A Son for a Son

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A Son for a Son
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Episódio # Temporada 2
Episódio 1
Lançamento 16 de junho de 2024
Créditos
Direção Alan Taylor
Roteiro Ryan Condal
Duração 59 minutos
Cronologia dos Episódios
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"The Black Queen" "Rhaenyra the Cruel"
Lista completa de episódios

"A Son for a Son" é o primeiro episódio da segunda temporada da série de televisão de fantasia medieval da HBO House of the Dragon. Com 59 minutos de duração, estreou em 16 de junho de 2024. O episódio foi escrito pelo co-criador e showrunner Ryan Condal e dirigido por Alan Taylor. A trilha sonora foi composta por Ramin Djawadi.

O título do episódio leva o nome do décimo-quarto capítulo do livro Fogo & Sangue ("A morte dos dragões: Um filho por um filho").

Enredo

Na Muralha

Jacaerys Velaryon viaja para a Muralha com Lorde Cregan Stark para tentar conseguir apoio do Norte para os Negros. Após a persuasão e reflexão de Jacaerys sobre antigas alianças, Cregan compromete uma força de quase 2 000 nortenhos à causa da rainha Rhaenyra Targaryen. O encontro deles é interrompido por um corvo trazendo a notícia da morte de Lucerys Velaryon.[1]

Nas Terras da Tempestade

Rhaenyra voa para uma pequena vila costeira. Encontrando os restos mortais de Lucerys e seu dragão Arrax emaranhados em redes de pesca, ela começa a chorar.[1]

Em Derivamarca

Lorde Corlys Velaryon conhece Alyn, o marinheiro que salvou sua vida durante um naufrágio mortal em Passopedra. Corlys agradece a Alyn e afirma que está em dívida com ele, e também recebe uma pequena adaga feita sob medida que deveria homenagear a ascensão de Lucerys ao trono de Derivamarca.[1]

Em Pedra do Dragão

Rhaenys retorna da patrulha da Goela para ajudar a impor um bloqueio marítimo da Frota Velaryon em Porto Real. Daemon Targaryen se aproxima e exige que ela o acompanhe até a capital para matar Aemond Targaryen e seu dragão Vhagar para vingar Lucerys. Rhaenys recusa, dizendo que ela e seu dragão precisam descansar, mas que também só reconhece a autoridade de Rhaenyra e que a rainha precisa de tempo para lamentar seu filho.[1]

Mysaria é presa como clandestina a bordo de um navio de contrabandistas pego no bloqueio. Daemon a acusa de traição por ajudar os Verdes durante o golpe.[1]

Em uma reunião do Conselho Negro, Rhaenyra retorna das Terras da Tempestade e exige vingança contra Aemond. Jacaerys chega logo depois, trazendo notícias do apoio da Casa Stark e Arryn para Rhaenyra e se junta a sua mãe no luto de Lucerys. Daemon oferece liberdade a Mysaria em troca de ajudá-lo a recrutar assassinos em Porto Real.[1]

Em Porto Real

Alicent está envolvida em um caso com Sor Criston Cole. Durante uma reunião do Pequeno Conselho, o Rei Aegon II entra com seu filho pequeno e herdeiro Jaehaerys. Quando Sor Tyland Lannister gentilmente segura um travesso Jaehaerys, Aegon o humilha, insistindo que ele dê ao menino uma "cavalgada de pônei" nas costas, a que Alicent intervém e põe um fim a isso. O conselho discute táticas de guerra em antecipação à resposta de Rhaenyra à morte de Lucerys por Aemond. Mais tarde, Alicent fica consternada quando Lorde Larys Strong informa que ele removeu todos os "traidores" dentro de sua casa e escolheu a dedo seus substitutos.[1]

Embora distante de seus conselheiros, Aegon II tenta ser benevolente com o povo, mas Otto Hightower insta a moderação e firmeza para garantir os recursos de guerra necessários. Depois, Lorde Larys fala em particular com Aegon, sugerindo sutilmente que ele seja nomeado como a nova Mão do Rei, substituindo os antigos servos de seu pai. Em uma reunião com Otto, Alicent pede violência limitada durante o conflito. Ela depois visita um septo e reza pelos mortos, incluindo Lucerys.[1]

Daemon se infiltra em Porto Real e encontra um guarda da Patrulha da Cidade apelidado de "Sangue", que despreza os Hightowers. Sangue leva Daemon a um caçador de ratos endividado chamado "Queijo", que conhece bem a disposição da Fortaleza Vermelha. Daemon os suborna para matar Aemond. Ao entrarem na Fortaleza Vermelha, não conseguem localizar Aemond, mas acabam ouvindo um Aegon bêbado e seus companheiros insultando Otto.[1]

Sangue encontra Queijo nos aposentos de Helaena Targaryen, segurando uma faca em sua garganta. Seus dois filhos, Jaehaerys e Jaehaera, estão dormindo lá. Discutindo se deveriam matar Jaehaerys, um menciona que Daemon disse: "um filho por um filho". Uma Helaena atordoada sucumbe ao medo e aponta para a cama de Jaehaerys. Os dois pegam o menino e o decapitam. Aterrorizada, Helaena pega Jaehaera e foge para os aposentos de Alicent, onde Alicent e Criston estão juntos na cama.[1]

Elenco


Aparições


Diferenças com o livro

As principais diferenças em comparação com Fogo & Sangue:

  • A Rainha Alysanne Targaryen foi recebida pelo Lorde Alaric Stark e não por Rickon Stark. Além disso, o Rei Jaehaerys não a acompanhou.
  • O dragão da Rainha Alysanne, Asaprata, é o único dragão mencionado que se recusou a voar para além da Muralha. Jaehaerys nunca tentou fazer isso com Vermithor (ele não estava no Norte na época, tendo permanecido em Porto Real para ajudar a mediar uma disputa entre o Arconte de Tyrosh e o Príncipe de Pentos).
  • Rhaenyra Targaryen não foi às Terras da Tempestade em busca dos restos mortais de Lucerys.
  • Em Fogo & Sangue, foram a cabeça e o pescoço decepados de Arrax que deram à costa perto de Ponta Tempestade, e não uma de suas asas.
  • Em Fogo & Sangue, Otto Hightower jamais elogiou, pública ou privadamente, as ações de Aemond Targaryen sobre a Baía dos Naufrágios. Pelo contrário, ele repreendeu Aemond, gritando: "Você perdeu apenas um olho. Como pôde ser tão cego?", ciente de que o assassinato de Lucerys cometido por Aemond havia destruído qualquer possibilidade de os Negros aceitarem uma solução pacífica.
  • É Jacaerys Velaryon, e não Daemon Targaryen, quem se refere a Vhagar como uma "velha cadela decrépita".
  • Alyn e Addam de Casco não trabalhavam para a frota Velaryon, mas serviam no navio mercante de sua mãe. Alyn não salvou a vida de Corlys durante a Guerra dos Degraus, que terminou no mesmo ano em que ele nasceu.
  • Alyn é descrito como tendo cabelos prateados e olhos violeta, características típicas valirianas.
  • Floris Baratheon não estava prometida a Aemond, mas sim a Larys Strong.
  • Não há menção de que Alicent Hightower tenha enviado cartas de desculpas a Rhaenyra.
  • Não existe nenhum personagem chamado Jerard em Fogo & Sangue.
  • Grover Tully não é descrito como gordo.
  • Não há menção ou insinuação de que Alicent e Criston Cole mantinham um relacionamento sexual.
  • Hugh vivia em Pedra do Dragão e não em Porto Real.
  • Não há indicação de que Larys Strong tenha convencido Aegon II a dispensar Otto do cargo de Mão do Rei. O pedido de Jeyne Arryn por um dragão para proteger o Vale, em troca de sua lealdade, é uma das duas possibilidades apresentadas, proveniente da obra Uma História Verdadeira, do Grande Meistre Munkun. O relato de Munkun é geralmente considerado mais confiável do que o outro — o testemunho do bobo da corte Cogumelo, que afirma que Lady Arryn ofereceu sua lealdade a Jace caso ele conseguisse levá-la ao orgasmo usando a língua. Cogumelo tinha tendência a exagerar e, ocasionalmente, inventar histórias sobre os outros; além disso, no livro, especulava-se que Jeyne fosse lésbica, embora mantivesse isso em segredo.
  • A mãe de Alicent nunca é mencionada pelo nome em Fogo & Sangue.
  • Daemon não ordenou que Rhaenys Targaryen fosse com ele para matar Vhagar.
  • Sangue não era membro da Patrulha da Cidade durante a Dança dos Dragões; ele havia sido dispensado da corporação após espancar uma prostituta até a morte em um acesso de fúria alcoólica.
  • Não há menção de que Sangue tivesse uma vingança pessoal contra a Casa Hightower, nem de que Queijo tenha sido motivado pela perspectiva de quitar suas dívidas de jogo.
  • Daemon não contratou Sangue e Queijo pessoalmente para realizar o assassinato, mas o fez por meio de uma intermediária — uma mulher estrangeira de pele pálida que acabou se revelando ser Mysaria.
  • Mysaria não deixou Porto Real e não foi presa por Daemon nem por qualquer outra pessoa.
  • Sangue não usou violência contra Queijo.
  • Nesse ponto da história, Aegon II e Helaena Targaryen tinham dois filhos homens, e não apenas um. O mais novo, Maelor, também estava presente durante o assassinato de seu irmão mais velho, Jaehaerys, juntamente com Jaehaera, Helaena e Alicent. Sangue e Queijo amarraram e amordaçaram Alicent (além de matarem uma de suas aias e um guarda da rainha para evitar que o alarme fosse soado) e mantiveram os filhos dela e de Helaena como reféns, forçando Helaena a escolher qual filho seria morto. Enquanto ela hesitava, Queijo a avisou que Sangue poderia ficar entediado e estuprar Jaehaera. Aos prantos, Helaena escolheu Maelor, raciocinando que ele seria jovem demais para entender o que estava acontecendo (ou talvez porque Jaehaerys fosse o filho primogênito e herdeiro do Rei Aegon). Cheese então zombou de Maelor, dizendo-lhe que sua mãe o queria morto, e sorriu para Sangue, que prosseguiu cortando a cabeça de Jaehaerys com um único golpe de sua espada. A dupla então fugiu com a cabeça de Jaehaerys, enquanto Helaena gritava.
  • Helaena não tentou subornar os assassinos; em vez disso, implorou que matassem a ela ao invés dos filhos, mas eles recusaram.
  • Os livros não mencionam a idade que Erryk e Arryk Cargyll tinham quando ingressaram na Guarda Real.
  • Não há menção em Fogo & Sangue de que Torrhen Stark, ou qualquer outra pessoa, tenha iniciado uma tradição de oferecer um em cada dez homens da casa dos Stark para a Patrulha.
  • Torrhen Stark ajoelhou-se diante de Aegon, o Conquistador, não porque acreditasse que Aegon poderia unir os Sete Reinos, mas porque recebeu relatos sobre as vitórias de Aegon (particularmente a Queima de Harrenhal e o Campo de Fogo) e decidiu que seria inútil lutar contra os Targaryen.
  • O encontro entre Aegon, o Conquistador, e Torrhen Stark — durante o qual este último se ajoelhou diante do primeiro — não ocorreu na Muralha, mas na margem sul do Tridente.

Recepção

Indo ao ar no Dia dos Pais nos Estados Unidos, o episódio de estreia da 2ª temporada de House of the Dragon obteve 7,8 milhões de telespectadores em sua estreia nos EUA pela HBO e Max, uma queda de 22% em comparação aos 9,986 milhões obtidos pelo episódio piloto. Apesar da diminuição da audiência, "A Son for a Son" levou Max ao seu maior dia de streaming de todos os tempos, tanto nos Estados Unidos como no geral, desde o seu lançamento em maio de 2023.[2]

O episódio foi recebido com críticas altamente positivas. No agregador de resenhas Rotten Tomatoes, tem uma taxa de aprovação de 97% baseado em trinta e três críticas, com uma nota média de 7,4 (de 10). O consenso do site afirma: "[O Episódio] prepara cuidadosamente as peças para a iminente guerra civil antes de surpreendentemente virar o jogo, dando a esta temporada um começo imprevisível."[3] O episódio recebeu uma nota 8,5 (de 10) no IMDb.[4]

Críticos elogiaram as atuações do elenco, particularmente as de D'Arcy, Cooke, Saban, Glynn-Carney e Collett. Sobre D'Arcy, Hunt do Screen Rant escreveu: "Eles fizeram um excelente trabalho na primeira temporada, claro, mas levam a outro nível na estreia da segunda temporada. A dor de Rhaenyra é palpável, sua dor está claramente gravada em cada fibra da atuação de D'Arcy". Lane do Collider chamou a atuação deles de "mágica" e elogiou sua linguagem corporal ao retratar uma mãe em luto, apesar de proferirem apenas quatro palavras no episódio. Hunt também destacou a atuação mais sutil de Olivia Cooke, enquanto Lane observou que Cooke "continua a oferecer profundidade e dimensão a Alicent, que se sente dividida entre lealdades conflitantes".[5][6][7]

Cenas específicas destacadas pelos críticos incluíram a visita de Jacerys a Winterfell e a introdução de Cregan Stark, embora alguns tenham achado a cena muito breve, assim como o assassinato de Jaehaerys; os críticos apreciaram a redução da violência na cena em comparação com a versão do livro. No entanto, Hunt a achou decepcionante em comparação com o livro, observando que terminou a estreia, que de outra forma seria sólida, em uma nota um tanto decepcionante. Além disso, os críticos elogiaram o desenvolvimento dos personagens de Alicent, Daemon, Aemond e Aegon, bem como a melhoria na iluminação, que havia sido criticada por ser muito escura na primeira temporada tanto por críticos quanto por fãs.[5][6][7]

Posteriormente, George R. R. Martin comentou a respeito da cena de Sangue e Queijo e como ela foi simplificada para a série. Em House of the Dragon, a cena da morte do príncipe Jaehaerys chamou atenção por ser menos dramática quando comparada ao livro, com menos elementos narrativos e sem a cena em que a rainha Helaena tinha que escolher entre seus dois filhos. O autor afirmou: "Os espectadores que não tinham lido o livro [Fogo & Sangue] não tiveram esses problemas. A maioria achou a sequência um verdadeiro soco no estômago, trágica, horripilante, tenebrosa, etc. Alguns relataram que chegaram a chorar. Percebi que eu concordava com os dois lados." George, contudo, foi mais crítico a respeito da ausência do príncipe Maelor, cuja a trajetória tem várias repercussões na Dança dos Dragões. Ele usou este exemplo para criticar a série a respeito de mudanças que estavam sendo feitas na trama e o "efeito borboleta" que elas trazem.[8]

Referências

Ligações externas