Casa Targaryen
| Casa Targaryen de Porto Real | |
|---|---|
| | |
| Brasão | Um dragão vermelho de três cabeças sobre um fundo negro. |
| Lema | Fogo e Sangue |
| Sede | Fortaleza Vermelha Forte de Aegon Pedra do Dragão Solarestival Grande Pirâmide de Meereen (atualmente) |
| Lorde atual | Rainha Daenerys Targaryen Rei Aegon VI (reivindicado) |
| Região | Porto Real Pedra do Dragão Valíria |
| Título | Rei dos Sete Reinos Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens Príncipe de Pedra do Dragão (herdeiro) Senhores de Dragão (antes da Perdição) |
| Suserano | Nenhum |
| Ramificação | Casa Blackfyre Casa Baratheon |
| Arma ancestral | Blackfyre Irmã Negra |
| Fundação | Família Targaryen: antes de 114 a.C. Casa Targaryen de Pedra do Dragão: 114 a.C. Casa Targaryen de Porto Real: 1 d.C. |
A Casa Targaryen é uma família nobre, descendentes da velha Valíria, que, por quase trezentos anos, governou os Sete Reinos de Westeros.[1] O símbolo Targaryen é um dragão vermelho de três cabeças cuspindo fogo num fundo preto.[2][3][4] Seu lema é "Fogo e Sangue".[5]
Eles eram uma das famílias conhecidas como Senhores de dragões que regiam o Império Valiriano.[6] Alguns anos antes da Perdição de Valíria, os Targaryens abandonaram seu lar em Essos e se assentaram em Pedra do Dragão, uma antiga fortaleza valiriana na costa de Westeros. Lá eles residiram por mais de um século, até que Aegon, o Conquistador e suas irmãs-esposas, Visenya e Rhaenys, iniciaram a Guerra da Conquista.[1]
Em menos de três anos de guerra, Aegon I Targaryen conseguiu unificar seis dos Sete Reinos de Westeros (a exceção de Dorne, que só seria anexado mais tarde, via diplomacia). Sobre o seu antigo acampamento, na costa da Baía da Água Negra, os Targaryens construíram uma nova cidade, Porto Real, e de lá, dentro da Fortaleza Vermelha, sentados no Trono de Ferro (construído a partir das espadas derretidas dos inimigos), eles governariam a Westeros unificada. O castelo de Pedra do Dragão se tornaria o assento do príncipe herdeiro da coroa. Os Targaryens eventualmente construíram também a fortaleza de Solarestival, que seria usada como casa de veraneio e também o lar de filhos mais novos com o passar do tempo.[7]
Os Targaryen governavam com os títulos de Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens e Senhor dos Sete Reinos, além de serem lordes das Terras da Coroa, por quase 300 anos. Dezessete reis Targaryen se sentaram no Trono de Ferro. Eventualmente, com o passar do tempo, conflitos internos, desafios de outras casas e a morte dos seus dragões enfraqueceriam seu poder. O último da dinastia foi Aerys, o Rei Louco, que foi destronado durante a Guerra do Usurpador, encerrando o reinado Targaryen sobre Westeros, sendo substituídos no poder pela Casa Baratheon. No começo de As Crônicas de Gelo e Fogo, os últimos descendentes vivos da Casa Targaryen eram os dois filhos mais novos de Aerys II, Viserys e Daenerys Targaryen (uma personagem de ponto de vista), que estão no exílio nas Cidades Livres, no continente de Essos.[8]
Índice
Cultura
Características
A expressão "sangue do dragão" refere-se à ascendência valiriana dos Targaryen e, mais especificamente, ao fato de serem uma das quarenta famílias de senhores de dragões do Império Valiriano.[1]
Os Targaryen são renomados por sua beleza.[9][10] Geralmente possuem traços valirianos típicos: pele pálida, cabelos prateados, platinados ou dourados e olhos em vários tons de violeta ou azul claro.[6][11] Alguns Targaryen tinham cabelos mais escuros, como a Princesa Rhaenys, o Príncipe Baelor Quebralanças, o Príncipe Valarr e o Príncipe Daeron, quando um dos pais não era um valiriano.
De acordo com fontes semi-canônicas, os Targaryen toleram mais calor do que a maioria das pessoas comuns, mas não são imunes ao fogo.[12][13] Os Targaryen sempre acreditaram ser imunes a doenças, mas a Princesa Daenerys morreu de Arrepios[14] e a Grande Praga da Primavera ceifou as vidas do Rei Daeron II, do Príncipe Valarr e do Príncipe Matarys.[15] Os reis Aenys I[9][16] e Jaehaerys II[17] eram conhecidos também por terem tendência a adoecer com frequência.
Outra característica típica dos Targaryen é a capacidade de ter sonhos proféticos.[18] Essa característica está presente na Casa Targaryen desde antes da Perdição de Valíria, com os sonhos de Daenys Targaryen obrigando a família a se mudar de Valíria para Pedra do Dragão em 114 a.C.[1] Essa característica também foi transmitida a um ramo da família, a Casa Blackfyre.[18]
Os Targaryen são vistos como propensos à loucura, presumivelmente causada por seus casamentos consanguíneos.[13] De acordo com o rei Jaehaerys II Targaryen, "loucura e grandeza são duas faces da mesma moeda. Cada vez que um novo Targaryen nasce [...] os deuses lançam a moeda ao ar e o mundo prende a respiração para ver como ela vai cair".[19]
Costumes
O lema da Casa Targaryen é "Fogo e Sangue".[5] Seu brasão é um dragão de três cabeças expelindo chamas, vermelho sobre preto.[2][3][4] O dragão de três cabeças representa Aegon, o Conquistador, e suas duas irmãs, Visenya e Rhaenys.[4] O Rei Aegon II Targaryen usou um dragão dourado para reunir seus apoiadores durante a Dança dos Dragões.[20] Alguns filhos mais novos da casa usaram variações do brasão padrão. Antes de seu próprio reinado, Maekar I Targaryen usou o dragão de três cabeças dividido em quatro partes,[15] enquanto seu filho, o Príncipe Aerion Targaryen, mudou as cores das três cabeças — uma laranja, uma amarela e uma vermelha — e as chamas que expeliam tinham um brilho de folha de ouro.[21]
Em consonância com as cores do brasão, a maioria dos Targaryen usava armadura preta. Por exemplo, o Príncipe Aemond Targaryen tinha uma armadura negra como a noite, cravejada de ouro,[22] o Príncipe Valarr Targaryen usava uma armadura negra como a noite no torneio em Vaufreixo[21] e o Príncipe Rhaegar Targaryen tinha o dragão de três cabeças bordado em rubis em sua couraça negra.[2][23][24]
Embora os reis Targaryen tivessem estabelecido sua sede em Porto Real, o local onde Aegon e seu exército desembarcaram pela primeira vez em Westeros e construíram seu primeiro forte, posteriormente substituído pela Fortaleza Vermelha, sua antiga sede, Pedra do Dragão, também permaneceu em sua posse.[25] Eventualmente, tornou-se a sede tradicional do herdeiro aparente do trono, conhecido como Príncipe de Pedra do Dragão (ou Princesa de Pedra do Dragão, em algumas ocasiões). Em 188 d.C., os Targaryen finalmente construíram uma terceira sede, Solarestival, que foi concedida a vários filhos mais novos[26] aos quais foi concedido o título de Príncipe de Solarestival.[21][27]
Historicamente, a Casa Targaryen seguia os antigos deuses de Valíria, mas em algum momento antes da Conquista de Aegon, a família abandonou os deuses valirianos e se converteram à Fé dos Sete, a religião predominante em Westeros.[28] Os mastros dos navios que transportaram os primeiros Targaryen de Valíria foram usados para criar as estátuas dos Sete dentro do septo de Pedra do Dragão[29] e Aegon orou no septo antes de iniciar sua conquista.[30] Contrariando as doutrinas da Fé, no entanto, a família continuou a seguir a prática valiriana de casamentos incestuosos, casando irmão com irmã, primo com primo, tio com sobrinha e tia com sobrinho, mantendo-se à parte e acima das famílias nobres de Westeros. Isso foi eventualmente formulado como a Doutrina do Excepcionalismo.[31]
Os Targaryen falecidos são tradicionalmente cremados,[32][33][21] um costume desde os tempos da Velha Valíria.[9] Se um dragão estiver disponível, ele é usado para acender a chama da pira.[9] As cinzas de muitos dos mortos da Casa Targaryen foram enterradas em Pedra do Dragão, incluindo as do Rei Aegon I,[9] da Rainha Visenya,[9] do Rei Maegor I,[9] a Princesa Daenerys,[34] a Princesa Daella,[34] o Rei Jaehaerys I,[35] e da Rainha Alysanne.[35] No entanto, as cinzas da Rainha Rhaena foram enterradas em Harrenhal[36] e as cinzas de sua filha, a Princesa Aerea, foram espalhadas ao vento.[36]
Dragões
Como uma das quarenta famílias de senhores de dragões de Valíria, os Targaryen eram mais próximos dos dragões do que outros homens. Aenar Targaryen trouxe cinco dragões consigo quando se mudou de Valíria para Pedra do Dragão e Aegon I Targaryen e suas irmãs-esposas, Rhaenys e Visenya, os montaram em batalha durante a Conquista dos Sete Reinos, entre 2 a.C. e 1 d.C..[1] Os Targaryen montaram seus dragões durante o primeiro século e meio após a Conquista de Aegon. Mortes em batalha, especialmente durante a Dança dos Dragões, e uma crescente debilidade em cada geração subsequente fizeram com que o estábulo da família diminuísse. O último dragão era uma criatura deformada e estéril, que morreu jovem em 153 d.C., durante o reinado de Aegon III, o Desgraça dos Dragões.[37]
Os Targaryen abrigavam seus dragões em uma imensa estrutura em forma de cúpula em Porto Real, o Fosso dos Dragões, que foi construído durante o reinado de Maegor I Targaryen.[38] Nem todos os dragões que nasciam eram montados, no entanto. Na ilha de Pedra do Dragão, vários dragões, tanto selvagens quanto anteriormente montados, residiam pelo menos durante os reinados do Rei Jaehaerys I, Viserys I e Aegon II Targaryen.[39][40]
Os Targaryen frequentemente presenteavam um recém-nascido com um ovo de dragão no berço.[35][41] Essa prática continuou mesmo após a morte do último dragão, sendo que os últimos Targaryen a receberem um ovo foram os filhos do Príncipe Maekar durante o reinado de Daeron II Targaryen.[18] Não se sabe se a tradição continuou além desse ponto, mas os Targaryen ainda possuíam ovos até recentemente, durante o reinado de Aerys II Targaryen, o último rei da dinastia Targaryen.[8] Várias tentativas foram feitas, desde a morte do último dragão, para chocar esses ovos por membros da Casa Targaryen, incluindo Aegon III e seu irmão mais novo e Mão do Rei, Viserys,[37][42] Baelor I,[43] Aegon V[44] e Aerys II.[8]
História
Origens e Conquistas
- Veja também: Perdição de Valíria e Guerra da Conquista
A Casa Targaryen era uma das Quarenta Famílias, os chamados Senhores de dragões, da Cidade Franca de Valíria, um grande império que dominou a maior parte do continente oriental. Porém, os Targaryen não eram uma das famílias mais poderosas, sendo que a supremacia do império era disputada entre dois outros clãs mais importantes.[30][6]
Antes da Perdição de Valíria, Daenys, a Sonhadora, previu o cataclisma que se seguiria. Seu pai, Aenar, deu ouvidos à filha e se mudou com a família para o posto mais ocidental do império valiriano, a ilha-fortaleza de Pedra do Dragão. Para os outros nobres valirianos, isso foi visto como fraqueza. Doze anos depois que os Targaryen haviam se instalado em Pedra do Dragão, ocorreu a Perdição, o que levou a destruição de Valíria e o colapso do império. Os Targaryen foram os únicos senhores de dragões que sobreviveram.[45][30]
Aenar havia levado os cinco dragões da família para a ilha, mas quatro morreram em circunstâncias desconhecidas, deixando apenas Balerion. No entanto, dois ovos foram chocados, originando Vhagar e Meraxes.[30][46]
Durante o Século de Sangue, período de caos e guerras que assolou as regiões que antes eram dominadas pelo Império Valiriano, havia pressões para que os Targaryen se unissem a Volantis, a mais antiga das colônias valirianas, que tentava reconstruir o império. Frustrando as expectativas dos volantinos, os Targaryen permaneceram em Pedra do Dragão, conservando suas forças. Já muito depois, quando Volantis tentara conquistar Tyrosh, o jovem Aegon Targaryen voou de Pedra do Dragão em Balerion para esmagar os volantinos.[30][1]
Ao invés de se voltar para Essos, Aegon demonstrou maior interesse por Westeros, continente que ele estava determinado a ser tornar o governante. Cem anos após a Perdição, Aegon e suas duas irmãs-esposas, Rhaenys e Visenya, seus dragões e um pequeno exército, desembarcaram na Baía da Água Negra, ponto de onde travaram a Guerra da Conquista, unificando seis dos Sete Reinos e criaram dali uma dinastia que duraria quase trezentos anos. Após as vitórias no campo de batalha, o Alto Septão ungiu Aegon como rei com seus sete óleos em Vilavelha, legitimando-o como o monarca absoluto. A área onde Aegon desembarcou tornou-se o local da nova capital, Porto Real. Pedra do Dragão tornou-se a sede do herdeiro do trono. A região em torno ficou conhecida como Terras da Coroa e Casas como os Darklyn, os Velaryon e os Rosby passaram a ser vassalos diretos dos Targaryen. Sua maior Casa aliada foi a Casa Baratheon, originada do irmão bastardo de Aegon, Orys Baratheon, que se tornou suserano das Terras da Tempestade. Apenas Dorne permaneceu independente, mesmo depois dos dragões de Aegon terem queimado boa parte do seu país durante a Primeira Guerra Dornesa.[1][47][25][30][48][49]
Começo da Dinastia e Revolta da Fé Militante
- Veja também: Levante da Fé Militante
Após a Conquista, o Rei Aegon I Targaryen trabalhou para unificar os Sete Reinos. Ele instituiu a Paz do Rei, impedindo lordes e nobres de fazerem guerra uns contra os outros sem o consentimento do Trono de Ferro. Ele também unificou o sistema de tarifa nos portos, viajou pelos reinos para sedimentar seu poder e criou as instituições políticas na capital para governar o país.[49]
Aegon o Conquistador faleceu em 37 d.C. e foi sucedido por seu filho, Aenys I Targaryen. Considerado um fraco, seu governo viu revoltas constantes. Nas Terras Fluviais, um bandido chamado Harren Vermelho tomou Harrenhal e matou o lorde local. No Vale, Jonos Arryn assumiu o comando do Ninho da Águia e tomou o lorde Ronnel Arryn, seu irmão, como refém, posteriormente o executando. Nas Ilhas de Ferro, sacerdotes se ergueram contra o governo de lorde Goren Greyjoy. Todas essas situações foram resolvidas por iniciativa dos senhores locais, sem intervenção de Aenys. No Vale, por exemplo, foi Maegor Targaryen montado em Balerion que pôs um fim na situação com ajuda dos nobres locais.[16][9]
Mas o principal desafio a Dinastia Targaryen no começo do primeiro século veio da Fé Militante. Apesar de convertidos à Fé, os Targaryen mantinham-se sem prestar contas aos deuses ou aos homens, continuando com sua prática de casamento incestuoso, um pecado abominável para Os Sete. Quando Aegon I morreu, trinta e sete anos depois da Conquista, e foi sucedido por seu herdeiro nascido de incesto, Aenys I Targaryen, a poderosa e influente milícia conhecida como Fé Militante se revoltou contra o Trono de Ferro Targaryen. À época, a Mão de Aenys era Maegor Targaryen, seu truculento meio-irmão que acabou herdando o trono após a morte de Aenys. De forma brutal, Maegor tentou conter a revolta mas não teve êxito. A Fortaleza Vermelha foi construída sob ordens suas durante esse período. O conflito com os militantes só foi solucionado pelo sucessor de Maegor, Jaehaerys, o Conciliador, que optou pela diplomacia e negociou com a Fé dos Sete, dissolvendo o braço armado da Fé Militante e prometendo proteção para a Igreja.[16][38]
No geral, o governo de Maegor foi marcado pela tirania e arbitrariedade, que ameaçava a estabilidade em todo o reino. Logo no começo, ele enfrentou uma tentativa de usurpação, quando o filho mais velho de Aenys I, o príncipe Aegon, o Sem Coroa, tentou reivindicar o trono que era seu de direito, mas foi morto por seu tio na Batalha no Olho de Deus. Maegor governou de 42 d.C. a 48 d.C.. No final do seu reinado, praticamente o país inteiro estava contra ele. Um dia, ao amanhecer, foi encontrado morto no Trono de Ferro. Seu sobrinho, o príncipe Jaehaerys Targaryen, ascendeu ao trono.[38][9]
Um governante sábio conhecido como "o Conciliador" e o "Velho Rei", o Rei Jaehaerys I Targaryen governou por cinquenta e cinco anos, período durante o qual fez as pazes com a Fé. A Doutrina do Excepcionalismo foi promulgada para que a Fé aceitasse os casamentos incestuosos da Casa Targaryen.[31] O rei ordenou que seus conselheiros começassem a trabalhar no que se tornariam os Livros da Lei[36] e criou ou expandiu diversas estradas pelos Sete Reinos, incluindo a Estrada do Rei, a Estrada da Rosa, a Estrada do Oceano, a Estrada do Rio e a Estrada de Ouro. O reino prosperou durante seu governo, leis internas foram reformuladas e padronizadas onde podiam e a paz imperou por boa parte do seu reinado.[34]
A despeito do seu bom governo, Jaehaerys enfrentou problemas com sua sucessão. Em 92 d.C., após a morte de seu herdeiro, o Príncipe Aemon, ele teve que decidir se apontaria a filha de Aemon, Rhaenys, ou o irmão de Aemon, Baelon, como seu herdeiro. Jaehaerys escolheu Baelon, mas este acabou falecendo em 101 d.C., o que fez com que Jaehaerys se tornasse o primeiro rei a convocar um Grande Conselho, em 101 d.C., em Harrenhal, onde o filho de Baelon foi escolhido como herdeiro de Jaehaerys. Jaehaerys morreu dois anos depois, em 103 d.C., e foi sucedido por seu neto, Viserys I Targaryen.[50]
Guerra civil e a morte dos dragões
- Veja também: Dança dos Dragões
O reinado do Rei Viserys I teve seus próprios problemas. De seu primeiro casamento com Lady Aemma Arryn, com quem fora casado desde 93 d.C., ele teve uma filha sobrevivente, Rhaenyra. Aemma morreu em 105 d.C. durante o parto, assim como seu filho, Baelon, após o que Viserys declarou oficialmente Rhaenyra sua herdeira, fazendo com que os lordes do reino jurassem fidelidade a ela. Embora Viserys tenha se casado novamente em 106 d.C. e tido três filhos, Aegon, Aemond e Daeron, e uma filha, Helaena, com sua nova esposa, a Rainha Alicent Hightower, ele insistiu que Rhaenyra permanecesse sua herdeira. A rivalidade entre Rhaenyra e Alicent resultou na formação de duas facções na corte, chamadas de Negros e Verdes. Os três filhos de Alicent detestavam os três filhos mais velhos de Rhaenyra, Jacaerys, Lucerys e Joffrey Velaryon, todos supostamente bastardos, filhos de Sor Harwin Strong, pois consideravam-se roubados de seu direito de primogenitura ao Trono de Ferro.[35]
Tanto Rhaenyra quanto seu tio, o Príncipe Daemon, irmão mais novo de Viserys I, casaram-se com membros da Casa Velaryon e tiveram filhos com seus respectivos cônjuges. Quando o marido de Rhaenyra, Laenor, e a esposa de Daemon, Laena, morreram em 120 d.C., casaram-se entre si e tiveram mais três filhos (Aegon, Viserys e a natimorta Visenya). Enquanto isso, o filho do Rei Viserys I com Alicent, Aegon, e sua filha, Helaena, também se casaram e tiveram três filhos (Jaehaerys, Jaehaera e Maelor).[35]
Quando Viserys morreu em 129 d.C., sua viúva, a Rainha Viúva Alicent Hightower, e o Lorde Comandante de sua Guarda Real, Sor Criston Cole, desafiaram o último testamento de Viserys e coroaram o filho de Viserys, Aegon II, enquanto Rhaenyra, alheia à morte do pai, residia em Pedra do Dragão. Inconformada em se submeter ao irmão, Rhaenyra declarou guerra e o conflito resultante pela sucessão, chamado de Dança dos Dragões (129–131 d.C.), dividiu o reino. Durante essa guerra sangrenta, milhares morreram, assim como a maioria dos dragões Targaryen. A própria Rhaenyra foi devorada por Sunfyre, o dragão de Aegon II, no final de 130 d.C., enquanto seu filho, Aegon, o Jovem, assistia.[51][52] Apesar de sua morte e da captura de Aegon, o Jovem, a guerra continuou por um breve período.[53] Aegon II foi forçado a prometer sua única filha restante, Jaehaera, em casamento ao filho mais velho sobrevivente de Rhaenyra e a nomeá-los seus herdeiros,[54][55] embora planejasse se casar novamente.[51] A guerra durou até meados de 131 d.C., quando Aegon II foi envenenado por seus próprios conselheiros.[51]
Com o fim da guerra civil, Aegon, o Jovem, de onze anos, ascendeu ao trono como Aegon III Targaryen. Até Aegon completar dezesseis anos, o reino foi governado por uma regência. O irmão mais novo de Aegon, Viserys, anteriormente dado como morto durante a Dança dos Dragões, retornou a Westeros, casado com Lady Larra Rogare. Viserys serviu como Mão do Rei de seu irmão no final de seu reinado. Os dragões Targaryen tiveram seu número drasticamente reduzido devido à guerra e quando o último dragão morreu em 153 d.C., Viserys convenceu Aegon a enviar nove magos de Essos, para permitir que eles usassem suas artes para chocar uma ninhada de ovos de dragão. Infelizmente, sua tentativa falhou.[37]
Paz com Dorne
- Veja também: Conquista de Dorne
O Principado de Dorne conseguiu resistir a fúria de Aegon I durante a Guerra da Conquista, permanecendo sob o governo dos Martell. Ao assumir o trono, em 157 d.C., Daeron I Targaryen (conhecido como "o Jovem Dragão"), com apenas quatorze anos de idade, decidiu resolver esse assunto pendente. Mesmo jovem e sem dragões, Daeron derrotou os dorneses em uma invasão bem-sucedida. Porém, ele não conseguiu manter sua conquista e morreu jovem, junto com mais de cinquenta mil homens que tentavam conter a revolta dos dorneses.[56] Morto com apenas dezoito anos, o Jovem Dragão foi sucedido por seu irmão, Baelor, o Abençoado, que estava em vias de se tornar septão. Um dos primeiros atos de Baelor foi fazer a paz com Dorne ao casar seu sobrinho, o Príncipe Daeron, com a Princesa Mariah Martell.[57]
Baelor é lembrado positivamente pelos plebeus, mas os meistres não tem a mesma opinião e consideram que sua piedade foi sua ruína. Seu tio Viserys II o servia como Mão, assim como havia servido a Daeron I.[58] Viserys teve de governar o reino enquanto Daeron guerreava e Baelor rezava. Durante seu reinado, Baelor confinou suas três irmãs na Arcada das Donzelas da Fortaleza Vermelha, tentando evitar pensamentos carnais. A despeito disso, Daena, a Desafiante, teve um caso com seu primo, o jovem Aegon.[59]
Em 171 d.C., Baelor morreu sem filhos e Viserys II herdou o trono. Após um curto reinado, ele foi sucedido por seu filho, Aegon IV, que ficou conhecido como Aegon, o Indigno. Seria somente durante o reinado do sucessor de Aegon IV que Dorne finalmente foi anexada aos Sete Reinos sob o comando dos Targaryen, o que se deu através de alianças matrimoniais.[59]
Os Pretendentes Blackfyre
Aegon IV Targaryen é considerado um dos piores governantes que Westeros já teve. Um déspota incompetente e corrupto, o reino sofreu com graves crises morais durante seu reinado. Aegon IV manteve muitas amantes e gerou vários bastardos. O mais velho deles, gerado de sua relação com a Princesa Daena, o garoto Daemon Blackfyre, tinha fortes características Targaryen e cresceu como um cavaleiro jovem e promissor. Alcançou tal estima que o rei lhe presentou com a Blackfyre, a espada de aço valiriano da Casa Targaryen, portada por todos os seus reis desde Aegon, o Conquistador.[59]
O rei Aegon IV legitimou todos os seus bastardos em seu leito de morte, colocando-os atrás de seu filho legítimo para a sucessão ao Trono de Ferro. Aqueles de nascimento elevado ficaram conhecidos como "os Grandes Bastardos", como Daemon Blackfyre, Aegor "Açoamargo" Rivers, Brynden "Corvo de Sangue" Rivers e Shiera Seastar. Após a morte de Aegon IV, seu filho legítimo mais velho, Daeron II Targaryen, herdou a coroa, mas seu direito foi contestado por seu irmão Daemon. A contestação foi sustentada por velhos boatos que afirmavam que Daeron não era filho de Aegon e sim nascido de adultério por Sor Aemon Targaryen, o Cavaleiro Dragão. Também havia o fato de a antiga espada Targaryen, a Blackfyre, ter sido dada a Daemon por Aegon IV, o que fazia muitos dizerem que o velho rei realmente queria que o filho bastardo o sucedesse no trono. A nova influência dornesa na corte trazida pela esposa de Daeron II também incomodava alguns nobres, o que rendeu mais apoio a Daemon.[26]
Após um longo período de tensões, Daemon Blackfyre se levantou em revolta contra seu irmão e rei Daeron II Targaryen quando este prometeu a mão de sua irmã, Daenerys, ao Príncipe Maron Martell, casamento que garantiu a anexação de Dorne (diziam que Daemon era apaixonado por esta garota). A Primeira Rebelião Blackfyre (195 d.C.-196 d.C.) foi esmagada pelos filhos de Daeron, Baelor Quebralanças e Maekar, com a ajuda de Corvo de Sangue, que disputava o amor de Shiera Seastar com seu meio-irmão Aegor Açoamargo (que apoiava Daemon). Na Batalha do Campo do Capim Vermelho, Daemon foi morto por Corvo de Sangue, mas Açoamargo, leal a Casa Blackfyre, conseguiu fugir para o exílio, atravessando o Mar Estreito, e fundou a Companhia Dourada, um grupo de mercenários empenhados em colocar um Pretendente Blackfyre no Trono de Ferro.[26][15]
O Príncipe Baelor foi nomeado Mão de seu pai, além de herdeiro, mas morreu em 209 d.C. pelas mãos do irmão Maekar no Julgamento dos Sete que ocorreu no Torneio de Vaufreixo. Aerion Chamaviva, o filho de Maekar, foi enviado para o exílio após o julgamento, e Maekar permitiu que seu filho "Egg" continuasse como escudeiro de Duncan, um cavaleiro andante, para ensinar-lhe humildade e honra. Durante o reinado de Daeron II, o terceiro maior palácio dos Targaryen foi construído nas Marcas de Dorne, chamado Solarestival.[26]
A partir do exílio, a Casa Blackfyre continuaria a atormentar o Trono de Ferro dos Targaryen por gerações, até que Maelys, o Monstruoso, o último dos Blackfyres da linhagem masculina da família, viria a tombar em combate contra os lealistas Targaryen.
Problemas crescentes
- Ver também: Grande Praga da Primavera, Terceira Rebelião Blackfyre, Quarta Rebelião Blackfyre e Guerra dos Reis de Nove Moedas
O último século de dominação Targaryen sobre Westeros foi marcado por instabilidades e crises. A Grande Praga da Primavera de 209 d.C. fez milhares de vítimas, incluindo o rei Daeron II e vários de seus netos. Seu filho igualmente culto, Aerys I, assumiu o trono, nomeando seu tio Corvo de Sangue como Mão. Aerys ignorou os problemas do reino (a praga, a seca, diminuição do comércio, aumento da criminalidade e os assaltos de Dagon Greyjoy), deixando Corvo de Sangue focado em eliminar os focos de apoio dos Blackfyre que eram sustentados por Açamargo. De fato, em 219 d.C., os Blackfyre tentaram novamente usurpar o Trono e novamente fracassaram em batalha.[60]
O Príncipe Maekar, que devia ter sido nomeado Mão de Aerys, sucedeu seu irmão no trono em 221 d.C. e jogou Corvo de Sangue nas masmorras da Fortaleza Vermelha. Do outro lado do Mar Estreito, a Casa Blackfyre representava uma ameaça distante aos Targaryen mas, em 233 d.C., o rei Maekar pereceu em batalha contra um senhor rebelde, provavelmente um apoiador dos Blackfyre.[27]
Essa série de infortúnios e mortes ao longo dos anos culminou no Grande Conselho em 233 d.C., logo após o falecimento do rei Maekar. O conselho passou por cima da filha do Príncipe Daeron e do filho pequeno de Aerion, coroando então o jovem Egg, que se tornou Aegon V, e recebeu a alcunha de "o Improvável" por ter nascido quarto filho de um quarto filho. A coroa também havia sido oferecida em segredo ao seu irmão, Aemon, mas este a recusou e se juntou à Patrulha da Noite, contraindo votos adicionais que o distanciariam mais do Trono e impediriam que fosse usado em conspirações contra Aegon.[61]
Aegon V esvaziou as masmorras e mandou centenas de homens para a Muralha, incluindo seu tio-avô, Corvo de Sangue, que depois se tornou Senhor Comandante da Patrulha da Noite. Como Comandante de sua Guarda Real, Aegon nomeou Sor Duncan, o Alto, a quem havia servido como escudeiro na juventude. O reinado de Aegon V é bem lembrado pelo povo, especialmente por suas reformas, mas seus problemas familiares o atormentaram.[44]
No último período do reinado de Aegon V, ocorreu a quarta tentativa dos Blackfyre para conquistar o Trono de Ferro. O rei e seus filhos, a frente de um enorme exército real, massacraram as forças rebeldes lideradas por Açamargo.[44]
Ouvindo a profecia de uma bruxa da floresta, que dizia que de sua linhagem surgiria o Príncipe Prometido, um herói de uma antiga profecia que derrotaria os Outros, o rei Aegon V havia arranjado o casamento de seus netos: Aerys e Rhaella. Mesmo assim, ele permitiu que seus filhos casassem por amor, o que lhe rendeu amargos inimigos no lugar de aliados. Sua filha, Rhaelle Targaryen, casou-se com um Baratheon. Seu filho Duncan deixou a coroa de lado por Jenny de Pedravelhas. Pouco depois aconteceu o Desastre de Solarestival, no qual Aegon V e Duncan (tanto seu filho quanto o Senhor Comandante da Guarda Real), morreram em 259 d.C..[44] Após o falecimento de Aegon V, seu sucessor, Jaehaerys II, lidou com outra grande rebelião Blackfyre (a quinta na história). No que ficou conhecido como a Guerra dos Reis de Nove Moedas (260 d.C.), as forças leais aos Targaryens enfrentaram as tropas de Maelys Blackfyre nos Degraus.[17] O velho Maelys acabou morto em combate. Isso finalmente pôs um fim à linhagem masculina da Casa Blackfyre. O enfermiço Jaehaerys II governou por apenas três anos antes de morrer em 262 d.C.. Afável, inteligente e capaz, foi visto como fraco por parte da nobreza, que viam sua constituição frágil com preconceito, mas sua administração foi popular dentre o povo comum (assim como foi a do seu pai).[17] Ele foi sucedido no trono por seu filho mais velho, Aerys II.[8]
Derrocada
- Veja também: Loucura Targaryen, Desafio de Valdocaso e Rebelião de Robert
Em conjunto com sua Mão, o capaz Tywin Lannister, Aerys II teve um próspero governo no início. Porém, a paranoia e a loucura que o tomou cresceram com o tempo, principalmente depois de ele ter sido sequestrado pelos Darkyn, antigos aliados da Casa Targaryen, o que o afastou de lorde Tywin. Esse afastamento logo se tornou uma disputa velada com diversos episódios que aumentaram as tensões, como a recusa do rei em aceitar o casamento de Cersei Lannister com seu herdeiro, Rhaegar Targaryen, e a nomeação de Sor Jaime Lannister para a Guarda Real, "roubando" de Tywin o seu herdeiro. Depois deste episódio, o lorde Tywin renunciou ao cargo de Mão e voltou para Rochedo Casterly.[17][8]
O príncipe Rhaegar pretendia ser um monarca melhor que o seu pai, e parecia decidido a cumprir a profecia do Príncipe Prometido. Casado com Elia Martell, Rhaegar tivera dois filhos, mas sabia que "o dragão tem três cabeças", e sua esposa não poderia engravidar de novo. Por fim, no Torneio de Harrenhal, Rhaegar nomeou Lyanna Stark como Rainha do Amor e da Beleza, o que ofendeu o noivo dela, Robert Baratheon.[62][63]
Logo após este torneio, o príncipe sequestrou Lyanna e a levou para o sul. O irmão e o pai de Lyanna (Brandon e Rickard Stark, respectivamente) protestaram, mas foram mortos com requintes de crueldade por ordens de Aerys. Isso foi o estopim de uma nova guerra civil. O Norte, o Vale, as Terras Fluviais e as Terras da Tempestade se levantaram em revolta contra os atos injustos e sádicos de Aerys. Já a Campina, as Terras da Coroa e Dorne (além de várias casas menores por todos os Sete Reinos, incluindo em territórios rebeldes) permaneceram fiéis aos Targaryens. As Terras Ocidentais e as Ilhas de Ferro ficaram neutras inicialmente. Os rebeldes, liderados por Robert Baratheon, o prometido de Lyanna, começaram a guerra bem, derrotando as forças lealistas em Solarestival e na chamada Batalha dos Sinos, apesar de terem sofrido um revés na Batalha de Vaufreixo. Então, o príncipe Rhaegar Targaryen finalmente assumiu o comando das tropas lealistas e partiu para enfrentar os revoltosos. Contudo, as forças Targaryen foram derrotadas e o príncipe da coroa acabou sendo morto por Robert Baratheon na decisiva Batalha do Tridente.[64]
Após a derrota no Tridente, a situação dos Targaryen se tornou precária. Já não havia mais exércitos lealistas entre os rebeldes e Porto Real. Como uma medida de segurança, o rei Aerys II mandou o novo príncipe herdeiro, seu filho mais novo Viserys, e a Rainha Rhaella, que estava grávida, fugirem para Pedra do Dragão. O rei Aerys, cada vez mais louco e perdendo o contato com a realidade, ordenou que fosse colocado fogovivo em vários locais da capital, incluindo áreas residenciais e em edifícios públicos e governamentais. Então, inesperadamente, um grande exército Lannister chegou na capital, liderado pelo lorde Tywin em pessoa, que jurou estar ali para servir a coroa. Os conselheiros reais pediram para o rei Aerys II dispensar o Lannister, duvidando de suas verdadeiras intenções, mas o Grande Meistre Pycelle convenceu o Rei Louco a abrir os portões e assim ele o fez. Quando as forças de lorde Tywin adentraram as muralhas da capital, eles começaram imediatamente a saquear a cidade, matando, roubando e estuprando. Soldados Lannisters invadiram então a Fortaleza Vermelha e chacinaram a família real, matando Elia Martell, a esposa do finado Rhaegar, e seus dois filhos, a menina Rhaenys e o bebê Aegon. Enquanto o saque acontecia nas ruas da capital, o rei Aerys ordenou que seus piromantes executassem seu plano e queimassem toda a cidade num mar de fogovivo. Para salvar a população das ordens do Rei Louco, o único membro da Guarda Real presente na capital, Sor Jaime Lannister (filho de Tywin), matou o piromante oficial do rei e para impedir que Aerys desse novas ordens a outros piromantes, ele acabou matando o rei sob os pés do Trono de Ferro.[64][65]
Logo após a queda da capital, a rainha Rhaella, que estava em Pedra do Dragão, morreu ao dar à luz a princesa Daenerys, que foi levada por lealistas para as Cidades Livres junto com o príncipe Viserys para iniciarem seu exílio. O líder rebelde, Robert Baratheon, foi então coroado como o novo Senhor dos Sete Reinos e tomou seu lugar no Trono de Ferro, fundando uma nova Casa Real sobre Westeros. Para dar legitimidade a sua reivindicação a coroa, ele apontou seus descendentes Targaryens, como sua avó, que era filha de Aegon V.[65]
O Rei Aerys II acabou sendo o último monarca da dinastia Targaryen, que reinara ininterruptamente por quase trezentos anos. Antes semideuses intocáveis montados em dragões, os Targaryen haviam perdido muito de seu poder em decorrência das guerras civis e do extermínio de seus dragões. Como razão imediata, a loucura de Aerys provocou a rebelião dos nobres, mas o desafio aberto não teria ocorrido se o prestígio da família não tivesse decaído tanto. Essa perda de influência talvez tenha sido bem demonstrada na coroação de Aegon V, que foi escolhido por um conselho ao invés de reivindicar a coroa por direito. O Desafio de Valdocaso pela Casa Darklyn, uma das mais antigas e tradicionais Casas lealistas, foi outro sinal da decadência dos Targaryen.[65]
Situação atual
- Ver também: As Crônicas de Gelo e Fogo
Do outro lado do Mar Estreito, o filho sobrevivente do Rei Louco reivindicou o Trono de Ferro e se autoproclamou Viserys III. Ele e Daenerys passaram a juventude perambulando pelas Cidades Livres em busca da ajuda de príncipes mercantes que estivessem interessados em restaurar a Casa Targaryen. Não foi levado a sério e passou a ser conhecido como "Rei Pedinte".[66][67]
Em 298 d.C., Viserys arranjou o casamento da irmã com Drogo, um poderoso khal dothraki, esperando em troca um exército que o ajudasse a conquistar os Sete Reinos. A arrogância e loucura de Viserys, porém, fizeram com que ele fosse morto pelas mãos do khal. Drogo também morreu logo depois e Daenerys, acompanhada pelos restos do khalasar do marido, conseguiu chocar três ovos de dragão: os primeiros em um século e meio.[68][69]
Após uma penosa travessia no Deserto Vermelho, Dany chegou em Qarth e depois rumou para a Baía dos Escravos. Ali, ela entrou em choque com as cidades escravagistas e mergulhou a região no caos. Em 299 d.C., Daenerys e seu exército de Imaculados entram na cidade de Meereen, completando a conquista da Baía dos Escravos.[70][4]
Daenerys passa a governar Meereen como rainha, mas começa a enfrentar problemas e distúrbios internos pela cidade. Em 300 d.C., ela recusou uma proposta de casamento de Quentyn Martell, cujo pai tentava honrar um pacto secreto de casamento entre Viserys e Arianne Martell. Atualmente, ela está no Mar Dothraki perto de Meereen, cidade onde seus inimigos e simpatizantes esperam por ela. Logo ela deve voltar os olhos para Westeros, uma terra que nunca conheceu.[71][19][72]
Na Muralha, o centenário Meistre Aemon, irmão de Aegon V, foi enviado para Vilavelha por Jon Snow mas morreu no trajeto. Para lá da Muralha, o corvo de três olhos que apareceu para Bran Stark é fortemente cogitado como o próprio Corvo de Sangue, mantido vivo por magia.
Alega-se que, sem o conhecimento dos Lannister, o filho de Rhaegar, Aegon, sobreviveu ao Saque de Porto Real graças a Varys, que orquestrou uma troca de bebês. O suposto Aegon foi criado em segredo pelo amigo de Rhaegar, Jon Connington, e já desembarcou nas Terras da Tempestade com o apoio da Companhia Dourada, declarando-se Aegon VI.[73]
Linha do Tempo
Todas as datas são dadas em relação a vinda de Aegon I (d.C. - "Depois da Conquista").
- Aproximadamente - 200 a.C.
- A Casa Targaryen se muda para a ilha de Pedra do Dragão, próxima da Baía da Água Negra.
- A Perdição de Valíria (aproximadamente -100 d.C.)
- Um cataclísma destrói a península valiriana, e o império submerge em meio ao caos do Século de Sangue.
- A Guerra da Conquista (aproximadamente 1 d.C.)
- Ajudado por suas duas irmãs, Visenya Targaryen e Rhaenys Targaryen, e seus dragões Vhagar, Meraxes e Balerion, os exércitos de Aegon , o Conquistador invadiram os Sete Reinos de Westeros, dando início à Guerra da Conquista. Na batalha conhecida como "Campo de Fogo", Aegon derrotou o exército das forças combinadas da Rochedo e da Campina; os três dragões mataram quase quatro mil homens. Muitos outros reis curvaram-se perante Aegon, e no final, apenas Dorne no Sul permaneceu independente.
- A Dança dos Dragões (129 d.C. a 131 d.C.)
- Aegon II reivindica o trono disputado por sua irmã mais velha Rhaenyra Targaryen, ambos morrem na guerra resultante.
- Conquista de Dorne (aproximadamente 157 d.C.)
- Com quatorze anos, Daeron I conquista o reino de Dorne, mas é incapaz de mantê-lo.
- Batalha do Campo do Capim Vermelho (196 d.C.)
- A Primeira Rebelião Blackfyre termina quando as forças do rebelde Daemon Blackfyre são derrotadas na Batalha do Campo do Capim Vermelho. Estes acontecimentos são narrados em The Sworn Sword.
- Torneio em Vaufreixo (208 d.C.)
- Baelor Quebralanças morre de ferimentos sofridos em julgamento por combate. Estes acontecimentos são narrados em The Hedge Knight.
- Grande Praga da Primavera (209 d.C.)
- Uma praga devasta grande parte de Westeros, matando o rei Daeron II e seus netos Valarr Targaryen e Matarys Targaryen.
- Grande Conselho (233 d.C.)
- Um grande conselho passa por cima do infante bastardo filho de Aerion Chamaviva e a filha idiota do príncipe Daeron Targaryen, coroando Aegon V, o Improvável.
- Rebelião de Robert (282 d.C. a 283 d.C.)
- O reinado Targaryen termina quando Lorde Robert Baratheon toma o Trono de Ferro e o Rei Aerys II é morto por seu cavaleiro juramentado Sor Jaime Lannister.
- Atualmente (299 d.C. - presente)
- Além do Mar Estreito, o exilado Viserys Targaryen continuou a reivindicar seu direito ao trono do pai. Contudo, ele acaba sendo morto por Khal Drogo em Vaes Dothrak. A reivindicação da soberania Targaryen recaiu sobre sua irmão, Daenerys, a última sobrevivente confirmada de sua Casa. Em 298 d.C., Daenerys testemunha, em um evento mágico, o nascimento de três dragões (Drogon, Viserion e Rhaegal), os primeiros do seu tipo a nascerem em quase 140 anos. Com estes dragões e apoiada por um exército de soldados conhecidos como Imaculados, Dany conquista a Baía dos Escravos e governa a cidade de Meereen como rainha.
A Casa Targaryen no final do terceiro século
Segue aqui os Targaryen remanescentes durante o período que abrange As Crônicas de Gelo e Fogo:
- {Rei Viserys III}, chamado de Rei Pedinte ou Khal Raggat (Rei dos Pés Feridos); autoproclamado Rei dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens e Senhor dos Sete Reinos, no exílio. Fatalmente coroado em Vaes Dothrak.
- Rainha Daenerys I Nascida da Tormenta, chamada de Mãe de Dragões, irmã de Viserys III e a última herdeira legitimamente conhecida da Casa Targaryen; Rainha dos Ândalos, dos Roinares e dos Primeiros Homens, Senhora dos Sete Reinos, Khaleesi do Mar Dothraki, Quebradora de Correntes, Rainha de Meereen.
- seus dragões: Drogon, Rhaegal e Viserion.
- {Khal Drogo}, seu primeiro marido. Morto em decorrência de um ferimento.
- {Rhaego}, seu filho com Drogo. Natimorto.
- Rei Hizdahr zo Loraq XIV, seu segundo marido. Rei de Meereen, Herdeiro de Ghis, Octarca do Velho Império, Mestre do Skahazadhan, Consorte de Dragões, Sangue da Harpia. Um nobre de Meereen.
- {Meistre Aemon}, jurado à Patrulha da Noite e tio-avô de Aerys II. Morto no mar, com cento e dois anos.
- Príncipe Aegon Targaryen, o filho de Rhaegar. Foi dado como morto por Sor Gregor Clegane no Saque de Porto Real, mas um rapaz, o Jovem Griff, alega ser o Príncipe Aegon, sendo atestado por Varys e apoiado pela Companhia Dourada. Se ele for verdadeiro, sua pretensão supera à de Daenerys, e ele poderá reinar como Aegon VI.
Apoiadores
Os Protetores da Rainha
- Sor Barristan Selmy, chamado de Barristan, o Ousado. Senhor Comandante da Guarda da Rainha.
- seus cavaleiros
- Sor Tumco Lho, das Ilhas Basilisco, recém formado cavaleiro
- "Ovelha Vermelha", um lhazareno recém formado cavaleiro
- seus aprendizes e escudeiros, treinados para a cavalaria
- Larraq, de Meereen
- os Garotos, três jovens ghiscariotas
- seus cavaleiros
- Belwas, chamado de Belwas, o Forte. Um eunuco ex-lutador das arenas
- Os companheiros de sangue da rainha
- Sor Jorah Mormont, chamado de Jorah, o Ândalo. Antigo Senhor Comandante, agora exilado.
Os Capitães e Comandantes da Rainha
- Verme Cinzento, um eunuco, comandante dos Imaculados, infantaria de eunucos
- Herói, um capitão Imaculado, segundo em comando
- Escudo Robusto, um lanceiro Imaculado, morto pelos Filhos da Harpia
- {Mollono Yos Dob}, líder dos Escudos Robustos, uma companhia de libertos. Morto pela égua descorada
- Tal Toraq, novo comandante dos Escudos Robustos
- Symon Costaslistradas, comandante dos Irmãos Livres, uma companhia de libertos
- Marselen, comandante dos Homens da Mãe, uma companhia de libertos; um eunuco irmão de Missandei
- Groleo de Pentos, capitão da coca Saduleon e nomeado almirante, embora sem frota. Executado pelos yunkaitas
- Rommo, um jaqqa rhan dos dothraki, representante do khalasar de Daenerys no conselho
- Daario Naharis, mercenário de Tyrosh e líder dos Corvos Tormentosos
- Ben Plumm, chamado de Ben Mulato e líder dos Segundos Filhos. Passou para o lado de Yunkai
A corte da Rainha em Meereen
- Reznak mo Reznak, seu senescal, careca e afetado
- Skahaz mo Kandaq, o Cabeça Raspada, comandante das Bestas de Bronze, a Patrulha de Meeren
As aias e servas da Rainha
- Irri e Jhiqui, dos dothraki, suas aias
- Missandei, de Naath, escriba e tradutora
- Grazdar, Qezza, Mezzara, Kezmya, Azzak, Bhakaz, Miklaz, Dhazzar, Draqaz, Jhezane, crianças das pirâmides de Meereen, seus copeiros e pajens
- {Doreah}, de Lys, sua antiga aia. Morta durante a travessia do Deserto Vermelho
Os seguidores do Jovem Griff/Príncipe Aegon
- 'Griff', um mercenário da Companhia Dourada. Na verdade é Jon Connington, lorde exilado do Poleiro do Grifo e Mão do Rei Aerys II
- Sor Rolly Patodocampo, chamado de Pato, um cavaleiro. Nomeado o primeiro cavaleiro da Guarda Real de Aegon
- Septã Lemore, chamada de Senhora Lemore, uma mulher da Fé dos Sete
- Haldon, chamado o Meiomeistre, tutor de Aegon
- Yandry, mestre e capitão do Donzela Tímida
- Ysilla, sua esposa
- A Companhia Dourada, a companhia de mercenários famosa e fundada por Pretendentes Blackfyre ao Trono de Ferro.
Os Targaryens
Citações
| “ | Tal como seus dragões, os Targaryen não respondiam nem perante os deuses, nem perante os homens. | ” |
Referências
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- ↑ 2,0 2,1 2,2 A Guerra dos Tronos, Capítulo 4, Eddard.
- ↑ 3,0 3,1 A Guerra dos Tronos, Capítulo 18, Catelyn.
- ↑ 4,0 4,1 4,2 4,3 A Fúria dos Reis, Capítulo 63, Daenerys.
- ↑ 5,0 5,1 A Tormenta de Espadas, Capítulo 23, Daenerys.
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- ↑ A Princesa e a Rainha.
- ↑ 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Aerys II.
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