Daenaera Velaryon

De Gelo e Fogo wiki
Ir para navegação Ir para pesquisar

 

Velaryon.png
Daenaera Velaryon
Targaryen.png
Daenaera Velaryon.png
Daenaera Velaryon no Baile do Dia da Donzela, por Douglas Wheatley. ©
Título(s) Rainha
Lealdade Casa Velaryon
Casa Targaryen
Raça Valiriana
Cultura Valiriana
Esposa(o) Aegon III Targaryen
Filho(a) Daeron I Targaryen[1]
Baelor I Targaryen[1]
Daena Targaryen[1]
Rhaena Targaryen[1]
Elaena Targaryen[1]
Nascimento Em 127 d.C.

Rainha Daenaera Velaryon foi a rainha consorte do rei Aegon III Targaryen e membro da Casa Velaryon.

História

O pai de Daenaera, Daeron Velaryon, se afogou em Passopedra durante o Ataque de Lorde Alyn na Guerra das Filhas em 133 d.C.. Sua mãe, Hazel Harte, foi vítima da febre de inverno, o que deixou Daenaera órfã aos seis anos de idade. Lorde Alyn Velaryon e sua esposa, a senhora Baela Targaryen, então tomaram ela como protegida.[2]

O Baile do Dia da Donzela

O primeiro casamento do jovem Rei Aegon III Targaryen foi com a princesa Jaehaera Targaryen e terminou em tragédia em 133 d.C., com Jaehaera aparentemente cometendo suicídio. O Mão do Rei, Lorde Unwin Peake, tentou noivar sua própria filha com o rei de treze anos, mas esse plano não foi adiante devido a oposição da regência de Aegon. Contudo, Lorde Peake não desistiu e declarou um baile que aconteceria na sala do trono da Fortaleza Vermelha no Dia da Donzela em 133 d.C. para achar uma nova esposa para o rei, com sua filha sendo uma das milhares de jovens donzelas que foram apresentadas para Aegon.[2]

Contudo, no fim do baile, as meia-irmãs de Aegon, Rhaena e Baela Targaryen, apresentaram a ele Daenaera, dizendo para Aegon que elas haviam encontrado sua noiva.[1] Embora ela só tivesse seis anos, Daenaera era considerado muito bonita e as pessoas acreditavam que a menina alegre seria um antídoto perfeito para a tristeza do jovem rei. Quando Aegon sorriu de volta para ela e disse que ela estava muito bonita, todos sabiam que a escolha havia sido feita. Daenaera casou com o Rei Aegon no último dia do ano 133 d.C..[2]

As tortas envenenadas e o cerco secreto

Lorde Peake ficou muito frustrado com a escolha do rei Aegon por Daenaera, como sua tenra idade impedia seus planos para Aegon produzir um herdeiro próprio.[2] Ele também considerou a rejeição de sua filha em favor de Daenaera como uma afronta pessoal.[3] Seus esforços para que o casamento fosse descartado enfrentaram a oposição de Aegon e dos outros regentes e isso foi um dos fatores que levaram ele a renunciar a posição de Mão em 134 d.C..[1]

A natureza feliz de Daenaera brevemente melhorou o temperamento melancólico de Aegon e em três ocasições ele levou sua nova rainha para fora da Fortaleza Vermelha para mostrar a vista de Porto Real. Mas em 134 d.C., quando o irmão de Aegon, o príncipe Viserys Targaryen, foi recuperado em Lys por Alyn Velaryon, ele se tornou um companheiro constante do rei e Daenaera passou a ser ignorada.[3] Porém, em 135 d.C., quando Viserys e Aegon brigaram sobre quando o rei forçou seu irmão a mandar seu amado ovo de dragão de volta para Pedra do Dragão, Aegon começou a passar mais tempo com Daenaera novamente. Foi durante um jantar que o rei estava tendo com sua rainha que seu provador de comida Gaemon Cabelo-Claro colapsou com fortes dores de barriga, com Daenaera também tendo dor no estômago.[1][4] O Grande Meistre Munkun deu a Daenaera um poderoso purgativo, que provavelmente salvou a vida dela, mas Gaemon faleceu em menos de uma hora. Viserys fez as pazes com o irmão para consola-lo enquanto ele ficava na cama ao lado de Daenaera, que se recuperava.[4]

Foi determinado que o veneno utilizado era lágrimas de Lys, assado nas tortas de maçã. Como Aegon não costumava comer doces, ela não passou por nada. Porém, após a queda da Casa Rogare e do Cerco Secreto na Fortaleza de Maegor, o Mão Thaddeus Rowan foi torturado até que ele falsamento confessou um complô com os Rogares para envenenar o Rei Aegon e a rainha Daenaera, para substituí-los pelo príncipe Viserys e sua esposa Larra Rogare. Embora a verdade da trama tenha sido revelada e os verdadeiros perpetradores presos (exceto o real mandante por trás de tudo), Aegon e Viserys continuaram a ficar desconfiados e não abriram os portões da fortaleza até eles verem Munkun mandar um corvo para os lordes do leais do rei. Nessa altura, eles já estavam com tão pouca comida dentro da fortaleza que Daenaera chorava até dormir e duas das companheiras dela estavam tão fracas que elas tiveram que ser ajudadas.[4]

A rainha Daenaera não participou dos julgamentos de traição em 136 d.C.. Três dos julgados eram senhoras nobres, suus atendentes: Lucinda Penrose, Cassandra Baratheon e Priscella Hogg. Lucinda admitiu querer matar Daenaera, dizendo que se ela não tivesse sido atacada e desconfigurada antes do baile, ela mesma teria sido rainha e Daenaera é quem estaria servindo ela. Foi suspeitado que a senhora Clarice Osgrey, tia de Unwin Peake e supervisoara das empregadas, companhanehiras e atendentes da rainha Daenaera, também estivesse envolvida na conspiração, mas ninguém conseguiu provar uma conexão.[4]

O grande progresso que nunca aconteceu

O novo Mão do Rei, Lorde Torrhen Manderly, não ligava para o "taciturno" Rei Aegon, mas ele adorava a rainha Daenaera. Com o dia do nome de dezesseis anos do rei se aproximando em 136 d.C., a Mão decidiu que o rei Aegon e Daenaera deveriam fazer um progresso real. Torrhen achava que o povo comum iriam amar ver sua jovem rainha e que ela mais do que compensaria a falta de charme do rei Aegon. Os demais regentes concordaram e o progresso da primavera, planejado para tomar um ano inteiro por todos os Sete Reinos, que seria um verdadeiro começo para o reinado do rei e mostraria para toda Westeros que o reino estava curado da Dança dos Dragões. Planos detalhados foram feitos para a viagem, até as roupas que a realeza usaria: nos dias que a Daenaera usasse verde, Aegon usaria preto, e nos dias em que a rainha usaria o vermelho e preto dos Targaryens, o rei usaria uma capa verde. Contudo, no dia do seu nome, o rei friamente dispensou seus regentes e seu Mão, cancelando os planos para a turnê real.[4]

Fim da vida

Enquanto Aegon e Daenaera se casaram quando ele tinha treze anos e ela seis, o casamento não foi consumado até que Daenaera tivesse florecido. Aegon era muito melancólico e não gostava de ser tocado, mesmo pelas mãos de sua rainha.[1] Mas eventualmente Aegon consumou seu casamento com Daenaera e os dois tiveram cinco filhos: Daeron (nascido em 143 d.C.), Baelor (nascido em 144 d.C.), Daena (nascido em 145 d.C.), Rhaena (nascido em 147 d.C.) e Elaena (nascido em 150 d.C.). O rei Aegon III faleceu em 157 d.C..[5] Não se sabe se Daenaera viveu mais tempo que o marido.

Legado

Os dois filhos de Daenaera reinaram depois da morte de seu marido: Daeron seria coroado rei Daeron I Targaryen, e seria conhecido como "O Jovem Dragão", famoso pela Conquista de Dorne, apesar de sua conquista ter durado apenas quatro anos. Quando Daeron morreu sem filhos, seu irmão mais novo Baelor foi coroado Baelor I Targaryen em 161 d.C.. Baelor, que era casado com a filha mais velha de Daenaera, sua irmã Daena, desfez seu casamento não consumado e trancou suas três irmãs no local que se tornaria conhecido como Arcada das Donzelas. Baelor era conhecido por ser piedoso, jejuava muitas vezes e por muito tempo. Um desses jejuns eventualmente o matou.

Sua filha Daena, durante seu cativeiro na Arcada das Donzelas, teve um caso com seu primo, o príncipe Aegon, o que a levou a engravidar. Ela deu à luz um filho bastardo, chamado Daemon, no final do reinado de Baelor. Anos mais tarde, o Rei Aegon IV reconheceu Daemon como filho e deu-lhe a espada ancestral Targaryen Blackfyre. Legitimado em 184 d.C., Daemon escolher o nome Daemon Blackfyre para si mesmo, criando a Casa Blackfyre, o que faria com que várias guerras ameaçassem a Dinastia Targaryen.

Sua segunda filha, Rhaena, entrou para a fé e se tornou uma septã. A filha mais nova, Elaena, foi casada três vezes, e deu à luz sete filhos. Seus dois primeiros filhos eram ilegítimos, filhos de Lorde Alyn Velaryon: Jon e Jeyne Waters. Os descendentes de Jon vivem até os dias de hoje, com o nome Longwaters. Posteriormente ela se casou com Lorde Ossifer Plumm, com quem teve um filho, Viserys Plumm (embora houvessem rumores de que, na verdade, o pai fosse o Rei Aegon IV); e Lorde Ronnel Penrose, com quem teve quatro filhos, Robin Penrose, Laena Penrose, Jocelyn Penrose e Joy Penrose. Seu último casamento com Sor Michael Manwoody não teve filhos.

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Aegon III.
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 Fogo & Sangue, Sob os regentes: Guerra e paz e exposição de gado.
  3. 3,0 3,1 Fogo & Sangue, Sob os regentes: A viagem de Alyn Punho de Carvalho.
  4. 4,0 4,1 4,2 4,3 4,4 Fogo & Sangue, A Primavera Lysena e o fim da regência.
  5. O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Daeron I.

Família

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Aegon II}
 
{Helaena}
 
{Aemond}
 
{Daeron}
 
{Rhaenyra}
 
{Daemon}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Jaehaerys}
 
{Maelor}
 
{Jaehaera}
 
{Aegon III}
 
{Daenaera
Velaryon}
 
 
 
 
 
{Viserys II}
 
{Larra
Rogare}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Daeron I}
 
{Rhaena}
 
 
{Elaena}
 
{Alyn
Velaryon}
 
{Baelor I}
 
{Daena}
 
{Aegon IV}
 
{Naerys}
 
{Aemon}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Ossifer
Plumm}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Jeyne
Waters}
 
{Jon
Waters}
 
 
{Daemon
Blackfyre}
 
{Daeron II}
 
{Daenerys}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Viserys
Plumm}
 
 
 
{Michael
Manwoody}
 
 
{Ronnel
Penrose}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Robin
Penrose}
 
{Laena
Penrose}
 
{Jocelyn
Penrose}
 
{Joy
Penrose}