 87.
- ↑ A Dança dos Dragões, Capítulo 5, Tyrion.
- ↑ O Mundo de Gelo e Fogo, Além do Reino do Pôr do Sol: As Cidades Livres, Norvos.
- ↑ A Dança dos Dragões, Capítulo 8, Tyrion.
- ↑ A Dança dos Dragões, Capítulo 18, Tyrion.
- ↑ O Festim dos Corvos, Capítulo 13, O Cavaleiro Maculado.
- ↑ O Festim dos Corvos, Capítulo 40, A Princesa na Torre.
- ↑ 11,0 11,1 11,2 O Festim dos Corvos, Capítulo 21, A Fazedora de Rainhas.
- ↑ A Tormenta de Espadas, Capítulo 38, Tyrion.
- ↑ O Festim dos Corvos, Prólogo.
- ↑ O Mundo de Gelo e Fogo, Além do Reino do Pôr do Sol: As Cidades Livres, As Filhas Briguentas: Myr, Lys e Tyrosh.