A Fúria dos Reis - Prólogo

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Prólogo
Capítulo de A Fúria dos Reis
A Fúria dos Reis.jpg
PDVMeistre Cressen
LocalPedra do Dragão, Baía da Água Negra, Westeros
Página7-24 PT-BR Leya (Outras versões)
CenaThe North Remembers (Série HBO)
Cronologia dos capítulos (Todos)
A Guerra dos Tronos
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Meistre Cressen medita nos presságios ao redor dele em Pedra do Dragão. Quando chega a notícia de que os senhores da tempestade não apoiarão a causa de Stannis Baratheon pelo Trono de Ferro, Cressen discorda da rainha Selyse e a sacerdotisa vermelha Melisandre sobre o que fazer. Em uma tentativa desesperada de matar Melisandre, Cressen compartilha vinho venenoso com ela, mas morre enquanto ela não é afetada.

Resumo

Cressen observa o cometa vermelho. Arte extraída de 'A Fúria dos Reis - Edição Ilustrada' da The Folio Society, por Jonathan Burton ©.

Meistre Cressen assiste de sua varanda enquanto o cometa vermelho se espalha pelo amanhecer sobre Pedra do Dragão como uma ferida no céu. O frágil homem de 80 anos se repreende por considerar este um presságio, mas nunca viu um cometa tão brilhante, nem desta cor. É visível até mesmo durante o dia. Ao mesmo tempo, um vapor quente começa a sair dos respiradouros sob o vulcão do Monte Dragão, e um corvo branco chegou da Cidadela, declarando o fim do verão mais longo na memória viva (10 anos, duas voltas e 16 dias); são presságios demais para negar. É o suficiente para fazer qualquer homem acreditar em presságios, mas o velho meistre não consegue decidir o que significam.

O sucessor eventual de Cressen, Meistre Pylos interrompe seus pensamentos com notícia de que a Princesa Shireen deseja ver o corvo branco. O título "princesa" é uma nova denominação para a jovem, agora que seu pai, Stannis Baratheon, é rei. Cressen pede a Pylos que a deixa entrar. A princesa tímida entra, seguida por seu bobo chamado Cara Malhada, que usa um elmo falso feito de um balde com chifres, e também chocalhos. Talvez no passado Cara Malhada tenha sido um bom bobo, mas agora ele perdeu o juízo, e é muitas vezes confuso e incoerente. Apenas Shireen ri de suas travessuras ou se preocupa com ele. O rosto de Shireen é pouco belo, mesmo descontando a desfiguração que da escamagris que quase tomou sua vida quando mais jovem. Shireen pede para ver o corvo branco, e o Meistre não nega, pois a ela foi negado coisas demais durante sua vida de quase dez anos. Ela é a criança mais triste que o meistre já conheceu, e ele a considera outra marca de seus fracassos.

Enquanto Pylos vai buscar o corvo branco, Cressen pensa que Pylos, com seus 25 anos, não é o suficiente para Pedra do Dragão, porque lugares sombrios precisam de iluminação. No entanto, um meistre não escolhe seu cargo, e Cressen lembra-se de ter vindo para a próprio Pedra do Dragão há 12 anos com seu senhor, embora ele nunca tenha gostado do lugar, e nunca o tenha considerado em casa. Ultimamente, quando ele acorda de pesadelos inquietos com a mulher vermelha, Cressen frequentemente não sabe onde está.

Cressen pergunta para Shireen por que ela acordou tão cedo. A garota explica que teve pesadelos com dragões vindo para comê-la. O Meistre lembra que ela sempre teve pesadelos. Pensando nas muitas estátuas e edifícios inspirados em dragões por Pedra do Dragão, Cressen tenta confortá-la, explicando que Pedra do Dragão já foi o posto avançado mais ocidental da antiga Cidade Franca de Valíria. As torres do dragão foram criadas para fazer a fortaleza parecer mais formidável. Ele explica que os valirianos conheciam a arte, agora esquecida, de moldar pedras, e a usaram para desenhar os milhares de dragões de pedra na ilha. Shireen não é convencida, dizendo a ele que a mulher vermelha diz que a coisa no céu é a respiração do dragão. Cressen explica que é apenas um cometa, e desaparecerá em breve.

Um corvo branco chegando à Pedra do Dragão. © Fantasy Flight Games

Shireen afirma que sua mãe diz que o corvo branco significa que não é mais verão, e o meistre confirma que é verdade. Ele então conta a ela sobre os corvos brancos e como a Cidadela determinou que o verão acabou. Cressen diz que espera-se um outono quente com colheitas abundantes. Ele sabe que um longo verão traz um longo inverno, mas não quer assustar a criança. Quando ela pergunta se vai nevar, o meistre diz que sim, mas ele reza para que demore ainda. Então, Pylos retorna com o corvo branco, e o Meistre apresenta o corvo a Shireen. Shireen fica encantada ao saber que ele consegue falar.

Cara Malhada começa a cantar: “As sombras vêm dançar, senhor, dançar, senhor, dançar, senhor”, pulando de um pé para o outro, “As sombras vêm ficar, senhor, ficar, senhor, ficar, senhor." Ele balança a cabeça a cada palavra, e seus guizos fazem um barulho. Shireen declara que Cara Malhada tem cantado essa música frequentemente ultimamente e isso a assusta. Ela pede ao meistre para fazê-lo parar. Cressen relembra como o velho lorde Steffon Baratheon encontrou o bobo em Volantis enquanto procurava uma esposa para Rhaegar Targaryen. Na viagem de volta, à vista de casa, o navio afundou, matando todos a bordo. Cara Malhada foi encontrado na praia três dias depois, nu, frio e ensopado. Sua pele era estranhamente pegajosa. Eles o levaram como morto, mas então ele tossiu água e sobreviveu. O jovem espirituoso e inteligente que Lorde Steffon conheceu nunca chegou a Ponta Tempestade; o rapaz que encontraram era outra pessoa, quebrado de corpo e de mente, quase incapaz de falar, muito menos de gracejar. Mas sua cara de bobo não deixava dúvidas sobre quem era. Muitos sugeriram que seria mais gentil para Cressen deixar o garoto louco morrer, mas ele recusou, e agora ele se pergunta sobre essa decisão. Cressen garante a Shireen que Cara Malhada está apenas divagando, e não compreende nada do que ele diz.

Pylos, que foi buscar o café da manhã de Cressen, retorna para informar que Sor Davos Seaworth voltou, e esteve com Stannis a maior parte da noite. Cressen reclama que deveria ter sido notificado, pois é seu dever aconselhar o rei. Pedindo perdão a Shireen, o velho manda Pylos ajudá-lo a andar até o Tambor de Pedra, a principal fortaleza de Pedra do Dragão. Ele passa pelas janelas das quais pode ver 3.000 homens no campo do lado de fora das muralhas, com a ancoragem cheia de navios, já que nenhum navio que passou próximo a região de Pedra do Dragão está autorizado a sair.

Uma vez dentro do Tambor de Pedra, Cressen deixa Pylos, afirmando que quer ver Stannis sozinho. Ao subir as escadas, lamenta ter deixado Pylos, por conta de seus quadris ruins. Ele encontra Sor Davos descendo as escadas. Davos revela que sua missão como enviado às Terras da Tempestade foi um fracasso. É como Cressen advertiu: os senhores proclamaram não ter amor por Stannis, e não apoiarão sua reivindicação. Em vez disso, eles se uniram aos senhores da Campina para apoiar o irmão mais novo de Stannis, Renly.

As notícias de Renly reivindicando a coroa levam Cressen a se preocupar com o Baratheon mais novo. Quando Sor Davos menciona que Renly instituiu uma nova Guarda Real, Cressen lembra que Renly sempre gostou de jogos, tecidos ricos e brilhantes, quando criança. "Olhe para mim, sou um dragão" e "Olhe para mim, sou um bruxo", o garoto estava sempre gritando. Cressen vê a tentativa de Renly de ser rei como não mais do que outro jogo: "Olhe para mim, eu sou um rei!"

Cressen pergunta a Davos se ele poderia trazer alguma esperança a Stannis, mas Davos insiste que a única esperança que ele poderia trazer seria do tipo falso. Isso leva Cressen a lembrar que Sor Davos já foi um contrabandista notório que navegou em um navio negro após um bloqueio Redwyne na calada da noite para entregar cebolas e peixe salgado à guarnição faminta de Stannis durante o cerco de Ponta Tempestade. Isso lhes permitiu sobreviver até que Lorde Eddard Stark pudesse levantar o cerco. Stannis tornou-se cavaleiro de Davos por este feito. No entanto, como punição por seus erros passados, o próprio Stannis cortou todos os dedos da mão esquerda de Davos, exceto o polegar; Davos insistiu que Stannis fizesse o corte. Cressen percebe que um homem assim não daria falsas esperanças a Stannis. Sor Davos declara que se Stannis marchar para Porto Real agora, como é sua intenção, com um exército tão pequeno irá apenas para morrer. Cressen responde que Davos fez tudo o que pôde, e que agora é sua vez.

A Câmara da Mesa Pintada, por Kim Pope.

Cressen encontra Stannis no quarto superior da torre, olhando para a Mesa Pintada, que tem o formato de um mapa detalhado do continente de Westeros. Stannis o cumprimenta com a afirmação de que sabia que Cressen viria mesmo sem uma convocação. Ele diz que Cressen agora está velho e precisa dormir, e que ele teria descoberto o que Davos sabia por si mesmo. A conversa entre o meistre e o rei rapidamente se transforma em um discurso retórico de Stannis sobre como o direito de nascimento dos Baratheon de Ponta Tempestade, as Terras da Tempestade, e seus proventos deveriam ter sido passados para ele, e não Renly, quando seu irmão Robert assumiu o Trono de Ferro. Stannis não queria Pedra do Dragão, mas quando seu irmão ordenou que Stannis o fizesse, ele ocupou o lugar, e construiu as frotas. Esta é uma antiga queixa, renovada pelo fato de Pedra do Dragão, por mais antiga e forte que seja, ter a lealdade de apenas um punhado de senhores menores cujas propriedades nas ilhas são muito pouco ocupadas para suprir os homens que Stannis precisa para tomar seu trono legítimo.

Cressen explica que Robert fez uma injustiça, mas deu-lhe o domínio de Pedra do Dragão porque a força de um homem era necessária para segurá-la, e Renly era apenas um garoto. Stannis declara que Renly ainda é um menino, uma criança ladra que nunca fez nada para merecer o trono. Stannis se pergunta em voz alta por que os deuses os fizeram irmãos. Então ele pergunta sobre o conselho que Renly recebe de seu meistre, mas Cressen duvida que Renly busque conselho; Renly é ousado e desatento, como Robert.

Quando Stannis pergunta o que ele deve dizer aos poucos homens ansiosos que ele comanda, meistre Cressen lembra que a Casa Lannister é seu verdadeiro inimigo, e sugere que ele se junte a Renly para derrotá-los. Stannis se recusa categoricamente. Cressen cede imediatamente, e sugere uma parceria com o novo Rei do Norte, Robb Stark, que comanda todo o poder de Winterfell e Correrrio. Stannis novamente se recusa, alegando que Robb é um garoto verde e outro falso rei que tenta roubar metade de seu reino. Cressen sugere que meio reino é melhor que nenhum, e que Robb pode até pedir ajuda para vingar seu pai, mas Stannis permanece inflexível e se lança em outro discurso retórico sobre as negligências que sofreu nas mãos de seu irmão Robert:



“Por que eu deveria vingar Eddard Stark? O homem não era nada para mim. Ah, Robert adorava-o, com certeza. Adorava-o como a um irmão, quantas vezes ouvi isso? Eu é que era o irmão dele, não Ned Stark, mas, pela maneira como me tratava, nunca ninguém adivinharia. Defendi Ponta Tempestade em seu nome, vendo bons homens passar fome, enquanto Mace Tyrell e Paxter Redwyne se banqueteavam à vista das minhas muralhas. E por acaso Robert me agradeceu? Não. Agradeceu ao Stark, por romper o cerco quando estávamos reduzidos a ratazanas e rabanetes. Construí uma frota às ordens de Robert, tomei Pedra do Dragão em seu nome. Por acaso ele pegou minha mão e disse "Muito bem, irmão, o que eu faria sem você?" Não. Culpou-me por ter deixado que Willem Darry raptasse Viserys e o bebê, como se eu tivesse podido impedi-lo. Fiz parte de seu conselho durante quinze anos, ajudando Jon Arryn a governar o reino, enquanto Robert bebia e visitava prostitutas, mas, quando Jon morreu, será que meu irmão me nomeou sua Mão? Não. Partiu a galope atrás do seu querido amigo Ned Stark e lhe ofereceu essa honra. Que de pouco valeu para ambos.”
Stannis Baratheon, por Joshua Cairós ©

Cressen então propõe um pacto de casamento entre Shireen e o jovem Robert Arryn. Stannis descarta a possibilidade de trazer o fraco e doentio Robert para Pedra do Dragão, como planejado antes da morte de Lorde Arryn, porque Lysa Arryn é paranóica e o esconde no Ninho da Águia. Cressen pede que ele envie Shireen e seu bobo para o Ninho da Águia - Pedra do Dragão é um lar sombrio para uma criança. Stannis agora concorda que vale a pena tentar.

Então a esposa de Stannis, a rainha Selyse, chega para argumentar que Stannis não deveria ter que implorar ou barganhar por ajuda; todos devem sua lealdade a ele, como o verdadeiro rei. A rainha Selyse foi totalmente convertida à adoração ao deus estrangeiro R'hllor pela sacerdotisa vermelha Melisandre de Asshai. Stannis diz que ele precisa de espadas, e pergunta se ela tem um exército. Ela responde que a Casa Florent pode fornecer um exército, mas Stannis retruca que eles podem fornecer apenas 2.000 homens e estão muito perto de Jardim de Cima. A rainha proclama que o cometa vermelho é um presságio do Senhor da Luz de que ele ajudará Stannis em sua conquista. Stannis, que não compartilha da nova fé de sua esposa, questiona quantos homens o Deus Vermelho lhe dará. Selyse insiste que R’hllor fornecerá todo o poder de Jardim de Cima e Ponta Tempestade. Stannis lembra que aqueles homens agora apoiam Renly. Selyse concorda, mas sugere que, se Renly morresse, seu exército se juntaria a Stannis. Ela então observa que Melisandre olhou as chamas e viu Renly morto. Cressen fica horrorizado, e condena o fratricídio. Stannis declara que ouviu os conselhos de Cressen e que agora vai ouvir os dela, mandando o meistre embora.

Quando Cressen se junta a Pylos na parte inferior da escada, ele mal consegue se manter em pé e precisa ser ajudado a voltar para seus aposentos. Lá, Cressen contempla suas opções. Ele criou Robert, Stannis e Renly depois que o pai deles morreu, e não pode assistir um matar o outro. Ele sabe que tudo que a rainha Selyse disse foi pregado a ela por Melisandre, a sacerdotisa vermelha. É ela quem deve ser silenciada antes de poder converter o rei Stannis aos seus planos malignos e espalhar sua religião louca além da Pedra do Dragão.

Melisandre bebe do suposto vinho envenenado. © Fantasy Flight Games

Em seguida, Cressen vai para uma pequena sala de trabalho sob a escada do viveiro, onde seus unguentos, poções e medicamentos estavam bem organizados nas estantes. Lá, ele recupera um pequeno frasco de cristais roxos, um veneno conhecido em Westeros apenas como Estrangulador. Dissolvido em vinho, um dos pequenos cristais é suficiente para fazer com que os músculos da garganta se contraiam com mais força do que qualquer punho, tornando impossível para a vítima respirar. Cressen planeja colocar um no drinque de Lady Melisandre no banquete que Stannis oferecerá para seus porta estandartes esta noite. Ele sabe que é algo terrível o que ele está planejando, mas certamente os deuses o perdoarão. Enquanto ele tira uma soneca, Cressen se pergunta se o cometa está denunciando seu assassinato.

Horas depois, Cressen acorda e descobre que dormiu demais e está atrasado para o banquete. Ele chama Pylos, que deveria tê-lo acordado, mas Pylos não vem, então ele tem que gritar pelos servos. Ao atravessar a longa galeria, o cometa do lado de fora das janelas parece malévolo para ele, mas ele acha que não há nada a temer. Quando ele entra no grande salão, encontra Stannis e seus convidados, que começaram sem ele. Enquanto Cressen atravessa a sala, Cara Malhada dança, enquanto canta a mesma música da manhã. Com um tropeço, os dois caem no chão. Cara a cara com Cressen, o tolo diz: "Debaixo do mar, você cai para cima. Eu sei, eu sei, ei, ei, ei".

Cressen está fraco demais para se levantar sozinho, mas felizmente mãos fortes o levantam. Quando se vira para agradecer ao cavaleiro, ele se depara com Lady Melisandre, vestida de seda vermelha com olhos vermelhos. A sacerdotisa vermelha, zombeteiramente, o aconselha a tomar mais cuidado, entoando a oração de sua religião: "Porque a noite está escura e cheia de terrores". Cressen insiste que apenas as crianças temem o escuro. Melisandre dá a ele um enigma, "Eis o mistério: Um bobo esperto e um sábio tolo.", e coloca o ridículo elmo de chifre de Cara Malhada sobre a cabeça de Cressen, dizendo a ele "Uma coroa para combinar com sua corrente, Senhor Meistre". Ao seu redor, Cressen ouve risadas. Ele remove a coroa, lutando contra sua raiva. Ele diz a ela que não precisa de coroa, mas da verdade. Melisandre responde que algumas verdades não são ensinadas na Cidadela.

Melisandre envenena o Meistre Cressen. Arte extraída de 'A Fúria dos Reis - Edição Ilustrada', por Lauren Cannon ©.

Quando ele chega à mesa alta, Cressen vê que Stannis deu seu lugar de costume a Pylos. Quando questionado por que ele não o acordou, Pylos fica vermelho e afirma que lhe foi pedido para deixar Cressen descansar, e que Cressen não era necessário aqui. Cressen olha para os cavaleiros e capitães em silêncio ao redor: O idoso e amargo Lorde Ardrian Celtigar, o belo Lorde Monford Velaryon, o roliço rapaz de catorze anos Lorde Duram Bar Emmon, o modesto Sor Axell Florent, o piedoso Lorde Guncer Sunglass e o capitão de Lys Salladhor Saan. Apenas Sor Davos Seaworth estava vestido simploriamente. Melisandre fica à direita de Stannis, no lugar de alta honra. De todos os senhores, apenas Davos encontra seu olhar, com pena nos olhos.

Stannis declara que Pylos agora assumirá todos os deveres de Cressen, insistindo que Cressen está muito doente e confuso para ser útil para ele por mais tempo. Cressen não pode acreditar que é a voz de Stannis que afirma isso. Cressen está com o coração partido pela rejeição, lembrando como ele foi o único que amou Stannis quando menino, talvez porque Stannis foi o único que não era amado. Cressen aceita e pede humildemente um lugar à mesa, embora ainda sinta que pertence ao lado de Stannis. De todos os senhores reunidos, apenas Sor Davos lhe oferece um assento.

Enquanto Cara Malhada continua com sua loucura, Sor Davos comenta que eles devem usar roupas de bufões, já que estão fazendo coisas de bobo: Melisandre viu a vitória em suas chamas e, portanto, Stannis planeja pressionar sua reivindicação, independentemente dos números de apoiadores. Cressen pede a Stannis um tempo para se aliar a Robb Stark ou Lysa Arryn, mas a rainha Selyse insiste que R'hllor é o único aliado que Stannis precisa. Cressen responde que os deuses fazem aliados incertos, e aqui R'hllor não tem poder. Melisandre diz a ele que ele deveria colocar a coroa de Cara Malhada de volta, e a rainha Selyse concorda assim. Stannis, de má vontade, ordena que o bobo entregue a coroa a Cressen. Depois que o bobo coloca a coroa na cabeça de Cressen, Selyse sugere que Cressen cante. Stannis recusa.

De repente, Cressen vê a oportunidade de envenenar Melisandre. Ele está perto da taça de Davos, a qual ele pega e coloca um cristal. Ele tem certeza que apenas Davos percebe. Cressen propõe a Melisandre que compartilhem um copo de vinho para brindar ao poder de seu deus. Ela concorda. Davos tenta detê-lo, mas Cressen insiste que ele está fazendo o que deve para o bem do reino, e da alma de seu senhor. Antes de beberem, Melisandre lhe dá a oportunidade de desistir, mas Cressen se recusa. Melisandre bebe a maior parte do copo, deixando apenas uma pequena quantidade para Cressen. Cressen afasta seu medo, e bebe também. O rubi na garganta de Melisandre brilha enquanto ela insiste que seu deus R'hllor tem poder. Cressen tenta responder, mas sua garganta já começou a se contrair. Não afetada pelo veneno, Melisandre olha com pena quando Cressen entra em colapso e morre.

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