Segunda Batalha de Tumbleton
| Segunda Batalha de Tumbleton | |||||||||||||||||
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| Vermithor matando Seasmoke, por Douglas Wheatley © | |||||||||||||||||
| Conflito | Dança dos Dragões | ||||||||||||||||
| Data | 130 d.C. | ||||||||||||||||
| Local | Tumbleton, Campina | ||||||||||||||||
| Resultado | Vitória incompleta dos Negros | ||||||||||||||||
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A Segunda Batalha de Tumbleton foi uma batalha travada durante a Dança dos Dragões. Verdes e Negros se enfrentaram novamente em Tumbleton, na Campina, uma cidade já anteriormente devastada pela Primeira Batalha de Tumbleton.[1]
Prelúdio
Durante a Batalha de Tumbleton, a cidade comercial de Tumbleton havia sido traída por Sor Ulf, o Branco e Sor Hugh Hammer, que viraram seus dragões, Silverwing e Vermithor, contra a cidade. Os Verdes então saquearam a cidade e executaram Negros que se renderam. Com a morte de Lorde Ormund Hightower na primeira batalha, o comando caiu nas mãos de seu primo, Sor Hobert Hightower, o mais sênior Hightower presente. O Príncipe Daeron Targaryen, enojado com os horrores do saque à cidade, ordenou que Hobert desse um fim àquilo, mas os esforços do cavaleiro foram em vão.
O exército acampado em Tumbleton era uma das maiores ameaças ao governo de Rhaenyra Targaryen, já que eles possuíam o caminho livre até Porto Real. Entretanto, divergências internas fizeram com que o exército não se pusesse em marcha, e tal inação fez seus números diminuírem devido à deserções e doenças. Lorde Unwin Peake desejava esperar até que os Verdes fossem reforçados pela ajuda de Lorde Borros Baratheon, enquanto que Sor Hobert desejava recuar para reunir suprimentos na Campina. A notícia da morte do Príncipe Aemond Targaryen no Olho de Deus também iniciou uma nova crise, já que o Rei Aegon II estava desaparecido, talvez morto, e os Verdes se encontravam sem rei e sem líder. A maioria se voltou para o Príncipe Daeron Targaryen, de apenas dezesseis anos e próximo na linha de sucessão. Alguns queriam que ele fosse logo nomeado Príncipe de Pedra do Dragão, enquanto outros desejavam coroá-lo.
As notícias do motim em Porto Real tornavam a situação mais propícia a um ataque à cidade. Ulf e Hugh Hammer, cada vez mais ambiciosos, se recusavam a ajudar o Príncipe Daeron em seu ataque à Porto Real até que suas exigências fossem atendidas. Ulf desejava o castelo e rendimentos de Jardim de Cima, alegando que os Tyrell não haviam se pronunciado em nenhum dos lados da guerra (embora apoiassem indiretamente os Verdes de Hightower). Já Hammer era ainda mais ganancioso, desejando ser coroado rei ao invés do Príncipe Daeron. Seus argumentos era de que possuía agora o maior dragão de Westeros (devido à morte de Vhagar) e que eles precisavam de um homem para governá-los, e não um menino. Esse fato gerou uma disputa aberta, a ponto de Hammer pregar três ferraduras na cabeça de um cavaleiro que apoiava Daeron e ousou derrubar a coroa de ferro que o bastardo colocara na cabeça.
A ambição dos Dois Traidores se tornou demais para os senhores da Campina, que conspiraram contra eles. Os treze nobres, que se intitularam Estrepes, decidiram prender e matar os Dois Traidores na próxima chance. Entre eles, o principal apoiador da ideia era Jon Roxton, e o Príncipe Daeron concordou e selou os documentos de prisão e execução.
Enquanto isso, o foragido Sor Addam Velaryon, que atraíra a desconfiança da rainha devido à traição de Hugh e Ulf, reunira um exército de quatro mil homens entre os senhores do rio e decidira atacar Tumbleton, matar os Dois Traidores e provar que os bastardos não são desleais por natureza.
A batalha
No mesmo dia que os Estrepes decidiram fazer seu ataque à Ulf e Hugh, os Verdes em Tumbleton foram acordados no meio da noite por sons de batalha. Embora os 4 000 homens das Terras Fluviais estivessem em menor número, eles tinham a vantagem da surpresa e da disciplina. Colunas de cavaleiros atacaram do norte e do oeste, enquanto arqueiros disparavam suas flechas. O fogo de Seasmoke queimou os acampamentos dos Verdes em volta de Tumbleton, assim como os prédios da cidade que haviam sobrevivido ao saque anterior.
Ulf o Branco dormiu durante toda a batalha. Hugh Hammer correu para os estábulos em busca de um cavalo que o pudesse levar até Vermithor, mas foi assassinado no pátio por um dos Estrepes, Lorde Jon Roxton. O Príncipe Daeron, o Ousado, morreu nos acampamentos dentro de seu pavilhão em chamas. Os Negros tentaram matar os adormecidos Silverwing e Vermithor, mas falharam. Sem domador, Vermithor matou os cavaleiros que atacaram e se lançou ao ar, atacando indiscriminadamente. Os lordes Stanton Piper e Lyonel Deddings foram queimados pelo dragão.[2]
Addam e Seasmoke estavam lutando contra o dragão de Daeron, Tessarion, numa luta ágil. Quando Addam viu o furioso Vermithor, ele atacou o dragão maior com Seasmoke. Lorde Benjicot Blackwood acreditava que Vermithor faria Seasmoke em pedaços, mas Tessarion repentinamente se juntou à luta e os três rolaram no chão. Vermithor matou Seasmoke, mas caiu morto logo depois. Ferido, Tessarion tentou alçar voo três vezes mas falhou. Então Lorde Blackwood ordenou que seu melhor arqueiro, Billy Burley, o abatesse com flechadas no olho.[1]
A batalha acabou ao entardecer.[1]
Desfecho
Os Negros saíram vitoriosos da Segunda Batalha de Tumbleton, mas sua vitória foi incompleta. Embora os senhores dos rios tenham perdido menos de cem homens e matado mais de mil do exército verde de Hobert Hightower, os Negros não conseguiram retomar Tumbleton. Os sobreviventes verdes do Rei Aegon II Targaryen recuaram para Tumbleton e selaram os portões. Os Negros, sem equipamento de cerco, recuaram durante a noite após a batalha. Três dos quatro dragões morreram, com apenas Asaprata sobrevivendo. Os Estrepes continuaram sua conspiração contra Ulf, o Branco; Hobert e Ulf morreram após beberem vinho envenenado. Lorde Unwin Peake sucedeu Hobert como comandante do exército Verde, mas o grande exército que marchara de Vilavelha estava assolado por desertores saqueadores. Lorde Peake liderou o restante em uma retirada de Tumbleton, pondo fim à ameaça Verde a Porto Real.[1]
Além das perdas em dragões, a batalha foi uma vitória decisiva para os Negros, com menos de 100 homens perdidos em comparação com mais de 1 000 soldados Verdes mortos, apesar de sua superioridade numérica. Em última análise, a batalha também foi uma vitória estratégica para os Negros, visto que o exército Hightower, em desintegração, teve que recuar para o sul. Mesmo assim, embora o sacrifício de Addam tenha salvado Porto Real das forças Hightower, os Negros perderam o controle da própria cidade, quando, devido ao medo da aproximação dos Hightower, a cidade mergulhou em tumultos caóticos. Lorde Grover Tully faleceu pouco depois da Segunda Batalha de Tumbleton, permitindo que Sor Elmo Tully se tornasse brevemente Lorde de Correrrio.[3] O exército do senhor do rio, em grande parte intacto, de quase 4 000 homens, reagrupou-se em Correrrio, onde Elmo continuou a reunir mais homens - incluindo os Mallisters e os Brackens - até que, em cerca de dois meses, suas forças combinadas aumentaram para quase 6 000 homens e eles marcharam para o leste para enfrentar o exército Baratheon na Batalha da Estrada do Rei, nos arredores de Porto Real.[4]
Referências
- ↑ 1,0 1,1 1,2 1,3 A Princesa e a Rainha.
- ↑ Fogo & Sangue, A morte dos dragões: Rhaenyra destituída.
- ↑ O Mundo de Gelo e Fogo, Os Sete Reinos: As Terras Fluviais, Casa Tully.
- ↑ Fogo & Sangue, A morte dos dragões: O breve e triste reinado de Aegon II.