Aegon III Targaryen

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Aegon III Targaryen
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Aegon III Targaryen Amoka.jpg
Aegon III Targaryen, por Amok ©.
Informações biográficas
Reinado 131 d.C. a 157 d.C.
Nome completo Aegon Targaryen, o Terceiro de Seu Nome
Pseudônimo(s) o Jovem,
Veneno de Dragão,
Rei Quebrado
Títulos Rei dos Ândalos e dos Primeiros Homens, Senhor dos Sete Reinos e Protetor do Território
Nascimento 120 d.C.
Pedra do Dragão [1]
Morte 157 d.C.
Porto Real [1]
Família
Casa Real Casa Targaryen
Predecessor Aegon II Targaryen
Herdeiro(s) Daeron Targaryen
Sucessor Daeron I Targaryen
Rainha 1ª: Jaehaera Targaryen
2ª: Daenaera Velaryon
Filhos Daeron I Targaryen
Baelor I Targaryen
Daena Targaryen
Rhaena Targaryen
Elaena Targaryen
Pai Daemon Targaryen
Mãe Rhaenyra Targaryen

Casa Targaryen de Porto Real.png
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Livros Históricos
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Aegon III Targaryen, também conhecido como Aegon, o Jovem, e posteriormente como Aegon, Desgraça dos Dragões, foi o sétimo rei Targaryen a se sentar no Trono de Ferro. Foi sucessor de seu tio, Aegon II Targaryen, no desfecho da Dança dos Dragões, no qual os vitoriosos apoiadores de sua falecida mãe, Rhaenyra Targaryen, o puseram no trono. Quando era criança, ele possuía um dragão chamado Stormcloud. Aegon manteve o reino unido apesar das divisões que se seguiram à guerra civil com a ajuda de seu irmão, Príncipe Viserys, a quem ele nomeou Mão do Rei.[1]

Aparência

Veja também: Imagens de Aegon III Targaryen

Aegon era um belo rapaz[2] com olhos olhos violeta que pareciam quase pretos e cabelos prateados tão claros que eram quase brancos.[3][4] Ele era magro de rosto e corpo.[2] Aos dez anos, Aegon era considerado alto para a sua idade.[4] De acordo com uma fonte semi-canônica, Aegon usava uma barba curta sem bigode.[5]

Aegon vestia-se de forma simples e de preto (sempre, de acordo com Meistre Yandel,[1] muito frequentemente, de acordo com Arquimeistre Gyldayn).[4] Por baixo dos seus veludos e cetins, usava um cilício.[4] Possuía luvas pretas e uma corrente de ouro com o dragão de três cabeças da Casa Targaryen.[5] Usava uma tiara de ouro amarelo como coroa, simples e sem adornos.[2]

Aegon era um homem sem alegria,[4] profundamente marcado pelas suas experiências durante a Dança dos Dragões. Os relatos de Cogumelo afirmam que Aegon raramente sorria e ria ainda menos, mesmo quando menino. Segundo o anão, Aegon podia ser gracioso e cortês quando necessário, mas ao mesmo tempo possuía uma escuridão interior que nunca o abandonava.[4] A culpa que sentia por ter abandonado seu irmão mais novo, Viserys, quando seu navio foi atacado durante a Dança dos Dragões, o tornava sombrio.[6] O Grande Meistre Munkun chamou Aegon de "quebrado" após ele perder seus irmãos e ver sua mãe sendo devorada pelo dragão de seu tio, e o descreveu como "morto por dentro".[2] Aegon demonstrava pouco interesse por mulheres, não cavalgava (exceto para viajar), não praticava falcoaria, não caçava, não participava de justas e não comparecia a torneios. Ele não gostava de ler, dançar ou cantar, e não se interessava por vinho ou comida, tanto que muitas vezes precisava ser lembrado de comer.[4][2] Da mesma forma, ele tinha pouco interesse em esgrima ou nas artes da guerra.[7] Durante a Hora do Lobo, Aegon podia ser frequentemente encontrado parado junto a uma janela, contemplando as estrelas, mas não demonstrava interesse pelo estudo da astronomia.[2]

Aegon raramente demonstrava emoções, mas a mera menção de dragões o enfurecia[2] e ele não se atrevia a chegar perto de um.[4][8]

Embora inteligente, era uma pessoa geralmente silenciosa, que nunca iniciava uma conversa e respondia às perguntas da forma mais sucinta possível.[2] Era considerado solene,[2] carrancudo e sombrio.[7] Falava pouco e frequentemente se refugiava no silêncio, na solidão e numa passividade melancólica.[7] Aegon tinha poucos amigos e, durante os primeiros anos de seu reinado, raramente dormia uma noite inteira.[2].[7] Raramente deixava a Fortaleza Vermelha após sua coroação.[2]

Após seu segundo casamento com Daenaera Velaryon, a melancolia de Aegon foi dissipada por um breve período.[8] Alguma alegria também retornou a Aegon após o retorno de seu irmão Viserys.[8] No entanto, ele sempre permaneceria um homem melancólico que não encontrava prazer em quase nada, que não gostava de ser tocado e que se retirava para seus aposentos por dias a fio, mergulhado em pensamentos solitários.[1]

Biografia

Juventude

Aegon nasceu no final de 120 d.C., filho do Príncipe Daemon Targaryen e da Princesa Rhaenyra Targaryen.[9] Aegon recebeu o nome em homenagem ao primeiro rei Targaryen, Aegon, o Conquistador.[9] A Rainha Alicent Hightower, a segunda esposa de seu avô, o Rei Viserys I Targaryen, se ofendeu com o nome de Aegon, já que ela mesma havia dado à luz um filho chamado Aegon anos antes e sentiu que a escolha do nome por Rhaenyra era uma afronta ao seu próprio filho.[3] Como dois príncipes durante o reinado do Rei Viserys I Targaryen receberam o nome de Aegon, a história se refere ao filho da Rainha Alicent como Aegon, o Velho, enquanto o filho de Rhaenyra era chamado de Aegon, o Jovem.[9]

Aegon tinha três meio-irmãos mais velhos, os príncipes Jacaerys, Lucerys e Joffrey Velaryon, do primeiro casamento de sua mãe com Sor Laenor Velaryon, e duas meias-irmãs mais velhas, as princesas Baela e Rhaena Targaryen, do segundo casamento de seu pai com Lady Laena Velaryon. Dois anos após o nascimento de Aegon, Rhaenyra deu à luz outro menino, Viserys.[9] Aegon vivia com sua mãe, seu pai e seus irmãos em Pedra do Dragão, a sede ancestral da Casa Targaryen e a residência de sua mãe como Princesa de Pedra do Dragão. Em 129 d.C., em Pedra do Dragão, sua mãe deu à luz a irmã de Aegon, Visenya, que nasceu morta.[10]

Aegon dividia seu quarto com seu irmão mais novo, Viserys. Eles foram companheiros constantes durante a juventude em Pedra do Dragão; faziam suas lições juntos e brincavam juntos também.[8] Em 129 d.C., Aegon havia criado um vínculo com o dragão Tempestade, mas ainda não o havia montado.[11][N 1]

A Dança dos Dragões

Veja também: Dança dos Dragões

Uma guerra de sucessão começou com a morte do avô de Aegon, o Rei Viserys I Targaryen, no início de 129 d.C.. Embora a mãe de Aegon, Rhaenyra Targaryen, tivesse sido nomeada herdeira do Trono de Ferro por Viserys, o meio-tio de Aegon, o Jovem, Aegon, o Velho, foi coroado Rei Aegon II em Porto Real. A guerra resultante ficou conhecida como a Dança dos Dragões.[10]

Como parte dos termos que o Rei Aegon II Targaryen ofereceu à mãe do Príncipe Aegon, Rhaenyra, Aegon, o Jovem, e seu irmão Viserys receberiam lugares de honra na corte real, com Aegon se tornando escudeiro do Rei Aegon II. Rhaenyra recusou os termos com raiva.[11]

Príncipe Aegon escapa da Batalha da Goela, por Ertac Altinoz

No final de 129 d.C., a pedido de seu meio-irmão Jacaerys Velaryon, Aegon e seu irmão mais novo, Viserys, foram enviados para Essos enquanto sua mãe, Rhaenyra, assegurava o Trono de Ferro.[10] Durante a viagem, seu navio, o Alegre Deleite, foi capturado por navios da Triarquia. Aegon escapou da captura voando em seu dragão, Tempestade, deixando seu irmão Viserys para trás. Ele nunca havia voado em Tempestade antes e a experiência o deixou abalado. Ele se agarrou ao pescoço do dragão durante a viagem de volta a Pedra do Dragão, onde informou a guarnição sobre tudo o que havia acontecido. Tempestade havia sido gravemente ferido durante o voo e morreu uma hora depois de chegar à ilha Targaryen.[6] Aegon nunca mais montaria um dragão.[10][1]

Aegon sempre se sentiria culpado por ter deixado seu irmão mais novo, Viserys, para trás.[6] Seu irmão Jacaerys liderou um ataque contra a frota da Triarquia que havia atacado o navio de Aegon, mas morreu na batalha junto com seu dragão Vermax no quinto dia de 130 d.C..[10]

Em 130 d.C., a Rainha Rhaenyra conquistou Porto Real. Assim que se sentiu segura o suficiente, Aegon foi convocado à capital. Rhaenyra o nomeou seu copeiro, para que ele estivesse sempre perto dela.[12] Aegon quase não disse uma palavra durante esse tempo.[13]

Embora Rhaenyra tivesse assegurado a capital, seu reinado ainda enfrentava diversas ameaças, principalmente o desaparecimento do Rei Aegon II Targaryen, do Príncipe Aemond Targaryen e seu dragão Vhagar, que aterrorizavam as Terras Fluviais e o grande exército sob o comando de Lorde Ormund Hightower e do Príncipe Daeron Targaryen, que continuava avançando sobre Porto Real, derrotando todos os inimigos que encontrava pelo caminho. Lorde Corlys Velaryon, Mão da Rainha Rhaenyra, sugeriu termos de paz, que incluíam ele tomar Jaehaera Targaryen, filha de Aegon II, como sua pupila, até que ela pudesse se casar com o Príncipe Aegon. Rhaenyra recusou.[12]

Durante o reinado de seis meses de Rhaenyra sobre Porto Real, ela gradualmente perdeu o controle, o que acabou resultando na revolta de Porto Real, que durou dois dias e terminou com a invasão do Fosso dos Dragões. Na segunda noite da revolta, Aegon e sua mãe estavam no telhado da Fortaleza Vermelha, de onde testemunharam a queda do príncipe Joffrey Velaryon do dragão Syrax e a morte do dragão. Na manhã seguinte, Aegon fugiu com sua mãe Rhaenyra e alguns homens e mulheres leais da capital, encontrando refúgio em Valdocaso. Rhaenyra, de luto e desespero, recusou-se a se separar de Aegon e ele se tornou uma "pequena sombra pálida" ao seu lado.[13]

Príncipe Aegon observa a morte de sua mãe, a Rainha Rhaenyra Targaryen, por Liam Peters para o livro A Ascensão do Dragão

Aegon e Rhaenyra viajaram de Valdocaso para Pedra do Dragão a bordo do Violande. Contudo, na ausência de Rhaenyra, seu trono havia sido secretamente ocupado pelo Rei Aegon II, e quando Aegon e Rhaenyra chegaram aos portões do castelo, encontraram os corpos carbonizados dos lealistas de Rhaenyra pendurados nos portões. Aegon foi o primeiro a perceber o que aquilo significava e gritou para sua mãe fugir, em vão. Os três últimos cavaleiros da Guarda Real de Rhaenyra foram mortos e quando Aegon pegou uma de suas espadas, Sor Alfred Broome a jogou de lado com desprezo. Eles foram levados para a ala do castelo, onde encontraram um Sunfyre ferido e o Rei Aegon II Targaryen. Após uma breve conversa, Rhaenyra foi separada à força de seu filho e colocada diante de Sunfyre, que a queimou com fogo de dragão. O príncipe Aegon assistiu horrorizado enquanto Sunfyre devorava sua mãe.[13] Aegon ficou traumatizado para sempre e esse evento consolidou seu posterior ódio feroz e terror por dragões.[2]

Sor Alfred Broome era a favor de matar o príncipe Aegon, mas o rei Aegon II recusou, insistindo que o jovem príncipe era valioso como refém contra os partidários de Rhaenyra. O príncipe Aegon foi algemado e levado para as masmorras sob Pedra do Dragão.[13]

Em Porto Real, os seguidores do rei Aegon II buscaram o apoio de Lorde Corlys Velaryon. Lorde Corlys insistiu que o príncipe Aegon, o Jovem, se casasse com a única filha restante de Aegon, a princesa Jaehaera, para unir os dois ramos da Casa Targaryen, e exigiu ainda que Aegon, o Jovem, e Jaehaera fossem proclamados herdeiros do rei Aegon II juntos. A Rainha Viúva Alicent Hightower inicialmente recusou, mas foi posteriormente persuadida por Lorde Larys Strong a concordar, ainda que a contragosto, com o noivado.[14]

O Rei Aegon II, contudo, ao chegar a Porto Real, rejeitou a ideia, insistindo que a linhagem de Rhaenyra deveria terminar com Aegon, o Jovem, sugerindo que o rapaz se juntasse à Patrulha da Noite ou fosse feito eunuco, para impedi-lo de gerar filhos. Enquanto Lorde Tyland Lannister argumentava pela execução de Aegon, o Jovem, Lorde Larys Strong convenceu o Rei Aegon II a concordar tanto com o noivado com a Princesa Jaehaera quanto com a nomeação de Aegon, o Jovem, como herdeiro do trono, insistindo que, após a guerra ser concluída e vencida, a situação poderia ser resolvida.[14]

O príncipe Aegon permaneceu prisioneiro de seu tio por seis meses após a morte de sua mãe, período durante o qual os partidários de sua mãe continuaram a lutar contra o rei Aegon II e seus Verdes. O rei Aegon II acabou sendo assassinado por seus próprios homens,[15][14] após o que Lorde Corlys Velaryon e o príncipe Aegon partiram da cidade sob uma bandeira de paz para entregar Porto Real ao exército de Lorde Kermit Tully.[14] Aegon, o Jovem, herdou o trono como rei Aegon III Targaryen em 131 d.C..[1][14][4]

Ascensão e regência

Veja também: Regência de Aegon III

Em meados de 131 d.C., Aegon ascendeu ao Trono de Ferro com dez anos de idade.[4] Durante os próximos cinco anos de sua minoridade, o reino foi governado pelo Mão do Rei e um conselho de regentes. Numerosos esquemas políticos, conspirações e assassinatos aconteceram durante os cinco anos de regência durante a briga por poder.

Durante o Falso Alvorecer, os senhores dos rios marchavam para Porto Real enquanto as forças remanescentes de Aegon II juraram lealdade ao novo rei. Após Aegon II ter sido cremado, o príncipe Aegon III proclamou na Colina de Aegon que a paz estava ao alcance, enquanto o lorde Corlys Velaryon mandou cartas com promessas de perdão para os antigos apoiadores de Aegon II. Junto com Lorde Corlys, Lorde Kermit Tully e seu irmão, Sor Oscar, e Lorde Benjicot Blackwood, Aegon saudou a chegada do Lorde Cregan Stark a cidade. Lorde Cregan assumiu as rédeas do governo em Porto Real no período que ficou conhecido como "a Hora do Lobo". Alguns chegaram a afirmar que Lorde Cregan planejava levar Aegon para Winterfell a fim de casa-lo com uma de suas filhas (embora Cregan não tivesse filhas na época), enquanto outras pessoas disseram que o Lorde Stark planejava matar Aegon para tomar o trono para si ao se casar com a Princesa Jaehaera. Cregan investigou o assassinato de Aegon II, enquanto o Príncipe Aegon foi confinado na Fortaleza de Maegor. Aegon então foi obrigado a nomear Lorde Stark como seu Mão do Rei, que começou a executar os responsáveis pela morte do ex-rei. A única pessoa de alto escalão poupada foi Corlys Velaryon, a pedido de Aegon, que restaurou sua posição e honrarias e lhe de um assento no pequeno conselho. Embora ainda fosse menor de idade, não coroado e abençoado como rei, Lorde Cregan Stark concordou com a decisão Aegon. O jovem monarca testemunhou várias execuções.[4]

Aegon foi casado com sua prima, a princesa Jaehaera Targaryen, no sétimo dia da sétima lua em 131 d.C.. A cerimônia foi realizada fora das ruínas do Fosso dos Dragões na Colina de Visenya. O casamento uniu ambos os ramos da Casa Targaryen. Após a cerimônia, o casal viajou em uma liteira até a Fortaleza Vermelha, onde Aegon foi oficialmente coroado Rei Aegon III.[2]

Um dos primeiros atos de Aegon como rei foi preencher as cinco vagas da Guarda Real. A próxima tarefa foi apontar um novo Mão do Rei, Sor Tyland Lannister, o Protetor do Território, Lorde Leowyn Corbray e o conselho de regentes para governar. Embora Aegon III se sentasse no Trono de Ferro quando foi requisitado dele, na maioria do tempo ele se ausentava da sala do trono. Ao final de 131 d.C., a população de Porto Real começou a ficar infeliz com seu jovem rei, enquanto rumores de um novo Mão surgiram.[2]

A morte súbita de Corlys Velaryon em 132 d.C. levantou a questão do sucessor do rei. Quando foi perguntado ao Rei Aegon quem seria seu herdeiro, o rei chegou a defender seu único amigo, Gaemon Cabelo-Claro, um bastardo que havia sido pretendente a coroa durante a revolta em Porto Real na Dança dos Dragões. Essa sugestão foi ignorada pelos regentes. Embora as meias-irmãs de Aegon, Baela e Rhaena, não fossem consideradas como possíveis herdeiras devido ao seu gênero, qualquer filhos que elas tivessem, em particular Baela, a mais velha das duas, seria considerado um herdeiro legítimo.[2]

Quando a Febre do Inverno arrasou Westeros no começo de 133 d.C., Aegon chamou atenção positivamente ao visitar os doentes e casas de recuperação para pessoas afetadas, sentado ao lado deles e às vezes segurando suas mãos. Ele raramente falava, mas era um grande conforto para os aflitos, no entanto. Ele também se sentava ao lado de seu Mão, Sor Tyland Lannister, quando ele adoeceu e faleceu da doença.[2]

No final do mesmo ano, o casamento do rei com sua esposa Jaehaera terminou quando ela morreu de aparente suicídio, embora rumores de assassinato tenham sido contados por toda Porto Real.[1][7] Lorde Unwin tentou casar o rei com sua filha, Myrielle Peake, mas muitos nobres protestaram, já que a rainha tinha morrido fazia pouco tempo. Lorde Cregan Stark afirmou que o Norte viria esta união com maos olhos, Lorde Kermit Tully chamou a proposta de presunçosa e o Grande Meistre Munkun concordou, afirmando que o movimento seria visto como uma tentativa da Casa Peake de buscar poder para si ao invés de ser feito pelo bem do reino. Senhoras nobres escreveram para a capital, propondo suas parentes para noivar Aegon (ou elas mesmas). Devido a pressão, Peake anunciou então um baile em Porto Real onde o próprio rei seria capaz de escolher sua própria noiva.[7]

Nas semanas que precederam ao baile, Lorde Peake fez com que sua filha passasse muito tempo ao lado do rei. No dia do baile, todas as candidatas foram apresentadas ao rei, enquanto ele estava sentado no Trono de Ferro. Aegon apenas acenava com a cabeça para cada uma antes da Guarda Real dispensa-las. O desinteresse de Aegon aumentava com cada passar de hora, o que, de acordo com Cogumelo, era o que Peake desejava.[7]

Aegon e Daenaera Velaryon, por Debustee ©.

Quando apenas algumas donzelas restavam, Baela e Rhaena Targaryen chegaram junto com sua parente, Daenaera Velaryon, uma garota de seis anos. Posteriormente, as últimas poucas candidatas foram apresentadas apressadamente e estava tão claro que o rei desejava encerrar o desfile que a última donzela soluçou enquanto fazia uma reverência. Em seguida, o rei convocou seu copeiro, Gaemon Cabelo-Claro, que anunciou que Aegon se casaria com Daenaera Velaryon. Embora Peake insistisse que Aegon deveria se casar com uma garota mais velha, para que ele pudesse gerar filhos rapidamente, os outros regentes não apoiaram a posição dele. Aegon e Daenaera se casaram no fim do ano.[7]

Por um curto período após seu casamento, Aegon se tornou menos melancólico, embora a atitude do seu Mão tentou fazer com que ele voltasse ao seu antigo jeito. Em 134 d.C., lorde Alyn Velaryon retornou para Porto Real depois de sua grande viagem e o rei Aegon e sua corte foram até o porto para recebe-lo. Lá, Lorde Velaryon apresentou para Aegon um “tesouro” que ele adquiriu em Lys, o irmão mais jovem do rei, Viserys, que muitos imaginavam que havia morrido na Batalha da Goela no começo de 130 d.C.. O fato de Viserys estar vivo e seu retorno a capital extinguiu a culpa qye Aegon sentia por ter abandonado o navio onde estavam e fez muito para reduzir a solidão do rei, com Viserys assumindo a posição de companheiro de Aegon, já que seu outro amigo, Gaemon Cabelo-Claro, foi esquecido, e a Rainha Daenaera foi negligenciada.[8]

Viserys retornou acompanhado de sua esposa, Larra Rogare, e vários dos irmãos dela. Quando Larra deu luz a um filho no ano seguinte, a linha de sucessão do Rei Aegon III pareceu segura. Viserys, que manteve seu próprio ovo de dragão durante seu cativeiro, da mesma forma presenteou seu próprio filho com um ovo. Contudo, quando o Rei Aegon soube que o ovo de dragão de Laena Velaryon trouxe a forma de um wyrm sem asas que feriu o bebê no berço, ele ordenou que todos os ovos fossem removidos do castelo, para a raiva de Viserys. Aegon e Viserys não se falaram por meses, até que Gaemon Cabelo-Claro, amigo de Aegon e degustador de comida, morreu numa tentativa de envenenamento ao rei e da rainha. Embora o Rei Aegon foi confortado por seu irmão em seu pesar, a morte de Gaemon o deixou inconsolável e sua velha tristeza caiu sobre ele mais uma vez, deixando-o desinteressado na corte e em seu reino.[16][1]

Como resultado da queda da Casa Rogare em Lys e a falencia do seu banco, os Rogares em Westeros foram presos. Enquanto um dos irmãos de Larra fugiu para Braavos, os outros dois foram aprisionados, assim como a Mão de Aegon, Lorde Thaddeus Rowan, e varios outros. Quando Sor Amaury Peake chegou na Fortaleza de Maegor para prender Larra Rogare, ele bateu de frente com o príncipe Viserys e o Rei Aegon III, que negou entrada na fortaleza para Lorde Peake e seus homens, que resultou no chamado Cerco Secreto, que durou dezoito dias. No décimo-segundo dia, os sitiantes trouxeram Lorde Rowan, que havia sido acusado de participar da tentativa de envenenamento contra Aegon. Quando o príncipe Viserys provou que a confissão de Rowan era falsa, o Rei Aegon declarou que Lorde Rowan havia sido torturado por traidores para fazer uma confissão falsa e exigiu que Sor Marston Waters, que havia assumido a posição de Mão durante o cerco, para "deter o Senhor Confessor, se você ama o seu rei… senão saberei que você é tão falso quanto ele." De acordo com o arquimeistre Gyldayn, o jovem de quinze anos Aegon pareceu "com um rei em todos os sentidos" naquele momento. Seis dias depois, quando Munkun mandou corvos para convocar os lordes do reino para a capital, o Rei Aegon encerrou o cerco.[16]

Aegon restaurou Lorde Thaddeus para o cargo de Mão do Rei, mas logo ficou claro que a tortura que ele tinha sobrevivido o deixou incapaz de servir como Mão. Subsequentemente, ele foi dispensado da posição e o cargo foi temporariamente entregue ao Grande Meistre Munkun, até que um novo Mão fosse nomeado. Um conselho de lordes reunido em 136 d.C., selecionou três novos regentes, enquanto Lorde Torrhen Manderly foi escolhido como o novo Mão.[16]

Reinado do Rei Quebrado

Rei Aegon III expulsa Lorde Torrhen Manderly do seu Pequeno Conselho, por Paolo Puggioni para o livro The Rise of the Dragon

Quando Aegon completou 16 anos em 136 d.C., o rei foi até seu pequeno conselho e dispensou seus regentes e sua Mão, e cancelou planos que eles estavam fazendo para mandar ele para uma turnê real. O lorde Torrhen Manderly ficou muito ofendido com a maneira brusca de sua demissão e, de acordo com o arquimeistre Gyldayn, esse ato tornou Manderly num inimigo de Aegon.[16]

Aegon foi considerado um rei quebrado que governou um reino quebrado. Até o fim dos seus dias, ele era um homem melancólico, não encontrava prazer nas coisas e se trancava em seu quarto para meditar por dias a fio. Demorou muito tempo para Aegon consumar seu casamento, mas eventualmente a rainha Daenaera Velaryon deu a luz a cinco filhos dele: Daeron (nascido em 143 d.C.) e Baelor (nascido em 144 d.C.), Daena (nascida em 145 d.C.), Rhaena (nascida em 147 d.C.), and Elaena (nascida em 150 d.C.). Após seu nascimento, o príncipe Daeron foi nomeado Príncipe de Pedra do Dragão pelo Rei Aegon.[1]

Como rei, Aegon III lutou para dar ao reino paz e prosperidade, mas sua frieza fez com que ele não conquistasse o amor de nobres ou plebeus. Durante os últimos anos do seu reinado, a Mão do Rei era seu irmão, o príncipe Viserys Targaryen.[1] Juntos, Aegon e Viserys lideram com vários pretendentes que fingiam ser Daeron Targaryen, irmão do falecido rei Aegon II. Todos esses pretendentes provaram ser impostores.[1][13]

Aegon é normalmente culpado pela morte do último dragão, tendo tido um grande desgosto por dragões após a trágica morte de Stormcloud e por ter testemunhado sua mãe ter sido devorada por Sunfyre.[17] Como o último dragão morreu durante o seu reinado, Aegon III ficou conhecido como o "Desgraça dos Dragões". Seja como for, Aegon estava convencido de que dragões poderiam ser usados para intimidar aqueles que tentassem se opor a ele. A pedido de seu irmão Viserys, Aegon trouxe nove magos de Essos para tentar chocar os ovos de dragão com magia, mas isso fracassou.[1][18]

O reinado de Aegon terminou com sua morte por tuberculose em 157 d.C., aos 36 anos de idade. Muitos dos seus súditos imaginavam que ele era bem mais velho, por conta de sua juventude ter terminado tão abruptamente. Aegon não é lembrado com carinho.[1]

Legado

Aegon III foi sucedido por seu filho de quatorze anos, Daeron. Após Daeron e seu sucessor, Baelor, falecerem jovens sem deixar filhos, o irmão de Aegon, Viserys II, foi coroado rei. Viserys foi sucedido por seu filho, Aegon IV.

Embora seus filhos homens tenham morrido sem filhos, a linhagem de Aegon continuou de certa forma. A filha do rei, Daena, teve um filho bastardo com seu primo, o príncipe Aegon, chamado Daemon Blackfyre, que contestaria o trono do Rei Daeron II Targaryen, o legítimo herdeiro de Aegon IV. Enquanto isso, a princesa Elaena Targaryen se casou três vezes e deu a luz a sete filhos. Seus primeiros dois filhos foram ilegítimos, nascidos do Lorde Alyn Velaryon. Subsequentemente, Elaena se casou com o lorde Ossifer Plumm, com quem teve um filho, Viserys Plumm - embora haja rumores de que a criança foi gerada pelo Rei Aegon IV. Em seguida, ela se casou com Ronnel Penrose, com quem teve quatro filhos. Seu terceiro e último casamento, com Sor Michael Manwoody, não gerou filhos.[19][20]

O Pequeno Conselho sob Aegon III

Alguns membros conhecidos:

Regentes

O conselho de regência de Aegon II, originalmente, era constituído por:

Substituições subsequentes:

Regentes escolhidos por sorteio no Grande Conselho de 136 d.C.:

Família

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rodrik
Arryn
 
Daella
 
 
 
 
 
Baelon
 
Alyssa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aemma Arryn
 
 
 
 
 
Viserys I
 
 
 
 
 
Alicent Hightower
 
Daemon*
 
Aegon
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Filho desconhecido
 
Baelon
 
Rhaenyra
 
Daemon*
 
Aegon II
 
Helaena
 
Aemond
 
Daeron
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aegon III
 
Viserys II
 
Visenya
 
Jaehaerys
 
Jaehaera
 
Maelor
 


Descendentes
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Aegon II}
 
{Helaena}
 
{Aemond}
 
{Daeron}
 
{Rhaenyra}
 
{Daemon}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Jaehaerys}
 
{Maelor}
 
{Jaehaera}
 
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{Daenaera
Velaryon}
 
 
 
 
 
{Viserys II}
 
{Larra
Rogare}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Daeron I}
 
{Rhaena}
 
 
{Elaena}
 
{Alyn
Velaryon}
 
{Baelor I}
 
{Daena}
 
{Aegon IV}
 
{Naerys}
 
{Aemon}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Ossifer
Plumm}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Jeyne
Waters}
 
{Jon
Waters}
 
 
{Daemon
Blackfyre}
 
{Daeron II}
 
{Daenerys}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Viserys
Plumm}
 
 
 
{Michael
Manwoody}
 
 
{Ronnel
Penrose}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
{Robin
Penrose}
 
{Laena
Penrose}
 
{Jocelyn
Penrose}
 
{Joy
Penrose}
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Notas

  1. Durante o reinado do Rei Viserys I Targaryen e posteriormente, era costume colocar um ovo de dragão no berço de cada príncipe Targaryen recém-nascido. Embora não seja especificado que um ovo tenha sido colocado no berço de Aegon, sabe-se que um ovo foi colocado nos berços de seus três irmãos mais velhos, no berço de seu irmão mais novo e nos berços dos três filhos de sua tia e tio.

Referências

  1. 1,00 1,01 1,02 1,03 1,04 1,05 1,06 1,07 1,08 1,09 1,10 1,11 1,12 1,13 O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Aegon III.
  2. 2,00 2,01 2,02 2,03 2,04 2,05 2,06 2,07 2,08 2,09 2,10 2,11 2,12 2,13 2,14 2,15 Fogo & Sangue, Sob os regentes: A Mão encapuzada.
  3. 3,0 3,1 O Príncipe de Westeros.
  4. 4,00 4,01 4,02 4,03 4,04 4,05 4,06 4,07 4,08 4,09 4,10 Fogo & Sangue, O momento posterior: A hora do lobo.
  5. 5,0 5,1 So Spake Martin: Targaryen Kings (1 de novembro de 2005).
  6. 6,0 6,1 6,2 Fogo & Sangue, A morte dos dragões: O dragão vermelho e o dourado.
  7. 7,0 7,1 7,2 7,3 7,4 7,5 7,6 7,7 Fogo & Sangue, Sob os regentes: Guerra e paz e exposição de gado.
  8. 8,0 8,1 8,2 8,3 8,4 Fogo & Sangue, Sob os regentes: A viagem de Alyn Punho de Carvalho.
  9. 9,0 9,1 9,2 9,3 Fogo & Sangue, Herdeiros do dragão: Uma questão de sucessão.
  10. 10,0 10,1 10,2 10,3 10,4 A Princesa e a Rainha.
  11. 11,0 11,1 Fogo & Sangue, A morte dos dragões: Os pretos e os verdes.
  12. 12,0 12,1 Fogo & Sangue, A morte dos dragões: Rhaenyra triunfante.
  13. 13,0 13,1 13,2 13,3 13,4 Fogo & Sangue, A morte dos dragões: Rhaenyra destituída.
  14. 14,0 14,1 14,2 14,3 14,4 Fogo & Sangue, A morte dos dragões: O breve e triste reinado de Aegon II.
  15. O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Aegon II.
  16. 16,0 16,1 16,2 16,3 Fogo & Sangue, A Primavera Lysena e o fim da regência.
  17. A Guerra dos Tronos, Capítulo 23, Daenerys.
  18. A Tormenta de Espadas, Capítulo 54, Davos.
  19. O Mundo de Gelo e Fogo, Os Reis Targaryen: Baelor I.
  20. O Mundo de Gelo e Fogo, Apêndice: Árvore Genealógica dos Targaryen.